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sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

NÓS VAMOS COMER BAIÃO


NESSES DEZ OU QUINZE DIAS 
NÓS VAMOS COMER BAIÃO.

*
DÃO DE JAIME
Pela manhã fui à roça 
Pra fazer uma visita 
Eita como ta bonita 
Que deus abençoar possa 
Observei que tem grossa 
Muita vagem de feijão 
Pra ninguém dizer que não 
Tirei a fotografia 
Nesses dez ou quinze dias 
Nós vamos comer baião.

*
DALINHA CATUNDA
Estou no Rio de Janeiro
Mas já volto ao Ceará
Vai ter fartura por lá
Eu quero voltar ligeiro
Eu pago qualquer dinheiro
Pago com satisfação
Pra comer junto com Dão
As gostosas iguarias:
Nesses dez ou quinze dias 
Nós vamos comer baião.

*
Mote de Dão de Jaime
Foto do meu acervo

domingo, 11 de fevereiro de 2018

" QUE TIRO FOI ESSE?"


"QUE TIRO FOI ESSE?"
*
Que tiro foi esse?
Eu vou lhe dizer
Foi bala perdida
Mas sem se perder
Que atinge criança
Que faz a matança
Desgraça a se ver.
*
Que tiro foi esse?
Eu vou lhe contar
É tiro certeiro
A nos alvejar
Bandido armado
Poder fracassado
E o povo a penar.
*
Que tiro foi esse?
E na madrugada
Só mais um presunto
No meio da estrada
Eu não me aprofundo
É um vagabundo
Foi bala trocada.
*
Que tiro foi esse?
E multiplicado
Foi outra chacina
Foi tudo armado
Mas não leve a mal
Hoje é carnaval
Deixe isso de lado.
*
Que tiro foi esse?
Que não me aporrinha
Não foi nada grave
Mataram a vizinha
Tentaram levar
O bom celular
E ela detinha.
*
Que tiro foi esse?
Me diga afinal
Esse foi de fuzil
Num policial
Com sinceridade
Nem é novidade
Aqui é normal.
*
Que tiro foi esse?
São Sebastião
Que abala a cidade
Fere o coração
Santo padroeiro
Pro Rio de Janeiro
Traga solução.
*
Que tiro foi esse?
Atingiu o país
Que mata e destrói
Nos deixa infeliz
Cadê os poderes
Com os seus deveres
Ninguém não me diz.
*
Que tiro foi esse?
Na população
Quem sabe ele acerte
E nessa eleição
Quem vai pra disputa
Contudo não luta
Em prol da nação!
*
Versos e foto Dalinha Catunda

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

NUNCA VI PEQUI TÃO BOM















NUNCA VI PEQUI TÃO BOM
*
FRANCILDO SILVA
No arisco ou na Chapada
Nasce um fruto bem gostoso
Um cheiro maravilhoso
Se prepara um pesquisada
Anima a rapaziada
Querendo o bicho comer
Ele é quente pra valer
Se come exageradamente
QUEM COME PEQUI DOENTE
É PERIGOSO MORRER

*
DALINHA CATUNDA
Eita que pequi gostoso
Nunca vi pequi tão bom
Acho melhor que bombom
Que chupado é saboroso
Mas há quem ache horroroso
E não gosta de comer
E para ninguém querer
Mete a língua o impotente:
QUEM COME PEQUI DOENTE
É PERIGOSO MORRER.
*

Mote de Francildo Silva

SÓ POR SER DE LÁ

SÓ POR SER DE LÁ
*
Amigos estou de volta,
Fui rever o meu lugar.
Exercitar a cultura,
Que não encontro por cá.
Reviver a tradição,
Que difunde meu sertão,
E gosto por ser de lá.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

