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segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

Mote: OFERTE A OUTRA O ANDOR POIS SOU APENAS TROCISTA














OFERTE A OUTRA O ANDOR
POIS SOU APENAS TROCISTA.
*
DALINHA CATUNDA
Já andei curtindo a vida
Do jeito que me aprazia
Tive dias de alegria
E disso nem Deus duvida
Despachada e atrevida
O meu choro é de artista
A minha cena é prevista
E meu senso é burlador.
OFERTE A OUTRA O ANDOR
POIS SOU APENAS TROCISTA.
*
BASTINHA JOB
Se tenho os pés de barro
Tenho também santo forte
Que aponta sempre o meu norte
Da direção não desgarro
Pego com força e me agarro
E me equilibro na pista
O meu lado de humorista
Faz meu estro gozador
OFERTE A OUTRO O ANDOR
POIS SOU APENAS TROCISTA
*
DALINHA CATUNDA
Nem solteira nem casada
Porém tenho companheiro
Que me segurou ligeiro
Hoje estou bem amarrada
Não assinei papelada
Nem contratei retratista
De santinha não me vista
Rasguei o véu do pudor
OFERTE A OUTRA O ANDOR
POIS SOU APENAS TROCISTA.
*
mote de Dalinha Catunda

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

A DUPLINHA


A DUPLINHA
*
BASTINHA JOB
Você poetou demais
Falou com sabedoria
Sofisma não teve vez
Nem misturou fantasia
Uma verve que abunda
Só a Dalinha Catunda
Faz assim com maestria.
*
DALINHA CATUNDA
Não sei se é boataria
Pois falam que sou versada
Que não quebro o pé do verso
E que arraso na glosada
Mas quem faz isso é Bastinha
Nela se espelha Dalinha
Pra ficar mais preparada.
*

MOTE: DECLARA GUERRA CANTANDO A QUEM NÃO SABE CANTAR



Poetas Glosando o mote de:
Júnior Monteiro
*
DECLARO GUERRA CANTANDO
A QUEM NÃO SABE CANTAR
*
SILVANO LYRA
Usando as armas da paz
Desempenho o meu papel
Todo falso menestrel
Treme terra até demais
Num terremoto ele jaz
Para não mais se gabar
Meu perdão pra conquistar
Não consegue bajulando
DECLARO GUERRA CANTANDO
A QUEM NÃO SABE CANTAR.
*
DALINHA CATUNDA
Tem bardo que só amola
Quando vai pra cantoria
Não entende de porfia
Inda se mete a gabola
Mas na contenda se atola
Sem conseguir agradar
Eu tento me controlar
Porém acabo mangando:
DECLARO GUERRA CANTANDO
A QUEM NÃO SABE CANTAR
*
BASTINHA JOB
Começo o NOVO ANO
glosando Júnior Monteiro
Com um mote bem brejeiro
Com a Lira de Silvano
Dalinha seguiu o plano
Pois sabe muito glosar
Me meto e vou endossar
E o recado vou mandando:
DECLARO GUERRA CANTANDO
A QUEM NÃO SABE CANTAR.
*
CARLOS AIRES
Bem no começo do ano
Chega um mote criativo
Que até já deu incentivo
A Dalinha e a Silvano
Bastinha Já está no plano
E a esses vou me juntar
E logo pra começar
É que eu estou avisando
DECLARO GUERRA CANTANDO
A QUEM NÃO SABE CANTAR.
*
DIDEUS SALES
Se demonstrar humildade,
Sou brando, gentil e leve,
Mas se o cantador se atreve
Me agredir, sem piedade
Bato com tanta vontade
Que me esqueço de parar,
Pra quando ele me olhar
Ficar logo se lembrando:
Declaro guerra cantando
A quem não sabe cantar.
*
ANTÔNIO CASSIANO
No cordel ou no repente
Meu verso é faca afiada
É historia bem contada
Que prende atenção de gente
É dor que maltrata o dente
É o barulho do mar
Trovão e o relampejar
É a estrela piscando
DECLARO GUERRA CANTANDO
A QUEM NÃO SABE CANTAR
*

