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quarta-feira, 1 de julho de 2015

SAUDOSO SERTÃO


SAUDOSO SERTÃO
*
Certa vez um boiadeiro
Em dia de desalento
Pegou a sua viola
Presenciei o momento
Falou das suas andanças
E evocou as lembranças
No mais penoso lamento
*
Do seu peito sertanejo
Saiu um canto chorado
Mais parecia um aboio
Aquele canto rasgado
Uma cantiga dolente
Que na viola plangente
Virava um triste recado.
*
Meu amigo lhe conheço
Seu nome é desilusão
Já correu pelas campinas
Montado em seu alazão
Mas hoje o que lhe consola
É dedilhar na viola
A sua lamentação.
*
A dor que bate em seu peito
Também reflete no meu
Pois vejo o sertão ardendo
A flora o fogo lambeu
E sem ter preservação
Vira deserto o sertão
Que a natureza nos deu.
*
Versos de Dalinha
Ilustração Cayman Moreira.

terça-feira, 30 de junho de 2015

Vaca Atolada

VACA ATOLADA
*
Vi a vaca ir pro brejo
Porém não pude acudir
Em tempos de vacas magras
Muito mais vou assistir
Vi marola virar onda
E pelo clima que ronda
Vou ver a vaca tossir
*
Se a vaca está frita
Eu não posso fazer nada
Do jeito que aconteceu
Tem que ser sacrificada
Tomei minha decisão
Quero ter na refeição
 É mesmo vaca atolada.
*
Depois de tirar o couro
Vou separar a costela
Temperar com muito zelo
Para botar na panela
E empurrar mandioca
Se for dura a gente soca
Para descer na goela.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

domingo, 31 de maio de 2015

BÃO-BA-LA-LÃO! E A NOSSA NAÇÃO?


BÃO-BA-LA-LÃO!
E A NOSSA NAÇÃO?

*
Bão-ba-la-lão
Esculhambação
Eu vi o Joaquim
Julgando ladrão
A festa foi grande
No tal mensalão
Roubando o país
Sugando a nação
Saíram ligeiro
Da dona prisão
*
Bão-ba-la-lão
Esculhambação
O roubo maior
Foi no petrolão
Roubo de político
Propina na mão
Roubo de empreiteira
Lesando a nação
Mostrou lava Jato
Na operação.
*
Bão-ba-la-lão
Esculhambação
Na terra do Moro
Não fica ladrão
Tem peixe graúdo
Dentro da prisão
E tem gabiru
Só na delação
A vara do Moro
Bate sem perdão.
*
Bão-ba-la-lão
Esculhambação
Arrocho vem vindo,https://ssl.gstatic.com/ui/v1/icons/mail/images/cleardot.gif
Terceirização,
Pedem paciência
Pedem compreensão
Mas botam no rabo
Da população
A vaca tossiu
Não diga que não.
*
Bão-ba-la-lão
Esculhambação
Dinheiro em cueca
Pegaram na ação
Dinheiro em calcinha
Noutra ocasião
Vive o padrão FIFA
A nossa nação
Aqui me despeço
PT. Saudação.
*
Versos de Dalinha Catunda

Ilustração: NEWTON SILVA – CHARGE ONLINE

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A IMAGEM PEREGRINA DE FÁTIMA EM IPUEIRAS
*
A cidade engalanada
Recebe Nossa Senhora
E o povo comemora
A Virgem Santa amada
Que no andor é levada
Pelas ruas da cidade
Unindo a comunidade
Católica do sertão
Que faz sua louvação
Demonstrando lealdade.
*
Versos de Dalinha Catunda
Foto de Neto Lira

terça-feira, 26 de maio de 2015

A arma pode ser branca/Mas a coisa anda preta


A ARMA PODE SER BRANCA
MAS A COISA ANDA PRETA.
*
Cidade Maravilhosa
Nosso Rio de Janeiro
Orgulho do brasileiro
Vive fase perigosa
Essa onda horrorosa
De faca de baioneta
A justiça sem faceta
A nossa esperança arranca
A ARMA PODE SER BRANCA
MAS A COISA ANDA PRETA.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 13 de maio de 2015

