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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

NATAL COM JESUS



NATAL COM JESUS

A cidade está bonita,
Com rica decoração.
Nos shoppings lotados,
Trafega a população.
Tudo parece encantado,
Cenários bem montados
Causam admiração.

Árvores super coloridas,
Piscando alternadamente.
A procura de loja em loja,
Pelo acertado presente,
E a febre típica natalina,
Contagiando as gentes.

Um Papai Noel contratado,
Representa bem seu papel.
Com crianças tira fotos,
Ao som do jingle Bells
E eu aqui fico procurando,
Insistente acabo achando,
Meu pai maior lá do céu.

No meio de um rico presépio,
Encontro o menino Jesus.
O mesmo que pelo seu povo,
Certo dia morreu na cruz.
Humilde, entre seus pais,
Em volta, Magos e animais,
Vejo o criador com sua luz.

Sai dali bem satisfeita,
E de verdade contente,
Por ver que ali estava
Nosso divino presente.
Com seus olhos sereno
Avistei Jesus Nazareno
Nosso Deus onipotente.

Não esqueçamos jamais,
Que grande comemoração,
O Nascimento de Cristo,
É a verdadeira celebração.
Que tenha presentes, bebidas,
Músicas e fartas comidas,
Mas que, Jesus, não falte, não.

Foto:518 x 389 - 145k - www.wdtprs.com/.../JTZ/st_agnes_presepio_sm.JPG

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

PARABÉNS PARA TEREZA MOURÃO!


Foto do acervo de Tereza Mourão
ANIVERSARIANTE DO DIA

Dia 12 de dezembro,
É dia de parabéns.
Faz anos nesse dia
Uma pessoa do bem.

É ótima companheira,
E boa amiga também.
Quem tem sua amizade
Sorte boa sabe que tem.

Loura de alhos azuis
Bem real é sua beleza,
Numa alma iluminada
Traz sua maior riqueza.

Saúde, paz e felicidade,
Desejo a Tereza Mourão.
A aniversariante do dia
Minha amiga do coração.

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

UMA ÁRVORE DE NATAL PARA MARIA


images.paraorkut.com/img/pics/glitters/a/arvo...
Conto de Natal publicado no jornal O Povo de Fortaleza

UMA ÁRVORE DE NATAL PARA MARIA

Maria era uma pobre menina que vivia no interior.
Seu cenário era completamente diferente do ambiente das meninas de sua idade que moravam na cidade.

Até bem pouco tempo, as pessoas que moravam no interior, iam à cidade por dois motivos apenas: A feira aos sábados e a missa aos domingos.

E foi num domingo desses que Maria já crescidinha acompanhou, pela primeira vez, sua mãe, para assistir a missa dominical.

O dia de Natal se aproximava e as casas da pequena cidade escancaravam portas e janelas no intuito de exibirem suas árvores de Natal.

A pequena Maria que volteava pela cidade agarrada a mão de sua mãe, ficou maravilhada com as coloridas árvores que via a cada porta e janela que seu olhar espichado alcançava.

Em casa, o resto do dia a menina não falava em outra coisa. E queria que a necessitada mãe a qualquer custo montasse uma árvore de natal para ela. A mãe por mais que desejasse, não tinha condições financeiras para satisfazer as vontades da filha.

O Natal se aproximava, e Maria cada dia ficava mais triste, não queria comer, dormia mal e não tirava a árvore da cabeça. A mãe preocupada já estava pensando em levar sua filha ao médico.

Faltavam dois dias para o Natal, e para surpresa de todos Maria acordou feliz, tomou café e falou cheia de felicidade que iria ganhar uma árvore na noite de natal.

A mãe preocupada colocou a mão na testa da menina achando que ela poderia estar com febre e por esse motivo delirava.

Maria com palavras firmes falou para a família:- Ontem eu sonhei com um anjo que saia do meio das nuvens e me dizia:
-Dorme pequena Maria,
Que a mãe do menino Jesus
Vai te ofertar uma árvore
Repleta de cores e de luz.

Véspera de natal Maria entrava e saia e se impacientava por não ter a árvore prometida. A família aflita tentava consolar a criança. De repente diante dos olhos maravilhados da pequena Maria a promessa do anjo começava a ganhar forma.

