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terça-feira, 12 de junho de 2018

VÉI SÓ PRESTA PRA PEIDAR E FAZER MEDO A MENINO.


VÉI SÓ PRESTA PRA PEIDAR
E FAZER MEDO A MENINO.
*

Eu já perto de oitenta
Casei com uma de vinte
Mais aí foi o seguinte
Na hora que a coisa esquenta
O velho peleja, tenta
Porém não levanta o pino
Tudo é coisa do destino
Diz o dito popular
VÉI SÓ PRESTA PRA PEIDAR
E FAZER MEDO A MENINO
*
O homem quando envelhece
Paga o que tem de pecado
O pinto fica arriado
O saco engelhado desce
Sendo assim ele padece
Vivendo esse desatino
Não controla o intestino
E ainda tem que escutar:
VÉI SÓ PRESTA PRA PEIDAR
E FAZER MEDO A MENINO.
*
Mote de Dão de Jaime


QUER SER MEU NAMORADO?


QUER SER MEU NAMORADO?
*
Abrace-me novamente,
Dê-me flores de presente,
Que lhe aguardo no portão.
Faça versos e seresta
Quando me vir faça festa
Que lhe dou meu coração.
*
Seja o velho namorado,
Que eu já tive no passado
Segurando minha mão.
E cante a nossa cantiga
Não importa se é antiga
Provoque minha emoção.
*
Ciúme não tenha tanto
Para evitar o meu pranto,
E  pedidos de perdão.
Conserve sua gentileza,
Que prometo com certeza
Ser sua eterna paixão.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

Nas Trilhas da Natureza


NAS TRILHAS DA NATUREZA
*
Cada vez que atravesso
O portal da alacridade
Sigo ao toque dos bons ventos
Sorvendo simplicidade
No verde a esperança
Em cada passo a bonança
Trazendo felicidade
*
Quando sinto a natureza
Com todo seu esplendor
Num banho de cachoeira
Na presença de uma flor
Ouvindo pelos caminhos
 O canto de passarinhos
Agradeço ao criador.
*
Em minha felicidade
Eu me transformo em menina
Brinco na água da fonte
Tão fresca tão cristalina
Como sempre me encanto
Pra mamãe Oxum eu canto
A energia é divina.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

terça-feira, 5 de junho de 2018

DOUTORA INTÉ OUTRO DIA


DOUTORA INTÉ OUTRO DIA
Parodiando Zé Praxedes
*
Dotoura inté outro dia
Se quiser me visitar
A choupana não é grande
Mas posso lhe acomodar
*
Pros almoço tem baião
E tem cuscuz pro jantar
Água só tem de cacimba
Pra vosmecê se banhar,
*
Um cafezinho da serra
Eu faço ao amanhecer
Com tapioca e manteiga
Pro seu desjejum fazer.
*
Caso aprecie uma pinga
Tenho a branquinha serrana
Pra sua égua mimosa
Aqui tem um mói de cana.
*
Pra vosmecê merendar
Rapadura tem um lote
Água fresca e bem coada
Pra vosmecê tem no pote.
.
Uma rede bem cheirosa
Tem pra vosmecê deitar
Só peço leve o marido
Que o meu não vou emprestar.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda


sábado, 2 de junho de 2018

O PINTO DE DÃO

O PINTO DE DÃO
*
DÃO DE JAIME
Contratei uma pessoa 
Pra cuidar do meu pintinho 
Nunca deixar ele à toa 
Pra dar comida e carinho 
Quando o dia amanhece 
O meu pintinho entristece 
Mas ela sabe ajeitar 
Por incrível que pareça 
Alisa sua cabeça 
Pro bichim se levantar

*
DALINHA CATUNDA
Eu não posso acreditar
Nesse pinto esmorecido
E que só sendo acudido
Consegue se levantar
Eu aqui vou confessar
E não falo com desdém
Pra comer do meu xerém
Pinto tem que ser raçudo
Pois pinto fraco e miúdo
Eu prefiro ficar sem.
*
BASTINHA JOB
Dão de Jaime, seu pintinho
Tá um pouco moleirão
Precisa passar a mão
Pra ficar animadinho
Apalpar, dá um jeitinho
Para ele se alegrar
Dê-lhe cuscuz no jantar,
Logo que o dia amanheça
"Alisa sua cabeça
Pro bichim se levantar"!

*
Foto de Dão de Jaime

sexta-feira, 1 de junho de 2018

SORTILÉGIO


SORTILÉGIO
*

DALINHA CATUNDA
Quando o dia se fez noite
A lua com seu clarão
Foi tingindo a escuridão
Veio o vento feito açoite
Para fazer seu pernoite
Invadiu minha janela
O desejo se revela
A cada toque do vento
Eu sem pejo me contento
No alento que a mim se atrela.

*
JOSÉ WALTER PIRES
 Quando a noite se fez dia
E o Sol raiou no horizonte
Surgindo detrás do monte
A sua luz irradia
A mais completa alegria
No canto da passarada
Ao dar início à jornada 
Para a moça da janela
Que, suspirando, revela
A donzela apaixonada!

