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domingo, 8 de outubro de 2017

Nordestina, sim senhor!

NORDESTINA, SIM SENHOR!
*
Eu sou nordestina
Me orgulho de ser
Sou do Ceará
Com muito prazer
Não faço suspense
Sou ipueirense
Pra quem quer saber.
*
Se escuto a sanfona
Perfumo o cangote
Dançando faceira
Aguento o pinote
Pois sou dançadeira
Levanto a poeira
Capricho no xote.
*
Eu danço São João
Eu pulo fogueira
Faço simpatia
A da bananeira
Me visto de chita
Com laço de fita
Desfilo faceira.
*
Eu como cuscuz
Paçoca e baião
Como tapioca
E bife do oião
Eu como buchada
Também malassada
Sem indigestão.
*
Na rede me deito
Pra me balançar
E nesse balanço
Preciso contar
Cumprindo o destino
Eu já fiz menino
Sem punhos quebrar.
*
Eu sou ribaçã
Sou ave migrante
Sou rio que corre
Que segue adiante
Eu sou empolgada
Comigo só nada
É quem se garante.
*
Eu sou mesmo agreste
Meu nome é Dalinha
Não fujo de embate
Não fujo da rinha
Se você empaca
Não puxe sua faca
Deixe na bainha.
*

Versos e fotos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

CORDEL DE SANTO ANTÔNIO DE BARBALHA


NA POSSE DA NOVA DIRETORIA DA SPB
Entre as atrações que fizeram parte da Festa de posse da nova diretoria da Sociedade dos Poetas de Barbalha, constou o lançamento do cordel coletivo: SANTO ANTÔNIO DE BARBALHA.
Esse cordel nasceu de uma ideia do radialista Luiz Isael, que anteriormente, já havia concluído um projeto semelhante na ACC- Academia dos Cordelistas do Crato.
 Na SPB o projeto foi bem acolhido, a presidente da SPB, Lindicássia Nascimento, foi a coordenadora, enquanto as cordelistas, Josenir Lacerda e Dalinha Catunda foram colaboradoras acompanhando o andamento dessa edição.
O projeto será concluído quando os poetas e poetisas da SPB enviarem suas décimas gravadas em áudio, podem fazer pelo celular mesmo, desde que a gravação fique boa para viabilizar a gravação do cd.
Quero parabenizar a todos pela participação dessa confraternização em versos, enaltecendo Barbalha.

Nota e fotos de Dalinha Catunda

ATIÇANDO AS MULHERES

ATIÇANDO AS MULHERES
*
DALINHA CATUNDA
Mulher, tenha amor a vida
Faça sua prevenção.
Isso é obrigação,
E não seja “malovida”,
Pois a mulher precavida
Sete vidas vai viver!
Vai amar, vai conceber,
Vai parir felicidade,
Acredite isso é verdade!
Você tem esse poder.
*
BASTINHA JOB
Tá aí Outubro Rosa
Mandando bem seu aviso
Direto,muito preciso,
Tá com tudo e não tá prosa
Co' a mulherada se entrosa,
E a todas ele conclama:
_ Mulher, se você se ama
Faça a Mamografia
Só ela dá garantia
Fuja do câncer de MAMA!
*
Fotos de Dalinha Catunda

Recado da DupliNHA

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Fui à fonte beber água


FUI A FONTE BEBER ÁGUA...
*
Fui à fonte beber água
Porém não achei meu bem
Corri com medo de cobra
Me olharam com desdém
Da carreira que eu dei
Numa pedra escorreguei
E molhei o meu sedém.
*
Fiquei com pena da cobra
Que ouviu o grito meu
Debaixo de umas folhas
A bichinha se escondeu
Sei que ficou assustada
Eu estou desconfiada
Que de medo ela morreu.
*
Uma queda não é nada
Eu não vou me aporrinhar
Voltei para cachoeira
Pois queria me banhar
Seu cair eu me levanto
Faço para oxum meu canto
Quero ver me derrubar.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 3 de outubro de 2017

