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segunda-feira, 29 de maio de 2023

MEU CAJU, MEU CAJUEIRO CORDEL


MEU CAJU, MEU CAJUEIRO CORDEL

1

O conhecimento eu tenho.

Peço a musa inspiração,

Pra falar do cajueiro,

Riqueza do meu sertão.

Versos trago no baú

Da castanha e do caju

Pra compor essa oração.

2

Vem do tupi-guarani

Este termo “aca-yu”,

Que é: Noz que se produz,

Dando origem ao caju.

Nosso caju brasileiro,

Que brota do cajueiro.

Faz rico nosso menu.

3

Tupis marcavam os anos

De maneira singular

Na colheita do caju,

Para a idade marcar

Usando sua façanha,

Guardavam uma castanha

Num pote para contar.

4

Chuvas do caju ocorrem

Em setembro no Ceará.

É a chuva da colheita.

Afirma o povo de lá.

Essa precipitação

É espaça no sertão

Na estação que seca está.

5

Tem o cajueiro anão

E tem gigante também.

Anão vai a quatro metros,

Mais de vinte o grande tem.

Porém o maior do mundo

De Natal é oriundo

De Pirangi grande bem.

6

Cantou Juvenal Galeno,

” Cajueiro Pequenino”.

Vou fazer como o poeta,

Nesse louvor genuíno.

Vou falar da serventia

Do caju com poesia

No meu cantar nordestino.

7

Primeiro quero informar

Nessa minha explanação,

Uma dúvida que existe,

E até causa confusão.

É que o fruto verdadeiro,

Que carrega o cajueiro,

É castanha, caju não!

8

Quero aqui falar da fruta.

Enaltecendo o sabor.

Falar da casca e da folha

Do aroma que solta a flor

Da sombra do cajueiro,

Onde meu amor primeiro

Declarou-me o seu amor.

9

O caju é o falso fruto,

Pedúnculo ou acessório,

Porém sua utilidade

Não tem nada de ilusório.

É sempre bem empregado

Na cozinha ele é usado

De modo satisfatório.

10

Tem caju, tem cajuí,

E caju banana tem.

Tem amarelo e vermelho,

Alaranjado também.

Caju tem variedade.

É fruta de qualidade,

Saudável e nos faz bem.

11

Do caju se faz um suco,

Nutritivo e refrescante.

E que além de saboroso,

Pra saúde edificante.

Na casa do nordestino

Enche o bucho de menino

É suco revigorante.

12

Vinhos feitos de caju,

Vêm dos nossos ancestrais.

Os indígenas faziam

Pra beber nos rituais.

Em cada celebração,

O gosto de tradição

Tinha os cerimoniais.

13

Em se tratando de doce

De caju tem variado:

Tem o doce de compota,

Em calda e cristalizado,

Doce liso tem também,

Do sabor pergunte alguém,

Que tenha deles provado.

14

Derivada do caju,

Também tem a cajuína.

Destaco a que já bebi,

Pras bandas de Teresina.

E no Cariri provei,

Da São Geraldo e gostei,

Que delícia nordestina!

15

Uma curiosidade

Confesso cansei de ver.

Foi o broto do caju

Dentro do litro crescer,

Depois da fruta crescida,

A cachaça era acrescida

No litro pra envelhecer.

16

No tempo da floração,

Emana do cajueiro,

Um cheiro peculiar,

Que o vento espalha ligeiro,

E desde os tempos da infância,

Eu sinto a mesma fragrância,

Que sentia em meu terreiro.

17

A flor além de cheirosa,

Também é medicinal.

Ela é anti-inflamatória,

Diurético natural.

Mezinha convidativa,

E sendo depurativa,

Ajuda sem fazer mal.

18

Usamos cascas e folhas,

Para um bom chá produzir.

Bom pra problemas de pele,

E pra parar de tossir.

Para catarro e fraqueza,

Esse chá é uma beleza!

Já vi mamãe consumir.

19

Que o caju rouba a cena

De fato, é realidade.

Mas a castanha entretanto,

É o fruto de verdade!

Convidativa e gostosa,

Nutritiva e saborosa,

E de muita utilidade.

20

Em terreiros e quintais,

A castanha era assada.

Fogueira e lata furada,

Nas farras da meninada.

Recordo dessa folia,

Eu repleta de alegria,

Curtindo a mesma jornada.

21

Eu sou cabocla nascida,

Criada no interior.

Comendo muita castanha,

Do caju trago o sabor.

Como boa nordestina,

Tomo suco e cajuína,

E até já tomei licor.

22

Quando é tempo de caju,

Eu toda assanhada fico.