*
 Dalinha Catunda e José Walter

Foto do meu acervo.

quinta-feira, 31 de maio de 2018

Cordel em Barbalha


BARBALHA NA AGENDA CUL TURA
 CHEGANDO A TÃO AMADA BARBALHA COM FARTURA DE MUNGUNZÁ
Foi no dia 20 de abril que mais uma vez a Sociedade dos Poetas de Barbalha, se superou para nos proporcionar mais um Mungunzá com Poesias, Versos e Prosas na Escola de Saberes.
Sob o comando da presidente, Lindicássia Nascimento a cultura popular presenciou um evento sensacional, muito bem organizado onde boa parte dos associados da SPB compareceu tanto para assistir o evento, como para cumprir funções determinadas numa perfeita interação.
Logo após a apresentação dos membros da SPB, a mesa foi composta e em seguida tomou posse a escritora e poetisa Nívea Maria de Morais Landim.
Na sequencia tivemos o lançamento de três cordéis:
CORDEL COM MUNGUNZÁ de Dalinha Catunda
O CALO DE LUIZ GONZAGA de Lindicássia nascimento
JESUS EM CADA FUNÇÃO de Tico Bento
Num gesto de reconhecimento e reafirmando o intercâmbio entre a ACC- Academia dos Cordelistas do Crato e ABLC- Academia Brasileira de Literatura de Cordel, a Sociedade dos Poetas de Barbalha, nos concedeu significantes placas que certamente nos serviram como incentivo nessa interação. As placas faram entregues, pela Vice Presidente, Fatima Vieira, a mim. A presidente, Lindicássia Nascimento, entregou a  Anilda Figueiredo, presidente da ACC.
Entre muitas atrações, como de Dão de Jaime, Cassiano, Tranquilino Repuxado, me apresentei com a cordelista e atriz Fátima Correia apresentando a peça teatral A FILHA DE DONA FAFÁ.
Não faltou animação musical, que ficou por conta de Bruno Santos e Onivaldo Porfirio.
A cerimonialista foi Ângela Liberato, membro da SPB que comandou muito bem o evento. No final Sergio Pereira, também poeta que ocupa uma cadeira na SPB, fez os agradecimentos e nos presenteou com belos versos.
Usaram da palavra as lideranças ali presentes:
 Lindicássia Nascimento, presidente da SPB,
O Presidente de honra da SPB Dr. Napoleão Tavares Neves
Eu, Dalinha Catunda da ABLC, Madrinha da Cordelteca da SPB
Rosário Lustosa da ACC e SPB
Marta Rocha do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Barbalha
A Poetisa da ABLC e ACC Josenir Lacerda
Anilda Figueiredo presidente da ACC e membro da ABLC
Francisco de Assis Sousa o poeta Tiquinho da SPB.
Contamos com a presença do poeta Ernane Tavares e familiares, Aldemá de Morais, Maciço de Baturité, com suas atrações, do meu amigo Miguel Teles o Poeta Francildo Silva, impossível citar a todos...
Quero aqui agradecer o carinho, a atenção e dizer que a cada dia me sinto mais envolvida com todos vocês e com essa cultura que nos une e nos deixa forte para seguirmos em frente.
Meu muito obrigada a todos e principalmente a Lindicássia, não só como presidente da ACC, mas como amiga dedicada que ela é.
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Dalinha Catunda
Fotos do Albúm de Lindicássia Nascimento.

quarta-feira, 30 de maio de 2018

SORTILÉGIO


SORTILÉGIO
*
Quando o dia se fez noite
A lua com seu clarão
Foi tingindo a escuridão
Veio o vento feito açoite
Para fazer seu pernoite
Invadiu minha janela
O desejo se revela
A cada toque do vento
Eu sem pejo me contento
No alento que a mim se atrela.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda
               

terça-feira, 29 de maio de 2018

Bule-Bule Buliçoso


BULE-BULE BULIÇOSO
*
Encontrei com Bule-Bule
Pras bandas do Cariri
Bule-Bule é buliçoso
Digo isso porque vi
Comigo não bula não
Pois eu sou lá do sertão
Abelha que tem ferrão
Não assanhe o enxuí.
*
Bule-Bule bem pimpão
Com seu jeitinho brejeiro
Cantando verso bonito
Não tinha dó do pandeiro
Ouvindo o bardo cantar
Comecei a requebrar
Para animar o terreiro.
*
Com viola ou com pandeiro
Bule-Bule vai além
Fazendo versos gaiatos
Argumento sempre tem
Bule-Bule não é mole
Com todo mundo ele bole
Não abre para ninguém.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Meu verso é como semente/Que brota em cima do chão.


DÃO DE JAIME
Nasci nos anos sessenta
A dezassete de agosto
Pra conquistar o meu posto
Nunca andei de marcha lenta
Meu verso é como pimenta
É quente que nem vulcão
Se compara ao furacão
Tem a força duma enchente
MEU VERSO É COMO A SEMENTE
QUE BROTA EM CIMA DO CHÃO
*
DALINHA CATUNDA
Nasci nos anos cinquenta
Fui criada com angu
Agora digo pra tu
E bem no talo da venta
Quando meu mingau esquenta
Bato até em fanfarrão
Que xinga e coça o culhão
Sem tirar nada da mente
MEU VERSO É COMO A SEMENTE
QUE BROTA EM CIMA DO CHÃO
*
DÃO DE JAIME
Eu nasci pra ser assim
Esse dom foi deus quem deu
Até hoje não nasceu
Poeta pra dar em mim
Se nasceu já levou fim
Foi pra outra dimensão
O meu signo é de leão
Meu veneno é de serpente
MEU VERSO É COMO A SEMENTE
QUE BROTA EM CIMA DO CHÃO
*
DALINHA CATUNDA
O meu verso é feito flor
Que tem cheiro e tem espinho
Cantador no meu caminho
Eu peço, faço o favor!
Me chame de meu amor
Não me faça raiva não
Pois eu sou de escorpião
Quando brigo boto é quente
MEU VERSO É COMO A SEMENTE
QUE BROTA EM CIMA DO CHÃO.
*
Versos de Dalinha Catunda e Dão de Jaime
Mote de Dão de Jaime