MOTE: Vejo muito puxa saco, de quem tem pouco talento

DALINHA CATUNDA
Eu vou montar no seu mote
Em cima dele glosar,
Rimar e metrificar,
Sem descompassar meu trote.
Vou lhe pegar no pinote,
Com o meu atrevimento,
E dizer nesse momento:
Sou lenha e você cavaco!
VEJO MUITO PUXA SACO
DE QUEM TEM POUCO TALENTO.
*
BASTINHA JOB
Glosar um mote assim
Com clareza, com cadência
Dalinha, com consciência,
Fez começo, meio e fim:
Num País tupiniquim
Lyra com discernimento,
Do mote fez instrumento
Toca direto no fraco:
VEJO MUITO PUXA SACO
DE QUEM TEM POUCO TALENTO!

*
VEJO MUITO PUXA SACO
DE QUEM TEM POUCO TALENTO.
Mote de Silvano Lyra

Glosas de Dalinha Catunda e Bastinha Job

quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

SINTO_ME ILUMINADA NO MUNDO DA POESIA


SINTO-ME ILUMINADA
NO MUNDO DA POESIA
*
Desde sempre faço versos
De minha mãe sou herdeira
Nunca esquentei a moleira
Para entrar nesse universo
Mas encaro o adverso
P’ra manter minha alegria
Nesse mundo de magia
Eu já sou considerada:
SINTO-ME ILUMINADA
NO MUNDO DA POESIA
*
JOSÉ DANTAS
Um MUNDO que admiro,
que me encanta e me fascina,
uma luz me ilumina
e de pronto me inspiro,
viajo, busco e retiro,
para minha garantia,
o que me traz alegria
e me faz realizado.
SINTO-ME ILUMINADO
NO MUNDO DA POESIA.
*
BASTINHA JOB
Dalinha fez esse mote
Para o poeta glosar
Em dez versos derramar
Sem deixar cair o pote;
Nem tampouco passar trote
Evitar disritmia;
Estrofe sem harmonia
Não dá pra ser escutada
" SINTO-ME ILUMINADA
NO MUNDO DA POESIA"
*
DALINHA CATUNDA
Quando a musa me desperta
E assopra aos meus ouvidos
Ligo todos meus sentidos
Minha mente fica esperta
A vontade em mim aperta
Isso é quase todo dia
Versejo sem agonia
Cada vez mais animada
SINTO-ME ILUMINADA
NO MUNDO DA POESIA
*
JOSÉ DANTAS
Eu disse para Dalinha,
desenvolva esse seu mote,
minha sugestão adote,
que eu vou na sua linha,
faça a sua, faço a minha,
estrofe com harmonia,
quem sabe, se inspira e cria,
faz todo verso inspirado.
SINTO-ME ILUMINADO
NO MUNDO DA POESIA.
*
VÂNIA FREITAS
É com lápis e papel
Que desenho minha arte
Tento fazer minha parte
Neste mundo de cordel
Se meu verso não tem mel
Mas tem minha fantasia
Que mudo com a luz do dia
Deixa-me mais animada
Sinto-me iluminada
No mundo da poesia.

*
Mote e foto de Dalinha Catunda

EM NOME DA MUSA - A DUPLINHA


EM NOME DA MUSA
*
BASTINHA JOB
Que Erato te inspire
Toda hora, todo instante
Que até a Musa te inveje
Por tua rima soante
E que todo o teu Cordel
Tenha docinho de mel
E o raio do sol brilhante.
*
DALINHA CATUNDA
Sinto-me iluminada
No mundo da poesia
A musa que me inspira
Preenche-me de alegria
Caminhando com Bastinha
Nunca vou perder a linha
Do canto que contagia.
*
BASTINHA JOB
A sua estrela guia
Não vai jamais se apagar
Esse Ano que termina
Ao outro vai entregar
O estro que tem a Musa
Que você usa e abusa
Tempo algum vai lhe faltar.
*
DALINHA CATUNDA
Espero que minha sorte
Abrace o que você diz
Pois tecendo poesia
Sinto-me muito feliz
Assim levanto a bandeira
Da mulher que é fiandeira
Fiando a sua raiz.
*
Fotos de Dalinha Catunda.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019