Igualmente a passarinho,

Eu vivo melando o bico.

Com a vara de bambu,

Vou cutucando o caju,

E pego sem pagar mico.

23

Tenho paixão por caju,

Pelo gosto e cheiro agreste.

E o colorido que dá,

Às feiras lá do Nordeste.

No museu do caju sou,

A cabocla que cantou,

Esta riqueza campestre.

24

Tenho setenta cajus,

Nos passos da minha estrada.

Do caju quero o refresco,

A castanha quero assada.

E do cajueiro a sombra,

Pois idade não me assombra!

Continuo a caminhada.

Fim

Cordel de Dalinha Catunda

 


quinta-feira, 25 de maio de 2023

Dalinha Catunda no SESC do Crato



Dalinha Catunda no SESC do Crato

Amigos, portas e janelas estão se abrindo para o novo tempo da Literatura de Cordel.

Tenho uma história antiga com o SESC do Crato, relação que não se quebra,

Nem mesmo com a distância.

Perdi a conta de quanto tempo faz que participo do Cordel na Feira e para minha alegria fui selecionada para a participação do mês de maio. Será dia 29, às 9h. Feira Livre do Crato.

Modéstia a parte é um cordel muito bonito e foi feito dentro da importância que o caju tem.

MEU CAJU, MEU CAJUEIRO é o título do cordel que será lançado.

Serei representada pela presidente da SPB – Sociedade dos Poetas de Barbalha, Lindicássia Nascimento, que gentilmente aceitou o convite e a quem agradeço desde já.

A animação ficará por conta do Forrozão K Com Nós.

Convido amigos e amigas do Cariri a participarem desta festa na feira

Vou ficar muito contente com a participação de vocês.

Arte da divulgação: do SESC e de Lindicássia Nascimento.

Dalinha Catunda 

dalinhaac@gmail.com

sexta-feira, 5 de maio de 2023

EU, SANTINI CORDEL E TEATRO


 

EU, SANTINI CORDEL E TEATRO

*

O Santini é uma lenda,

Nas páginas do cordel.

Canta, conta tudo em versos,

Com ares de menestrel.

A galera fica atenta,

Ao pandeiro e a vestimenta,

Que dão vida ao seu papel!

Dalinha Catunda

*

Minha amiga Dalinha

Catunda, grande poeta,

Puxando verso na linha,

Tem na mente grande meta:

Fazer o verso entoar

Sua fala, ecoar ...

Na rima que se completa

Edmilson Santini

*

Versos de:

Dalinha Catunda e Edmilson Santini

Foto de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 4 de maio de 2023

EU TAMBÉM SOU NORDESTINA DO JEITO QUE VOCÊS SÃO

EU TAMBÉM SOU NORDESTINA

DO JEITO QUE VOCÊS SÃO

*

Eu já comi rola assada,

E a ensopada também.

Pomba é coisa que faz bem

Quando vem em revoada,

Depois de limpa e pelada,

Boto a bichinha na mão,

E faço a degustação!

No sertão isso é rotina:

EU TAMBÉM SOU NORDESTINA (O)

DO JEITO QUE VOCÊS SÃO.

*

MOTE - Valdir Teles e Zé Viola

Glosa de Dalinha Catunda

Xilo de Valdério Costa

dalinhaac@gmail.com

 

