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domingo, 23 de fevereiro de 2014

É TEMPO DE CHUVA

É TEMPO DE CHUVA
*
Faz mais de uma semana
Que chove diariamente.
O açude já botou água
Deixando o povo contente.
Na grota a água escorre,
E o velho leito percorre
Formando nova corrente.
*
Cheiro de terra molhada
Invade minhas narinas,
O gado pasta com gosto
O verde toma as campinas.
É chuva molhando o chão,
E alegrando meu sertão,
Nestas terras nordestinas.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda
Amigos, estive em Ipueiras – CE, minha terra,  lá choveu bastante. Deixei tudo verdinho
Meu abraço a todos.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

A CARA DO BRASIL

A CARA DO BRASIL
*
O povo já está cansado
Com a falta de punição
Padece a população
Num Brasil desgovernado
Onde o povo é obrigado
A fazer sua própria lei,
E se é correto, não sei,
Mas onde falta o poder
A desordem se prever
No seio de cada grei.
*
O caos já foi decretado
E nas manifestações
Se abate gente a rojões,
Ônibus é incendiado,
Ladrão em poste amarrado,
E um sossego moribundo
Espera a copa do mundo
Nesta terra antes gentil
No degradado Brasil
Que no desmando vai fundo.
*
Do que adianta prender
Se a justiça vai e solta
Precisamos de escolta
Que possa nos defender
Desta corja do poder
Que tem caneta na mão
Do político ladrão
Que é o exemplo maior
Do que se tem de pior
Nesta falida nação.
*
Sei que: “quem com ferro fere
Com ferro será ferido”
Se existe caça ao bandido
Ao descaso se confere
Não há nada que se espere
Deste reino da baderna
Onde o homem da caverna
Teve que ressuscitar
Pra combater e matar
Em onda nada fraterna.
*
Texto de Dalinha Catunda          

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

QUEBRANDO A CORRENTE

QUEBRANDO A CORRENTE
*
Você me manda correntes
E ameaça se eu quebrar...
Ah! Antes que eu me esqueça,
Repito: Vá se lascar!
O meu Deus é diferente,
Gosta de me ver contente,
Me absolve seu pecar.
*
Jamais venha me falar
Que a fulaninha morreu,
Porque recebeu corrente
Não botou fé no que leu,
Pois eu deleto na hora!
E fique sabendo agora,
E não encha o saco meu!
*
Versos  e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Dalinha Catunda & Carlos Silva

CARLOS SILVA
Pra campear nessa vida
Procurando um barbatão
A minha espora desliza
No dorso do alazão
Com destreza e coragem
Vejo subir poeiragem
Quando jogo boi no chão.
*
DALINHA CATUNDA
*
Já vi vaqueiro valente
Nas quebradas do sertão
Fazendo suas firulas
Nas festas de apartação
Mas se perdeu na poeira
Com uma prenda faceira
Que roubou seu coração.
*
Foto do acervo de Dalinha Catunda