SANTUÁRIO DE FÁTIMA EM IPUEIRAS

SANTUÁRIO DE FÁTIMA EM IPUEIRAS
*
No alto da serra grande
Santuário para orar
Chegando a Nova Fátima
Os fiéis vão encontrar
Cheia de luz e de flores
E o povo com seus louvores
Para rainha no altar.
*
Tem cortejo tem romaria
Tem a santa no andor
O povo paga promessa
E agradece com fervor
Tem foguetes explodindo
E o povo se redimindo
Demonstrando fé e amor.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

A imagem mede 13,5 metros de altura, sob uma base de 5,2 metros de altura, que abriga um santuário com capela de 106 metros quadrados

terça-feira, 12 de maio de 2015

O CIRCO CHEGOU!
*
A cidade se alegrava,
Era grande a agitação.
Molecada se assanhava,
Cheia de satisfação.
Faziam estardalhaço
Correndo atrás do palhaço
Começava a animação.
*
Era o circo que chegava,
Mudando toda rotina,
Do meu pequeno lugar
Minha terra nordestina
Trazendo felicidade
Pra minha amada cidade
Nos meus tempos de menina.
*
No finalzinho da tarde,
O Palhaço as ruas ia,
Subia em pernas de pau,
Nem sei como não caía.
Atrás dele a criançada
Ia toda alvoroçada
Ao palhaço respondia:
*
“-Hoje tem espetáculo?
-Tem, sim senhor!
- Às sete horas da noite?
-Tem, sim senhor!
-Hoje tem marmelada?
-Tem, sim senhor
-As sete horas da noite?
-”Tem, sim senhor”
 *
Assim de rua em rua
Girava pela cidade.
Trazendo ao interior,
Alegria de verdade.
Atraindo a população,
Carente de animação
Carente de novidade.
O coro da meninada,
Ouvia-se ecoar
E o palhaço caprichava,
No seu jeito de cantar.
“-Eu vou ali e volto já,
- “Vou comer maracujá”
Como é gostoso lembrar!
*
Entre uma cantiga e outra
A turma escuta o que quer
“-E o palhaço o que é?
-É o ladrão de mulher!”
Era tanta  alegria
Que o povo feliz sorria.
Duma bobagem qualquer.
*
“-Olha a moça na Janela”
Todos – “Olha a cara dela!”
Se repetia o palhaço
Em sua moda singela
Buscando a simpatia
Do povo que assistia,
Seu canto na passarela
*
-E quem responder mais alto
Ingresso pro circo tem!
“-O que é que a velha tem?”
“-Carrapato no sedém!”
Vamos: “ arrocha negrada!”
E gritava a molecada
Fazendo graça também.
*
Não sei se minha saudade,
Também bate com a sua.
Não posso ver um palhaço
No circo ou mesmo na rua.
Que cantarolo baixinho
Com saudade e com carinho
O canto que se perpetua:
 *
“Ô raio, o sol, suspende a lua.
Olha o palhaço no meio da rua...”
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 7 de maio de 2015

ALVORADA CARIOCA


ALVORADA CARIOCA
*
Olho da minha Janela
Vejo a aurora chegar
O sol querendo apontar
Deixa a paisagem mais bela
O céu parece uma tela
Gigante, estonteante,
Colorindo o horizonte
Desse Rio de Janeiro
Que já acorda faceiro
Majestoso e radiante.
*

Texto e fotos de Dalinha Catunda 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

TRISQUEI NA MALÍCIA

TRISQUEI NA MALÍCIA
*
Passei perto do açude,
Vi a malícia ao passar.
Ela estava radiante!
Dengosa a se refrescar.
Eu disse: Teu pai morreu!
Trisquei ela entristeceu,
E começou a murchar.
*
Foi num dia de preguiça
De céu azul e sol quente
Que eu toquei na malícia
E disse bem eloquente:
Malícia teu pai morreu
E tua mãe esta doente.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

domingo, 19 de abril de 2015

E A CHUVA CHEGOU



E A CHUVA CHEGOU!
*
A chuva chegou de vez
Trazendo transformação
A saparada faz festa

Saudando a nova estação
O canto da passarada
Saúda a nova jornada
Que traz vida pro sertão.
*
O sertão trocou de roupa
Volta o tempo da bonança
Na paisagem brota o verde
Carregado de esperança
O rei sol faz feriado
E sertanejo animado
Prepara sua festança.
*
O açude já encheu
Da grota escuto a zoada
O rio já deu enchente
A água corre toldada
Diante da correnteza
Eu testemunho a beleza
Que chega com a invernada.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda