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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

A MÁGICA PITANGUI

Pôr do sol no lavrado

A MÁGICA PITANGUI

Se você quer ver um sol
Esplendido e dourado.
Aprecie um fim de tarde
Lá no Alto do Lavrado,
E veja a beleza do sol
Deixando o céu matizado.
*
Pitangui tem seus encantos,
É uma cidade tão bela!
E cada final de tarde
É uma nova aquarela,
Trazendo muita magia,
Aos que desfrutam dela.

Texto: Dalinha Catunda
Foto: Paulo Salatiel
*
Quer saber mais sobre Pitangui? acesse: http://www.daquidepitangui.blogspot.com/
Visite também: http://www.cordeldesaia.blogspot.com/

domingo, 12 de dezembro de 2010

SOPRANDO VELINHAS!

Dalinha Catunda-Tereza Mourão
SOPRANDO VELAS!

Ela traz em seu olhar,
Um céu puro e azulado.
O seu sorriso aberto,
É facilmente ofertado,
Cultiva boas amizades
E com toda sinceridade
É bom ficar ao seu lado.
*
Cara Tereza Mourão,
Ou amiga Terezinha,
Receba de coração,
Da sua amiga Dalinha,
Num gesto afetuoso,
Um abraço carinhoso,
Neste soprar de velinhas.
*
Teca, hoje 12 de dezembro, não poderia deixar de prestar uma pequena homenagem a você.
Parabéns, saúde, paz e muitas felicidade!!
Um beijo grande.
Texto de Dalinha Catunda
Foto acervo do blog

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

DINA, VAQUEIRA DO CEARÁ



A VAQUEIRA DINA
*


No Ceará tem mulheres,
Que merecem atenção.
Conheça Mestre Dina,
Vaqueira do sertão,
Que usa chapéu e chicote,
E joga o boi no chão.
*
Dina Mulher guerreira
Vaqueira por tradição.
Seu aboio feminino
É melodia no sertão.
Mas é firme feito macho,
Nas festas de apartação.
*
Monta bem o seu cavalo
Esta sertaneja de fé.
Dina mulher vaqueira,
Orgulho de Canindé,
Que pega a rês no laço
Porque sabe como é.
*
Essa mulher vaidosa,
Que não esquece o batom
Carrega coragem no laço
Ao aboio dá seu tom.
Com seu aboio de fêmea
Faz diferença no som.
*
Há muito tempo atrás,
Numa missa do vaqueiro.
Mestra Dina desafiou
Um famoso sanfoneiro.
Era o rei Luiz Gonzaga
Que aceitou prazenteiro.
*
Dina Maria Martins,
Que de Lima é também,
Conhecida mestre Dina,
Que seu ofício faz bem,
Orgulho do nordestino
Que meu Ceará detém.
*
Texto de Dalinha Catunda
Foto do: iurirubim.blog.terra.br

terça-feira, 30 de novembro de 2010

O CAJU E A CASTANHA

O CAJU E A CASTANHA

*
Outubro é mês de caju
Em meu querido sertão.
Quando a safra é boa,
Dá tanto que cai no chão.
Totalmente seduzida
Eu sou só contemplação.
*
Vermelho e amarelo,
Alaranjado também.
Comprido, arredondado
De todo formato tem.
E transformado em suco,
É gostoso e faz bem.
*
Dele é feito o doce,
Mel, vinho e cajuína,
Produtos apreciados,
Na região nordestina.
Tudo que vem do caju
Na verdade me fascina.
*
O Caju é o pedúnculo.
A castanha é o fruto.
Não sei de qual gosto mais
Só sei que dos dois desfruto.
Sou doidinha por castanha,
Por caju e seus produtos.
*
Na folia do caju
Eu nasci e me criei.
Em flandres assei castanha,
Com seu leite me queimei.
Aventuras de menina,
Que arrebatada provei.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda
Visite também: http://www.cordeldesaia.blogspot.com/

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

NO BALANÇO DA REDE


Foto de redes no alpendre do meu sítio em Ipueiras-Ce

NO BALANÇO DA REDE

*
Você esqueceu minha rede
Veio outro e se deitou.
Esqueceu q´eu tinha sede,
Veio outro e chamegou.
*
A rede estava armada,
Mas você se desarmou.
Eu querendo ser amada
Veio outro e me embalou.
*
No vai e vem da rede
Faz zuada o armador.
Embalando a magia,
Nos acordes do amor.
*
Deixei de ninar saudades
Voltei a embalar paixão.
Na rede da felicidade.
Balança meu coração.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda
Visite também: http://www.cordeldesaia.blogspot.com/

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

AGRADECENDO AOS AMIGOS


AOS AMIGOS 
 

Aos amigos que aqui passaram,
Seus comentários deixando.
Agradeço de todo coração,
E a todos estou ofertando,
Esse ramalhete cor de rosa
De flor bela e tão cheirosa

Que de espirradeira chamamos.

Texto e imagem de Dalinha Catunda
Visite também: www.cordeldedsaia.blogspot.com

domingo, 21 de novembro de 2010

ROUBADA MAS NÃO CALADA

ROUBADA MAS NÃO CALADA

1

Amigos eu viajei,

Sem dar explicação.

