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domingo, 7 de abril de 2013

O Canto de Dalinha e Niko












  
O CANTO DE DALINHA E NIKO
*
Chego aqui, peço licença
pra cantar uma canção
fortaleço minha crença
no valor da emoção
a mulher cantando em verso
faz melhor o universo
põe perfume na razão.
João Nicodemos - João Pessoa PB
*
Quem chega e pede licença
Licença tem pra cantar
Eu sei que sua cantiga
Foi feita para embalar
Ouvindo viro criança
Você me traz à lembrança
Velhas canções de ninar.
Dalinha Catunda – Rio de Janeiro

quarta-feira, 3 de abril de 2013

ELE ADORA COMER MARIA

ELE ADORA COMER MARIA
*
A Maria é seu chamego
Desde que era criança
Desde novo ele comia
Afirmava a vizinhança
Falando mal do seu vício
Que hoje virou lambança.
*
Quando chega do trabalho
Chega cheio de euforia
Vai direto pra cozinha
Pensando em comer Maria
Se não comer não sossega
Até perde a alegria.
*
Come na boca da noite
E come ao raiar do dia
Briga com todo mundo
Caso não ache Maria
Quando acha se empanturra
E sua fome sacia.
*
Quando ele cai de boca
Acaba com a Maria
Quem desejava comer
Aquilo que apetecia
Dando meia volta sai
Frustrado se contraria.
*
Um dia tasquei a boca
Provei, mas que beleza!
A danada era gostosa
Maria da Fortaleza...
Bolacha de qualidade
Que o Ceará tem na mesa.
*
Texto: Dalinha Catunda
Imagem pescada na internet 

terça-feira, 2 de abril de 2013

AMOR E POESIA - Marcos Antônio Frota



 AMOR E POESIA
Marcos Antônio Frota é cearense de Ipueiras. Publicou os romances: O senhor do tempo, o punhal de Spinoza, O pintor de calçadas, e o livro de contos O bar de Ulisses-uma confraria de pescadores.
Para os que gostam da boa poesia, Marcos Antônio Frota chega ao mundo dos leitores com um excelente livro que tem como título: Amor e Poesia.
Como poeta e amante da poesia recomendo.
 “Amor e Poesia” é um livro que mostra o reboliço dos sentimentos em cada poema escrito, mexendo com o nosso próprio sentimento. Se eu me acho e me vejo nos versos de Marcos Frota com você não será diferente.
Não terminaria este texto sem citar uma das poesias de Marcos Frota para o deleite dos leitores.
Sonho de Primavera
*
Tem vez que choro de dor
Tem vez que é de saudade
A saudade invade a dor
E a dor invade a saudade
*
Tais são as coisas do amor
Que atravessam as idades
O gozo beijando a dor
E a dor beijando a saudade
*
É tudo de que me lembro
De um tempo franco e risonho
Que se perdeu num setembro
*
Dentro de um amargo sonho
De setembro a dezembro
Durou o sonho medonho.
*
Nota de Dalinha Catunda

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Ô MENTIRA!!!!!

Ô MENTIRA!!!!!!!!
*
Nesta terra abençoada
Afirmo não tem ladrão
Não existiu mensalão
Foi a imprensa malvada
Que hoje desatinada
Tem políticos na mira
Difama com sua ira
Meu Deus que coisa horrorosa!
Pois até Joaquim Barbosa
 Deu fé a tanta mentira.
Texto Dalinha Catunda
Foto: Veja

APRENDIZ DE MENTIROSO

APRENDIZ DE MENTIROSO
*
Aquele que é mentiroso
E mentindo se enrolou
Mentiu sem saber mentir
E a mentira não colou
É péssimo trapaceiro
Não sabe ser embusteiro
Com mentiras se estrepou.
*
Dalinha Catunda
SETILHA
Sete linhas ou sete pés
 No início do século atual, o Cantador alagoano Manoel Leopoldino de Mendonça Serrador fez uma adaptação à Sextilha, criando o estilo de sete versos, também chamado de sete linhas ou de sete pés, rimando os versos pares até o quarto, como na Sextilha; o quinto rima com o sexto, e o sétimo com o segundo e o quarto. Gênero de Poesia Popular:
Francisco Linhares e Otacílio Batista
Imagem retirada da internet