Ouviu-se o canto do Galo repetidas vezes. Uma estrela brilhou forte no céu e feito uma estrela cadente se postou no mais alto galho de um pé de mandacaru que tinha na porta de entrada da casa de Maria. O pé de mandacaru que andava ressequido, como se por milagre ou encanto, apareceu cheio de frutos vermelhos como se fossem bolas de natal. Em suas flores desabrochadas beija-flores pairavam num movimento gracioso. Pequenas corujas se instalaram estrategicamente iluminando a árvore que começava a tomar jeito de árvore de Natal. Uma variedade infinita de pássaros saltava de galho em galho. E para completar o espetáculo. Correntes e mais correntes de vaga-lumes, num pisca-pisca natural, envolviam a mais bela, a mais deslumbrante Árvore Natural de Natal que já se viu na face da terra.

A estrela que brilhou no céu e se postou no alto da árvore, foi responsável pelo enxame de pessoas que, seguindo aquele clarão, presenciaram o mais belo espetáculo de suas vidas. A Árvore de Natal de Maria.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A LAPINHA


Imagem:ww1.rtp.pt/.../articles/315885/presepio.jpg

A Lapinha

No canto da matriz,
De minha terra tinha,
Um singelo cenário,
Era a famosa lapinha.

Entre José e Maria
Nos antigos rituais
O menino Jesus eu vi
Cercado por animais

Ali os três reis magos
Em pose de adoração
Prestigiavam Jesus
Ajoelhados no chão.

O meu olhar de criança
Viveu encanto sem igual,
Adorando o Deus menino
Em minha terra Natal.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

CALAMIDADE


Foto:aaapip.wordpress.com

Foto:brasilescola.com
Cordel publicado no jornal O povo de Fortaleza

CALAMIDADE

O Brasil anda agoniado
Sofre sua população
No sul as águas fartas
Causam a inundação
O povo sofrido chora
Com tanta destruição.

Famílias desesperadas,
Perdem casa e plantação
Até gente levam as águas
Muito triste é a situação
E o desespero comove
Quem vê na televisão.

Pior é quem sente na pele
A revolta da natureza,
O lamaçal toma conta
Arrastando toda beleza
Desse sul tão majestoso
Que se acaba em tristeza.

É gado na água morrendo
Famílias inteiras soterradas.
Crianças tão indefesas
E mães desesperadas
E a própria Defesa Civil
Não pode fazer quase nada.

Quanta água destruindo
A vida de uma população,
Porém seriam bem-vindas
Se caíssem lá no sertão
Do Nordeste brasileiro,
Onde mora a sequidão.

Os açudes estão secando,
O povo já começa a rezar
O fogo consome os pastos,
E a água não cai por lá.
É o gado e pasto secando,
Da vontade de chorar.

O sol não faz feriado,
O mato inteiro secou,
A caatinga ficou branca,
Outra parte amarelou
O povo pede clemência,
E reza pra Nosso Senhor.

Eu não consigo entender,
Me dói essa contradição.
O sul morrendo afogado,
De sede morre o sertão,
E diante dos meus olhos,
Não vejo uma solução.

E se a natureza cobra,
Com juros a destruição.
Vamos ser conscientes
Tratar melhor nosso chão.
Porque a lei do retorno,
Não tem piedade não.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

FESTA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO EM IPUEIRAS



FESTA DE NOSSA SENHORA DA CONCEIÇÃO EM IPUEIRAS

A festa da padroeira se aproxima e em Ipueiras, já é grande o movimento em torno dos festejos que desde sempre envolveu com paixão o povo ipueirense, que em sua grande maioria é católico.

As barracas das quermesses já começaram a ser montadas, as rádios locais já divulgam em seus jornais a programação da festa que trás como tema: “QUEREMOS COM MARIA DEFENDER A VIDA, A PARTIR DOS EXCLUÍDOS, EM NOSSO SEMI-ÁRIDO”

A festa terá seu início no dia 28 de novembro com uma carreata levando a imagem de Nossa Senhora, saindo do Bairro das Carnaúbas. Os festejos se estenderão até o dia 08 de dezembro dia dedicado a nossa Senhora da Conceição, padroeira de Ipueiras. Uma grande procissão luminosa marcará o encerramento da festa.

Senti o cheiro da festa, porém não pude ficar. Mas estou feliz em saber que as pessoas ainda oferecem suas prendas, os velhos leilões resistem bravamente às mudanças dos novos tempos. Bom verificar também que enquanto a política divide famílias e amigos, a igreja os abriga num mesmo teto.

