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quinta-feira, 22 de março de 2018

CORDEL DE SAIA NOVA MARCA II


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CORDEL DE SAIA NOVA MARCA
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DALINHA CATUNDA
O blog Cordel de Saia
Achei por bem renovar
Ganhou uma nova marca
Fui artesã a bordar
Convido aqui os leitores
E também pesquisadores
Para o blog visitar.

*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
A nova marca do blog
Tem a cara da cultura
Pelas mãos habilidosas
O bordado é uma feitura
Dialoga com o nome
Cordel de saia é renome
Que aviva a literatura!

*
BASTINHA JOB
 Além de fazer Cordel,
De ser notável Artista
Dalinha também denota
Ser competente estilista:
A SAIA tá mais charmosa
Merecedora da glosa
Do mote do Repentista

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sábado, 17 de março de 2018

REDE E SERTÃO


REDE E SERTÃO

*
No final do dia
O sol esmorece
A lua aparece
Trazendo magia.
*
Na rede deitada
Me ponho a sonhar
Me banha o luar
Na noite encantada.
*
Suspiro dengosa
E ganho um chamego
Da brisa manhosa.
*
A noite insinua
No meu aconchego
De sertão e lua.
*
Sonetilho de Dalinha Catunda
Fotos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 15 de março de 2018

DONA MARIA


DONA MARIA
Uma amiga, uma saudade, uma dor.
*
Quando o cansaço da vida
Chegou pra essa guerreira
Quando a falta de saúde
Encurtou sua carreira
Deus pai em sua bondade
Levou para eternidade
Quem lutou a vida inteira.
*
Eu provei do seu carinho
Eu tive sua amizade
O sorriso mais bonito
Ela me deu de verdade
Hoje mora com o pai
Mas do coração não sai
E viva em minha saudade.
*
As conversas no alpendre
O café que ela fazia
A gargalhada sonora
Quando besteira eu dizia
Tudo isso é só lembrança
A dor no peito balança
Lembrando dona Maria.
*
Amigas, companheiras
Ninguém pode duvidar
Uma rede separada
Tinha para eu me deitar
Ou ela vinha ou eu ia
Era Dalinha e Maria
Uma a outra visitar.
*
Nem esperou o inverno
Nem esperou eu chegar
Foi embora desse jeito
Sem sequer me abraçar
Como vai minha menina
Não ouvirei na rotina
Mas sempre irei recordar.
*
Eu vou sentir sua falta
A falta do seu amor
Voltar sem poder lhe ver
É voltar e sentir dor
Mas só vou lembrar Maria
Com sorriso de alegria
Que me dava a linda flor.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 14 de março de 2018

ANALFABETISMO FUNCIONAL



ANALFABETISMO FUNCIONAL
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Nesse Brasil de meu Deus
Nessa gigante nação
Ausência de investimento
Na chamada educação
Só humilha a criatura
Que desenha assinatura
E não lê com precisão.
*
Decifra letra por letra
Até aprendeu juntar
Porém na hora de ler
Nunca faz sem gaguejar
E padece feito o cão
Pra formar uma oração
Quando consegue formar.
*
Mas aprende a duras penas
As letras e soletrar
Já não é analfabeto
Sabe palavras formar
Contudo passa vexame
Pois não passa no exame
Na hora de interpretar.
*
Falta de conhecimento
Atrapalha o cidadão
Que até quer participar
Mas lhe falta condição
É o analfabeto tal
Chamado de funcional
Que lota nossa nação.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda


terça-feira, 13 de março de 2018

LADAINHA DO ALMOÇO


LADAINHA DO ALMOÇO
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Perdão eu não peço ao galo
Por seu pescoço puxar
Por lhe enfiar na água quente
Por cada pena tirar
Por cortar seu esporão
Tirar fígado e coração
Pra com gosto degustar.
*
Perdão eu não peço ao galo
Por lhe botar na panela
Por gostar imensamente
De comer sua moela
De seu sangue retirar
Para depois temperar
Pra fazer à cabidela.
*
Perdão eu não peço ao galo
Por lhe comer com cuscuz
Por lhe comer com quiabo
Do jeito que me seduz
Por lhe comer com pimenta
Pois minha língua aguenta
Nem faço o sinal da cruz.
*
Perdão não peço a ninguém
Porque não vejo razão
Porque tudo isso aprendi
No meu rústico sertão
Um galo bem temperado
Seja cozido ou assado
No agreste é tradição.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 5 de março de 2018

SÓ SE FOR NO CEARÁ



SE UM DIA EU NASCER DE NOVO
SÓ SE FOR NO CEARÁ....
*
EDUARDO JOSÉ
Por eu não ter conseguido
Alcançar riqueza alguma
Não boto culpa nenhuma
No lugar que fui nascido..
Nosso Brasil é querido
Lado de cá ou de lá
Mas amo a banda de cá
Esse torrão, esse povo
SE UM DIA EU NASCER DE NOVO
SÓ SE FOR NO CEARÁ....