JOGUEI A TOALHA
*
Não volte a sentir saudade
Pois nocauteei a minha
Quem deixou o meu tatame
Não volta pra minha rinha
Em outro lugar se arranche
É essa minha revanche
E chega de louvaminha.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 11 de dezembro de 2019

CONTO COM BONECAS


 

CONTO COM BONECAS
*
As bonecas representam
As mulheres do sertão
Pois muitas vestiam chita
Para dançar o São João
Vejam só as cangaceiras
Do bando de Lampião
Espalharam rebeldia
Naqueles tempos de então
Caiu Maria Bonita
Nas garras do Capitão
Menina do Pajeú
Brilhou na propagação
Do óleo que era feito
Com caroço de algodão
Tudo isso que retrato
Não é minha invenção
Só transporto para a arte
Nessa minha descrição.
*
A mistura de meus versos e meus artesanatos.
Dalinha Catunda cad 25 da ABLC idealizadora e gestora do http://cordeldesaia.blogspot.com/ e do Cantinho da Dalinha

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O QUE FAZ A CARESTIA DA CARNE?


O QUE FAZ A CARESTIA DA CARNE?
*
Fui com marido ao açougue
Lá cheguei a me zangar
Pois vendo o preço da carne
Começou a resmungar
Desse preço compro não
Como é bife do “oião”
E danou-se a reclamar.
*
Ele cheio de argumento
Falava e dizia assim:
A gente come feijão,
E farofa de “toicim,”
Deixe logo de ora pois
Também tem baião de dois
E isso tá bom pra mim.
*
Eu saí batendo pé
Sem querer me conformar
Zangada que nem o cão
Esse cabra vai pagar
Eu fiz como ele queria
Contudo a minha alegria
Ele conseguiu quebrar.
*
Quanto chegou a noitinha
Que a gente foi se deitar
Virei de costas pra ele
E ele a me cutucar
Querendo carne comer
Eu disse: Tu vais morrer
Mas carne não vou te dar.
*
Durante o dia eu sonhei
Com costela e costeleta
Ele querendo poupar
Já deu uma de ranheta
Quando apertou a vontade
Deixei ele na saudade
Dispensei sua baioneta.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda
Cad. 25 da ABLC
Idealizadora e gestora do blog Cordel de Saia

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

A REVOADA DAS POMBAS


A REVOADA DAS POMBAS
.
Vi a pomba bater asas
Esvaziando o terreiro
Era só um passarinho
Buscando novo roteiro
Pomba-de-arribação
Bem comum lá no sertão
No ir e vir corriqueiro.
*
Quando pousou na vivenda
Já era tempo de estio
Entretanto fez seu ninho
Acabei com seu fastio
Cuidada com bom xerém
Ela sentia-se bem
Arrulhava a cada cio.
*
Vi a rola satisfeita
Sempre renovando o ninho
E dava graças a Deus
Por tê-la em meu caminho
Mas tudo acabou em nada
Pois a rola desalmada
Sumiu em um torvelinho.
*
E foi-se a pomba vadia
Foi-se a Burguesa também
Por rolas eu não lamento
Umas vão e outras vem
E foi-se a pomba terceira
Não será a derradeira
Que meu alçapão detém.
*
Outro dia eu avistei
A vadia em meu quintal.
A Burguesa toda prosa
Vi pousando em meu varal
Mas quem hoje me fascina
É uma pomba-divina
Conhecida por trocal.
*
Versos e foto de:
 Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
Idealizadora e gestora dos Blogs:
Cantinho da Dalinha e Cordel de Saia