Pesquisando no: http://www.uniafro.com.br/ns_conceicao.htm
sobre a história de Nossa Senhora da Conceição, que retirada das águas, transforma-se em Nossa Senhora Aparecida achei curioso e bem interessante este trecho histórico que repasso fechando minha crônica.

“A primeira imagem de Nossa Senhora da Conceição chegou ao Brasil em uma das naus de Pedro Álvares Cabral. José de Anchieta foi o apóstolo da doutrina da Imaculada Conceição no Brasil, que desde o início de sua colonização dedicou a este mistério inúmeras igrejas, inclusive 35 catedrais. Ela foi a protetora de nosso país no período colonial e foi proclamada Padroeira do Império Brasileiro por Dom Pedro I. Já no despontar do século XX, com o advento da República, o título cedeu lugar a Nossa Senhora Aparecida, que é uma antiga imagem da Imaculada Conceição encontrada nas águas do rio Paraíba do Sul.”

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

SEU SOL E DONA LUA


SEU SOL E DONA LUA

Seu sol e dona lua,
Começaram a namorar
Depois de pouco tempo
Resolveram se casar.

Mas ficava bem difícil
Para os dois a situação.
Quando o sol se recolhia
Vinha a lua e seu clarão.

Ele lhe dava: boa noite!
E logo no céu sumia
No outro dia bem cedo
Ela lhe dava: bom-dia!

Assim por muito tempo,
Viveram nessa agonia
Enquanto um chegava,
O outro triste sumia.

Seu sol mui enamorado,
Por dona lua se derretia.
E ela tristonha chorava
Quando seu astro partia.

Dona lua foi minguando
Diante de tanta tristeza.
O toque de raios solares
Devolvia-lhe a beleza.

Júpiter sensibilizado
Com tal amor proibido
Criou um grande eclipse
E tudo ficou resolvido.

Toda vez que o céu escurece
Dá-se a verdade mais crua.
Seu sol cheio de amor
Vem cruzar com dona lua.

Depois de certo tempo,
Bela e cheia ela aparece.
E Seu Sol agradecido
Entre raios resplandece.
Imagem:4.bp.blogspot.com/.../s400/sol-e-lua.jpg

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

QUATRO ANOS NO AR



Banner e fotografia, criação de Carlos Roberto Lemberg
http://www.crlemberg.com.br/

QUATRO ANOS NO AR

Dalinha Catunda

Recebi hoje um convite,
E nem penso em recusar.
Com Carlos Roberto Lemberg
Quero mesmo é comemorar,
Os quatro anos de site,
Que esse amigo tem no ar.

Confesso, sinto-me uma estrela,
Nesse universo a brilhar,
Num site que soube tão bem
Nosso Carlos Roberto criar.
E é ele o astro maior,
Que todo esse brilho nos dá.

Bom poeta e webmaster,
E avô coruja também
É um menino nas idéias
Sempre a nos fazer bem.
No www.crclemberg.com.br
Ele dá vez a quem valor tem.

Dia oito de novembro,
Marcado em meu coração
Gravarei esse aniversário
Com grande satisfação.
E espero por muitos anos,
Fazer parte desta constelação.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

MAREIRO



Mareiro

Um cheiro de Mar me atiça
Entrando pela janela
A lua no céu desponta,
Dourada, tão cheia, tão bela.

A saudade se assanha,
Ao cheiro desse mareiro.
O pranto que não se acanha,
Encharca meu travesseiro.


Mareiro por que me atiças?
Por que me vens instigar?
Se sabes que longe dele,
Sou apenas sereia sem mar.

Imagem: ceara.com/postais/praiadofuturo.jpg

domingo, 2 de novembro de 2008

LEVANDO FUMO



LEVANDO FUMO
ELA DEU O TABACO E ELE LEVOU FUMO


Essa vida de bodegueiro,
Não é brincadeira não.
Na venda de fumo de rolo,
Foi a maior confusão.
E quem quase levou fumo,
Foi a mulher do patrão.

Um sujeito todo xistoso
Queria tabaco comprar.
A mulher do bodegueiro,
Que não sabia despachar.
Arrumou uma encrenca
Que depois vou lhes contar.

Primeiro eu vou contar,
A aventura de seu Zé.
Que queria comprar fumo,
Mas sabe como é que é,
Com bodegueiro invocado,
Quase levou ponta pé

Seu Zé chegou à bodega,
Querendo fumo comprar.
Espiou bem os bons rolos.
Chegando a se arrepiar
Diante de tanta fartura.
Bom fumo ele iria levar.