EU FIZ DO HOMEM MEU PAR


EU FIZ DO HOMEM MEU PAR
*
Sou do tempo que o olhar
Pedaço não arrancava
Sou do tempo que a cantada
A mulher não exasperava
Sou do tempo do coió
A gente amava que só
Aquele que paquerava.
*
Sou do tempo que dançar
Era bom agarradinho
Se eu quisesse ele quisesse
Dançava-se coladinho
Tinha o bolero brecado
A perna ia do outro lado
E o batom no colarinho.
*
Contudo para dançar
Mas sem gostar do sujeito
Para ele não encostar
Botava-se a mão no peito
Eles achavam um saco
A mulher botar macaco
Só para impor o respeito.
*
Sou do tempo que o homem
Podia um beijo roubar
E a mulher que era tímida
Acabava por gostar
Sou do tempo da bravata
De violão e serenata
De paixão e de luar.
*
Eu sou do tempo do flerte
Do bilhete e do recado
Do tal namoro escondido
Dos medos e do pecado
E da amiga alcoviteira
Que não era tão parceira
E roubava o namorado.
*
Sou do tempo que a mulher
Fugia para casar
Com um filho na barriga
Muitas foram ao altar
Sou prova da transgressão
Caminhei na contra mão
Mas fiz do homem meu par.
*
Sou do tempo que o amor
Fluía naturalmente
Se hoje a mulher tem medo
Do homem não é diferente
Foi-se a naturalidade
Em tudo se ver maldade
Eu quero um chá de nepente!
*
Versos e foto de Dalinha Catunda






quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

SENTADA NO BANCO DA PRAÇA

SENTADA NO BANCO DA PRAÇA
*
DÃO DE JAIME
Sentada tão solitária
Parecendo uma flor
Pela cara eu percebo
Que está de bom humor
Olhando o povo que passa
Pronta no banco da praça
Esperando seu amor
*
DALINHA CATUNDA
Sentada naquela praça
Eu revivi o meu passado
Lembrei a menina moça
De braços com namorado
Girando pela pracinha
E coisa melhor não tinha
Era meu mundo encantado.
*
Interação de Dão de Jaime e Dalinha Catunda

Foto de Dalinha Catunda

domingo, 31 de dezembro de 2017

QUE VENHA 2018!

QUE VENHA 2018!
*
Que seja bem venturoso
Esse ano que vai entrar
E que a luz no fim do túnel
Todos possam avistar
Que o Brasil desgovernado
Desenhe novo traçado
Para a vida melhorar.
*
Meu abraço a cada amigo
Que passou pra comentar,
E também para curtir
Compartilhar e acenar
A todos muito obrigada
Sinto-me prestigiada
A todos quero brindar!
*

Dalinha Catunda

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

NATAL COM JESUS


NATAL COM JESUS
*
Eu não quis badalação
Recolhi-me no Natal
Pois precisava afinal
De muita meditação
Desarmei meu coração
E conversei com Jesus
A ele roguei por luz
E fiquei apaziguada
COM JESUS EM MINHA ESTRADA
O MEU FUTURO RELUZ.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

EU SOU

EU SOU
*
Sou a brisa na palmeira
Sou cheiro de alfazema
Sou a flor da catingueira
Sou espinho de jurema
Sou morena e sou faceira
Sou do cantador parceira
Sou os versos do poema.
*
Sou lamparina e pavio
Sou luz na escuridão
Sou Vagalume piscando
Sou o luar do sertão
Sou estrela matutina
Sou cabocla nordestina
Sou água de ribeirão
*
Sou a vela da jangada
Sou a cor verde do mar
Sou o canto da sereia
Sou cruviana a soprar
Sou a renda das rendeiras
Sou filha das Ipueiras
Sou das terras de Alencar.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

domingo, 24 de dezembro de 2017

NATAL SEM EMBUSTE

NATAL SEM EMBUSTE
*
Nesse Natal eu só quero
Um pouco de sapiência,
Que Deus me dê paciência
Eu peço. rogo e reitero.
Daquilo que não tolero
Que ele posso me livrar,
Que não venham me abraçar
Nem me beijar como Judas!
Com palavras pontiagudas
Explicito o meu pensar.
*

Dalinha Catunda