sexta-feira, 28 de abril de 2023

O PAVÃO MISTERIOSO FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA

O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA
Mote de Dalinha Catunda
1
Digo e posso confirmar
Que o Romance do Pavão
No meu pequeno sertão
Já deu muito o que falar
Na feira para escutar
Era bem grande a frequência
E o povo com paciência
Escutava curioso:
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA!
Dalinha Catunda
2
Clássico da Literatura
De Cordel no mundo inteiro
Seu autor, um brasileiro
De grande desenvoltura;
José Camelo figura
De afinada inteligência,
Não tinha vasta ciência,
Mas foi muito habilidoso;
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.
(Joames).
3
Esse clássico perfeito
É referência bendita
Porque, de fato, habilita
Inspiração sob efeito
Dum enredo sem defeito
Que desperta a consciência
Para vermos a essência
Do Cordel esplendoroso.
- O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA
(Prof. Weslen)
4
A estória de Evangelista
É um clássico da cultura
Um ícone da literatura
Sendo o primeiro da lista
Belo escritor grande artista
Poeta por excelência
Contou o fato com cadência
E que Cordel precioso
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.
Jairo Vasconcelos.
5
Araquém Vasconcelos
Era um moço pobrezinho
Que namorou uma donzela
Uma princesa tão bela
Mas seu pai um rei mesquinho
Pois a pedra no caminho
O jovem com inteligência
Utilizou a ciência
Num invento maravilhoso
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA
Araquém Vasconcelos
6
Um cordel tão consagrado
Em nossa literatura
Que nos mostra na cultura
Tal " Mistério" encantado
Na grandeza dum legado
Na riqueza dessa essência
Despertando a consciência
De modo lindo e gostoso
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.
Dulce Esteves
7
Este cordel exemplar
Atravessou gerações
Já foram mil edições
Best seller popular
E quem não ouviu falar
Certamente tem demência
Ou leitor sem competência
Coitado, rude e ocioso;
O PAVÃO MISTERIOSO
FAZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.
Arimatéa Sales.
8
Esse bicho é bem falado
Na cidade e interior
Ednardo até gravou
Seu mistério encantado
Antes foi cordializado
Pela mão da competência
Hoje o mundo tem ciência
Desse verso tão famoso
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA
Giovanni Arruda
9
Meu pai me contou um dia
Ter lido um belo folheto
Um romance tão perfeito
Que jamais esqueceria
O nome Creusa, daria
À filha, nessa sequência
Teve plena consciência
Desse mimo precioso
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA
Creusa Meira
10
Ednardo, o cantor
Compositor menestrel
Se inspirou nesse cordel
Pra sua canção compor;
A letra é um primor
Traz do folheto a essência
A Globo com sapiência
Fez tudo ficar famoso:
O pavão misterioso
FEZ 100 ANOS DE EXISTÊNCIA.
MOTE DE DALINHA CATUNDA
Bastinha Job
11
Clássico da literatura
Brasileira de cordel
Reúne bardo a granel
Pra decantar a cultura
E com muita desenvoltura
Dalinha com competência
Na linha da experiência
Fez gesto maravilhoso
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.
Lindicássia Nascimento
12
Um relatório perfeito
Um conto bem relatado
Quem ler fica admirando
Eita, que cordel bem feito
José Camelo, com jeito
Foi usando a sua essência
A mente com paciência
E a força do poderoso
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA
Jerismar Batista
13
Este cordel quando ouvi
Tinha oito anos de idade
Ah como tenho saudade
Da moça que nunca vi
Meus sonhos ali vivi
No pavão por excelência
Feito com tanta ciência
Um causo tão curioso
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA!
Vânia Freitas
14
Contínua tremulando
No varal do universo
Esse folheto este verso,
Todo mundo festejando
Em gerações vai mostrando
Cultura com eficiência
Literatura, vivência,
Um século, canto ditoso...
O pavão misterioso
Faz cem anos de existência
Rivamoura Teixeira
15
Passando por gerações
Antes mesmo do varal,
Sem outro romance igual,
Terão comemorações
No Brasil e seus rincões!
Esta obra rica, é influência,
Sempre esteve em evidência;
Deixa o cordel mais famoso...
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE BEXISTÊNCIA!
Zé Salvador.
16
Oh! pavão encantador,
É tão linda sua história,
Cheia de mistério e glória,
Desencanto e amor,
Sua plumagem multicor,
É bela por excelência,
Durante a sua vivência,
Sempre serás majestoso,
O PAVÃO MISTERIOSO
FAZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA
Joab Nascimento
17
Dia de segunda-feira
Na feira livre do Crato
Sua leitura era um fato
E a plateia verdadeira
Exposto sobre a esteira
Num sinal de resistência
Envolto em leve aparência
De conteúdo garboso
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.
Josenir Lacerda
18
Não conheci o pavão,
consagrado e fervoroso,
inda que misterioso,
conforme entoa a canção.
Devoto a minha atenção,
com decoro e deferência
à nobreza e reverência
desse pássaro formoso…
O PAVÃO MISTERIOSO,
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA.
David Ferreira
19
E "Nas Asas do Pavão",
Prestei minha homenagem.
Um Romance de coragem.
Já vendeu mais de um milhão.
Este famoso Pavão,
Permanece em evidência,
Marcando grande influência.
De poeta talentoso,
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA!
Glosa: Rosário Pinto)
20
Foi de um fantástico plano
De um engenheiro famoso
Que com seu feito engenhoso
Criou um aeroplano
E que voou sem engano
Sobre a rica residência,
Desafiando a ciência,
Por um amor ardoroso:
O PAVÃO MISTERIOSO
FEZ CEM ANOS DE EXISTÊNCIA!
José Walter Pires
Cordel proposto e coordenado por Dalinha Catunda
Capa: Valdério Costa
dalinhaac@gmail.com