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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

EDUCAÇÃO É VOTO CONSCIENTE
*
Eu tento ser patriota,
Mas não vejo solução.
Com cara de idiota
Percebo a população.
Escândalos estourando,
O povo fumo levando,
Meu Deus que situação!
*
Nas promessas de campanha
Um Brasil que tem futuro,
Porém tudo é só falácia
Deste monte de monturo
Que tem nas mãos o poder
Faz tudo pra não perder
E a nação paga com juro.
*
Queria um Brasil melhor
Queria um Brasil decente
E com mais educação
Pra preparar nossa gente
E a cada nova eleição
Na hora da votação
O voto ser consciente.
*
Versos de Dalinha Catunda

terça-feira, 9 de setembro de 2014

CRUZ NA CASA DE REBOCO

CRUZ NA CASA DE REBOCO
*
O reboco foi ao chão
Mas a casa está de pé
Pra demonstrar sua fé
Riscaram na habitação
Na porta a cruz de carvão
Que é para resguardar
E a maldade espantar
Lá naquela moradia.
Assim Ciço me dizia
Quando fui lhe visitar.
*
Foto e texto de Dalinha Catunda
Esta casa é no sítio de Cicero Azevedo na Floresta – Em Ipueiras-Ce

segunda-feira, 8 de setembro de 2014



CENÁRIO DO INTERIOR
*
Um pote numa forquilha,
Banco de pau e pilão,
Um chão de terra batida,
Tudo lembra meu sertão,
Tudo isso na verdade
Cutuca minha saudade
Não é brincadeira não!
*
Dalinha Catunda
Foto: casa sertaneja.com


terça-feira, 26 de agosto de 2014

Politicagem




POLITICAGEM
*
Quando é tempo de eleição
A coisa fica mudada,
Vejo na televisão
Com a cara mais lavada,
Propagando confiança
Também beijando criança
Essa corja descarada.
*
Meu Brasil está lascado,
Padece a população,
Porém renova o mandato
Dos ratos desta nação
Em cada cargo um larápio
Somos queijo do cardápio
Alimentando ladrão.
*
Tome santo e camiseta!
Tome bandeira também!
Entre palmas e discurso,
Um sorriso largo vem.
O discurso não é novo
Contudo engambela o povo,
Que se vende por vintém.
*
Assim é nossa política,
Assim é nossa nação,
O povo atua no circo
De quebra ganha seu pão,
Pois a bolsa eleitoreira
Mata a fome brasileira
“E vicia o cidadão.”
*
Procuro ser complacente
Mas vou me tornando hostil
Aos poucos estou perdendo
Meu antigo amor servil
Vendo a mesma sacanagem
Que é a politicagem
Que só devasta o Brasil.
*
Versos de Dalinha Catunda
Charge – Waldez – Amazônia Jornal
  

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

ELEITORA INDECISA

ELEITORA INDECISA
*
Na corrida pelos votos
Inda não me decidi.
Tudo que vejo não gosto,
E por isso preferi
Adiar minha decisão,
E cantar uma canção
Que na roda eu aprendi.
*
Na escolha desta roda
Não quero ser a primeira
Escolhendo o campo errado
Favoreço a guerrilheira.
Minha loa vou cantar
Sem saber se vou ficar
Com quem fede ou com quem cheira.
*

Versos de Dalinha Catunda
Charge de Fausto – Olho Vivo

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

EMBALANDO A PAIXÃO

EMBALANDO A PAIXÃO
*
Quando chega o fim do dia
No alpendre armo a rede
No compasso de espera
Eu jogo o pé na parede
Fico neste vai-e-vem
Esperando por meu bem
Para matar minha sede.
*
Espero que hoje à noite
Impere a escuridão
Que a lua fique entre nuvens
Escondendo seu clarão
Que o céu da cumplicidade
Que forja a felicidade
Resguarde nossa paixão.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda

terça-feira, 19 de agosto de 2014

NA TRAMA DA REDE

NA TRAMA DA REDE
*
Na solidão do presente
No mundo modernizado
Felicidade aparente
Mostra o sorriso forçado
Faz sua fotografia
Mas sabe ou desconfia
Que seu roteiro é forjado.
*
Na selfie que se repete
O que mais sobra é dente
No face sempre aparece
Com sorriso permanente
Troca mil vezes de roupa
Trejeitos ela não poupa
Fingindo que está contente.
*
Nesta quimera das telas
Neste reino de ilusão
O jogo do faz de conta
Desnorteia a emoção
Pois tudo é só fantasia
Que a solidão alivia
Iludindo o coração.
*
Versos de Dalinha Catunda
Charge: Duk Selfie

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

MORRE A PROMESSA

 MORRE A PROMESSA
*
O tempo segue fechado
Eu também fecho meu rosto
Chegou destroçando vidas
O tétrico mês de agosto
E nesta fúnebre dança
Despedaça a esperança
Comprovo a contragosto.
*
Morte que apaga sorriso
Morte que devasta lar
O que ontem foi promessa
Hoje estou a lamentar
Pois era uma esperança
Na desejada mudança
De ver o Brasil andar.
*            
Versos e foto Dalinha Catunda