Perguntou ao bodegueiro,
Que atendia no balcão.
Quais os tipos de fumo
Qual a melhor sugestão
O bodegueiro prestimoso
Deu-lhe toda a atenção.

Esse aqui é um fumo bom
Acredite meu senhor.
O freguês cheirou o fumo
E em seguida espirrou.
Pediu outro mais forte.
Aquele não lhe agradou.

O atendente atencioso
Não tardou a lhe ofertar,
Um novo rolo de fumo
Para ele então apreciar,
Dessa vez além do espirro,
Ouviu-se um peido no ar.

Pensando que o espirro,
Conseguira o peido abafar
Pediu ao comerciante,
Um mais forte pra cheirar.
E o bodegueiro alterado
Rasgou o verbo a falar.

Meu amigo francamente,
É bem difícil lhe agradar,
No primeiro você espirrou,
No segundo chegou a peidar.
Se usar um fumo mais forte,
No recinto você vai cagar.

Por isso o senhor se retire,
Antes que eu faça besteira.
Estou aqui trabalhando,
E não sou de brincadeira.
Se quer mesmo levar fumo,
Conheço outras maneiras.

O comprador aperreado,
Foi tratando de se afastar
O bom fumo que ele queria,
Mas não consegui comprar,
De outro fumo diferente,
Não estava ali pra provar.


A mulher viu que marido,
Estava cheio de aflição.
De pressa tomou a frente,
Foi atender ao balcão
Mas novamente pintou
Sintomas de confusão.

Ela pouco experiente,
Ignorando mercadorias.
Escutou de um sujeito,
E achou que era putaria,
Uma pergunta inofensiva
Que o pobre diabo fazia

A senhora tem tabaco?
Perguntou o tal cidadão.
Tenho sim desaforado,
Mas não é pro teu bico não.
Tenha comigo respeito,
Ou então lhe enfio a mão.

Que cara mais safado,
Que sujeitinho atrevido,
Merece boas pauladas,
E tapas no pé do ouvido,
Ou mesmo virar defunto,
Por obra de meu marido.

O cabra arregalou os olhos,
Não entendendo a questão.
Quanto mais ele falava,
Mais vinha complicação.
Queria provar com o dedo,
E era ali mesmo no balcão!

Senhora não estou pedindo,
Eu quero mesmo é comprar.
Se for bem cheirosinho,
Pode até o dobro cobrar.
Que sou viciado em tabaco
E pago o que for pra cheirar

A mulher ficou vermelha,
Estava prestes a explodir.
Indignada com a proposta,
Que acabara de ouvir
A cara do sujeitinho,
Até pensou em partir.

O homem ficou passado,
Sem saber bem o que dizer.
A mulher bufava de raiva,
E ele sem nada entender.
Só por causa de um tabaco
Ela estava a se ofender.

A polícia foi chamada.
Veja só que confusão.
O marido e os filhos,
Bateram no cidadão.
Que queria a todo custo,
O tabaco em sua mão.

Quando a polícia chegou,
Botou ordem na bodega.
E o sujeito com razão,
A sua inocência alega.
E os insultos alegados
Com veemência ele nega.

O freguês ficou parado,
E a mulher falou: Qual é?
Minha senhora só queria,
Umas graminhas de rapé
Um pouquinho de torrado,
E depois eu dava no pé.

Foi então que a polícia,
Marido e filho deram fé,
Chegaram a conclusão,
Que o tabaco era rapé,
Torrado pra se cheirar,
E não bicho de mulher

Por isso meu amigo
Preste muita atenção
Na hora de comprar fumo
E querer tabaco na mão.
Pois acaba levando fumo.
Quem deles faz confusão.

Quando tudo se ajeitou,
E acabou a confusão.
Seu Zé saiu satisfeito
Levando o fumo na mão
E até saiu sorrindo
Com aquela arrumação.

A mulher do bodegueiro,
Depois de se acalmar.
Foi logo dando o tabaco.
Que o moço queria usar.
Daquela hora em diante,
Reinou a paz no lugar.

Se você quer levar fumo,
Ou um tabaco de primeira,
Meça bem suas palavras.
E não vá fazer besteira,
Pois fica sempre na mão,
Aquele que faz asneira.


Imagem retirada do blog:
culturanordestina