DALINHA CATUNDA
Já corri pelas ribeiras
Da minha velha cidade
Hoje vivo de saudade
Ao recordar Ipueiras
Os bons banhos de biqueiras
Tibungar no Jatobá
E pescar com landuá
Só de lembrar me comovo
SE UM DIA EU NASCER DE NOVO
SÓ SE FOR NO CEARÁ....
*
Mote de Eduardo José
Foto De Dalinha Aragão



terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

CORDEL E CUIDADOS


CORDEL E CUIDADOS
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Tem coisa que não entendo
E nunca vou entender
Cordel é literatura
Estou feia de saber
E para ser cordelista
E ter seu nome na lista
Cordel se deve escrever!
*
Não chega a ser tão difícil
Rimar e metrificar.
Coerência na oração
Isso não pode faltar.
Sempre serei aprendiz,
Mas se melhorar eu quis,
Achei por bem estudar.
*
Cordel vem da oralidade
E pode continuar
Com os novos aparatos
Que a mídia vem ofertar
Sendo falado ou cantado
Deve sim ser respeitado
Regras é bom adotar.
*
Pé quebrado desabona
Qualquer cordel de verdade
Sem adotar elisões
Não existe qualidade
Rimar Pará com lugar
E plural com singular
Isso é inabilidade.
*
Não quero ser antipática
Apenas quero ajudar
Quem quiser ser cordelista
Bom mesmo é se preparar
Cordel não é quantidade
E deve ter qualidade
Quero apenas alertar.
*
Não sou dona da verdade
Gosto muito de aprender
Quantas vezes eu recorro
A quem pode me valer
Ensinando e aprendendo
Assim é que vou vivendo
E aprendiz sempre vou ser.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

MEU CANTO DA APRESENTAÇÃO


MEU CANTO DE APRESENTAÇÂO
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A todos peço licença
Eu quero me apresentar
Sou mulher sou nordestina
E já tenho um bom lugar
No mundo da poesia
Na cultura popular.
*
O meu nome é Dalinha
Sou Catunda e Aragão
Faço versos desde sempre
Porque tenho tradição
Minha mãe também faz versos
É poeta no Sertão
*
Eu nasci em Ipueiras
Terra boa é meu lugar
Sou cearense da Gema 
Tenho orgulho de falar
Vivo semeando versos
Propagando meu cantar.
*
A todos eu agradeço 
O carinho e atenção
Nessas singelas sextilhas
Fiz minha apresentação
Mostrei meus versos cantados
Como se faz no sertão.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

NÓS VAMOS COMER BAIÃO


NESSES DEZ OU QUINZE DIAS 
NÓS VAMOS COMER BAIÃO.

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DÃO DE JAIME
Pela manhã fui à roça 
Pra fazer uma visita 
Eita como ta bonita 
Que deus abençoar possa 
Observei que tem grossa 
Muita vagem de feijão 
Pra ninguém dizer que não 
Tirei a fotografia 
Nesses dez ou quinze dias 
Nós vamos comer baião.

*
DALINHA CATUNDA
Estou no Rio de Janeiro
Mas já volto ao Ceará
Vai ter fartura por lá
Eu quero voltar ligeiro
Eu pago qualquer dinheiro
Pago com satisfação
Pra comer junto com Dão
As gostosas iguarias:
Nesses dez ou quinze dias 
Nós vamos comer baião.

*
Mote de Dão de Jaime
Foto do meu acervo

domingo, 11 de fevereiro de 2018

" QUE TIRO FOI ESSE?"


"QUE TIRO FOI ESSE?"
*
Que tiro foi esse?
Eu vou lhe dizer
Foi bala perdida
Mas sem se perder
Que atinge criança
Que faz a matança
Desgraça a se ver.
*
Que tiro foi esse?
Eu vou lhe contar
É tiro certeiro
A nos alvejar
Bandido armado
Poder fracassado
E o povo a penar.
*
Que tiro foi esse?
E na madrugada
Só mais um presunto
No meio da estrada
Eu não me aprofundo
É um vagabundo
Foi bala trocada.
*
Que tiro foi esse?
E multiplicado
Foi outra chacina
Foi tudo armado
Mas não leve a mal
Hoje é carnaval
Deixe isso de lado.
*
Que tiro foi esse?
Que não me aporrinha
Não foi nada grave
Mataram a vizinha
Tentaram levar
O bom celular
E ela detinha.
*
Que tiro foi esse?
Me diga afinal
Esse foi de fuzil
Num policial
Com sinceridade
Nem é novidade
Aqui é normal.
*
Que tiro foi esse?
São Sebastião
Que abala a cidade
Fere o coração
Santo padroeiro
Pro Rio de Janeiro
Traga solução.
*
Que tiro foi esse?
Atingiu o país
Que mata e destrói
Nos deixa infeliz
Cadê os poderes
Com os seus deveres
Ninguém não me diz.
*
Que tiro foi esse?
Na população
Quem sabe ele acerte
E nessa eleição
Quem vai pra disputa
Contudo não luta
Em prol da nação!
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Versos e foto Dalinha Catunda