SÓ NA MOITA


SÓ NA MOITA
*
Quem não tem bala na agulha
Não carece se arriscar
Na deve mirar na presa
Sabendo que vai falhar
Pois onça com vara curta
Só doido vai cutucar.
*
Se tem coisa que não gosto
Amigo, vou lhe contar
E gente que diz que vai
Porém não sai do lugar
Nem desocupa a moita
Nem se agacha pra cagar.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

"Sou Verso Solto no Ar"











*
DALINHA CATUNDA
*
Eu sou Dalinha Catunda
Filha de Neuza e Espedito
O meu trabalho é bonito
É fonte que em mim abunda
Com dedicação profunda
Deixo a musa me emprenhar
Para meus versos gerar
E depois parir magia
“NO MUNDO DA POESIA
SOU VERSO SOLTO NO AR”
*
RAINILTON DE SIVOCA
Eu sou Rainilton Viana
Fí de Bastinha e Sivoca
E a poesia me toca
E me deixa tão bacana
Trabalho toda semana
Pra poder me sustentar
E também poder comprar
O meu pão de cada dia
"NO MUNDO DA POESIA
SOU VERSO SOLTO NO AR."      
*

Mote de Souza Filho

terça-feira, 15 de agosto de 2017

FORJANDO O VERSO


FORJANDO O VERSO
*
Com a musa em sintonia
A rima me acaricia
Para o verso eu conceber
Deixo a arte penetrar
Para que eu possa emprenhar
E ver o verso nascer.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Lampião morreu idoso num sítio em Minas Gerais

  










Lampião morreu idoso
Num sítio em Minas Gerais".
*
Depois de chegar da Lua
E ter passado por Marte,
Ele foi viver de arte
Cantando músicas na rua.
Junto com uma irmã sua
Fez strip em bacanais
Foi Momo em dois carnavais
Pelo Guaiamum Treloso..
"Lampião morreu idoso
Num sítio em Minas Gerais".
Mote: Jorge Filó.
Glosa: Ismael Gaião.

*
Foi depois que Lampião
Com “Padim Ciço” brigou
Que novo rumo tomou
Trocou de religião
No culto espantava o cão
Gritando nos rituais
Vi escrito nos anais
 Não é conto de trancoso:
"Lampião morreu idoso
Num sítio em Minas Gerais".
Glosa:Dalinha Catunda

Mote: Jorge Filó

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

PAIXÃO PELO VERSO

PAIXÃO PELO VERSO
*
Esse meu verso rimado
Eu trouxe lá do sertão
Para ficar aprumado
Botei metrificação
Para não ficar sem sal
Cumpro sempre o ritual
Rogo a musa inspiração.
*
Cuidados eu tenho sempre
Para não escorregar
Porém se eu quebrar o pé.
O remédio é consertar
Se de versos eu entendo
Procuro lendo e relendo
Erros para restaurar.
*
Atenção e paciência
Quem verseja deve ter
Pois a pressa é inimiga
De quem bem quer escrever
Vale a pena matutar
Com cada verso flertar
P’ra magia acontecer.
*
Tudo que faço na vida
Eu só faço com paixão
Cada verso é um suspiro
Que brota do coração
Para a regra não quebrar
Eu consigo me entregar
Mas sem perder a razão.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

domingo, 6 de agosto de 2017

Fazendo Rima


FAZENDO RIMA
*
GREGÓRIO FILOMENO
Esta Dalinha é danada
No bom sentido, pois não! 
Faz a rima improvisada
Alegrando o coração 
Mora no Rio de Janeiro
Onde passa o ano inteiro
Com saudade do sertão.
*
DALINHA CATUNDA
Gregório eu queria ser
Zefinha do Chabocão
Desafiar cabra macho
Também dizer palavrão
Fazer da língua chicote
Para açoitar um magote
De poeta fafarrão.