Fui a minha terra

Defender o meu quinhão,

Pois lá chegou o progresso.

Causando devastação.

2

É estrada pra todo lado,

Cortando serra e sertão

E nas terras que são minhas,

O governo meteu a mão,

Sou mais uma brasileira,

Atacada por ladrão.

3

Pela frente fui roubada,

Pelo governo estadual.

Já na parte dos fundos,

Foi mesmo o municipal.

Só me faltou ser roubada

Na esfera federal.

4

Não fujo nunca da luta

Essa é minha posição.

Vou brigar até o fim,

Em minha jurisdição.

Essa corja só me cala,

Com bala no coração.

5

Foi-se o tempo do cangaço,

E dos coronéis também.

Mas ficaram os políticos,

Onde poucos são do bem.

Passam por cima da mãe

Pra conseguir o que tem.

6

Se eles não respeitam a lei

A eles não vou respeitar.

Sou mulher e sou valente,

E quem quiser me afrontar

Tenho voz e tenho espaço

Pros desmandos propagar.

7

Não se invade espaço,

Sem desapropriação.

Ganhar na marra no grito

Desculpe-me cidadão,

É coisa de cafajeste,

De golpista e de ladrão.

8

O que eu disse assino

Medo eu não tenho não.

Aqui quem está falando,

É Dalinha Aragão,

Catunda das Ipueiras,

Roubada em seu rincão.


*
Foto na janela da casa grande no meu sítio em Ipueiras-Ce
Texto Dalinha Catunda

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

PARABÉNS A TODOS OS POETAS POR SEU DIA

Pôr do sol no sitio em Cachoeiras de Macacu 


POETAS


O Poeta canta a dor,

Tristezas e alegrias,

Tudo que lhe vem na alma

Transforma em poesias

E assim vai preenchendo

Com palavras suas vias.

*

Sai cantando a natureza,

E toda essa imensidão.

Canta sua terra amada

Canta o amor e a paixão.

Às vezes canta bonito

Noutras apenas grita

As dores do coração.

*

Espreita o nascer do sol,

Enamora-se da alvorada.

Tem a lua como musa,

Brilhante e prateada.

Sem uma lua bem cheia

Daquelas que encandeia

Nunca sai pra serenata.

*

Poetas são singulares,

Tem o dom da inspiração.

Encanta-me o variado,

Formato de criação.

Populares ou eruditos,

Românticos ou malditos,

Não importa a concepção.

 
Texto e foto de Dalinha Catunda
Visite também: www.cordeldesaiablogspot.com

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

REVISTA ACADÊMICA

REVISTA ACADÊMICA



A Academia Ipuense de Letras Ciências e Artes (AILCA) dá um passo importante nessa sua caminhada rumo à cultura quando se propõe com eficiência a lançar seu primeiro livro tendo como temática a cidade de Ipu. Cidade que completou 170 anos de emancipação política e sem dúvidas, merece esse mimo por parte de filhos, amigos e admiradores que hoje fazem parte de uma mesma confraria, (AILCA)


Quero parabenizar pela iniciativa, os organizadores que literalmente colocaram a mão na massa: João Pereira Mourão, José Airton Pereira Soares e Sebastião Valdemir Mourão.


Agradeço ao Ricardo Aragão por ter indicado meu nome para a AILCA e sou grata aos membros desta academia que tão bem me acolheram.


Sinto-me feliz em participar deste primeiro projeto que deu luz a REVISTA ACADÊMICA onde membros da AILCA desfilam com suas prosas e versos em homenagem a bela cidade de Ipu.


O Lançamento acontecerá sábado dia 2, às 20 horas, no auditório da Bio Extratos na cidade de Ipu. Daqui do Rio de Janeiro, além de ficar na torcida, convido os amigos a participarem deste importante evento cultural.


Dalinha Catunda
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010

SERTANEJA, SIM SENHOR!


 Dalinha Catunda,
SERTANEJA, SIM SENHOR!
*
Sabia que era arisco
Aquele belo alazão.
Resolvi correr o risco,
Sem medo de ir ao chão.
Peguei chicote e espora
Montei o bicho na hora
Sem medo ou indecisão.
*
Ele quis titubear,
Mas cutuquei do meu jeito.
Peguei firme nas rédeas,
Pois me achei no direito.
E seguindo o meu comando
Obedecendo meu mando,
Ele foi quase perfeito...
*
Inda quis se rebelar,
Mas de nada adiantou.
De seus movimentos bruscos
Minha mão se encarregou.
Fui feliz na maratona,
E mostrei quem era a dona.
Ele então se conformou.
*
Do que compro e pago caro,
Retorno eu sempre quero.
A manha, a birra e o coice,
Se fizer eu não tolero.
Do cavalo nunca caio
Só tenho medo de raio,
Mas no resto eu acelero.
*
O bicho que eu não domino,
Confesso não dou guarida,
O meu sangue nordestino
É que me faz aguerrida.
Eu só não sou cangaceira,
Por ser metida a faceira,
Porém sou bem atrevida.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda