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segunda-feira, 25 de julho de 2016

DO TREM SÓ A SAUDADE

DO TREM SÓ A SAUDADE
*
Era tempo de alegria
Nos trilhos do meu sertão
O trem que ia e voltava
Carregava em seu vagão
Fantasia aventureira
A ilusão passageira
Marcando cada estação.
*
Alegria na chegada
O choro da despedida
Entre abraços e promessas
Velhos dramas da partida
No lenço a dor da saudade
Fruto da felicidade
Que o coração deu guarida.
*
O tempo se vai ligeiro
Mas o trem fica parado
A lembrança no presente
Faz o seu sacolejado
E nesse seu movimento
Transporta meu pensamento
Aos bons tempos do passado.
*

Fotos e Versos de Dalinha Catunda

domingo, 24 de julho de 2016

TEMPO NUBLADO

 TEMPO NUBLADO
*
O tempo ficou bonito
Entretanto não choveu
Torres bordavam o céu
Mas veio o vento e varreu
A chuva foi só sereno
Pra molhar o meu terreno
Com prece pouca não deu.
*
Você pegou a viola
E cantou para chover
Um coração ressequido
É duro de amolecer
Promessa nem simpatia
Trará de volta a magia
Que parou de escorrer.
*

Versos e fotos de Dalinha Catunda

sexta-feira, 22 de julho de 2016

NUNCA VI COISA MAIS LINDA!

NUNCA VI COISA MAIS LINDA!
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Nunca vi coisa mais linda
Que uma noite de luar
Duas almas, dois amores
Dois corpos presos no ar
A nudez do pensamento
Unindo um só sentimento
E a lua a enamorar.

*
DALINHA CATUNDA
Nunca vi coisa mais linda
Em noite de lua cheia
Um casal de namorados
Deitando depois da ceia
Se balançando na rede
Tacando o pé na parede
Enquanto a lua clareia.

*

sábado, 16 de julho de 2016

MORTE DO DIA




MORTE DO DIA
*
GREGÓRIO FILOMENO
Por estrada ou avenida
Seguindo seu próprio mapa
Cada dia é uma etapa
Que a gente cumpre na vida
Mas cada légua é vencida
Numa escala decrescente
Onde cada expediente
Desfigura uma utopia
TODA VEZ QUE MORRE UM DIA 
MORRE UM PEDAÇO DA GENTE.

*
DALINHA CATUNDA
Eu vivo cada minuto
Da vida que Deus me deu.
Meu fado quem faz sou eu,
Do meu jeitinho astuto.
Não levo rastro de luto
Nas passadas do presente,
Pois mesmo sendo temente
Não me apego a profecia:
TODA VEZ QUE MORRE UM DIA 
MORRE UM PEDAÇO DA GENTE.



segunda-feira, 4 de julho de 2016

A MINHA JANGADA...

A MINHA JANGADA...
*
O mar parece sereno
O sol tinge o infinito
Feito Juvenal Galeno
Eu tento cantar bonito
Vou preparando terreno
Enquanto a paisagem fito.
*
Minha jangada de vela
Das trovas de Juvenal
Quanta saudade revela
Chego a sentir o terral
Até parece uma tela
Mas o cenário é real.
*
Versos de Dalinha Catunda

Foto de Cayman Moreira

TERREIRO DE AMOR

-TERREIRO DE AMOR---
*
GREGÓRIO FILOMENO
Minha casa não tem muro
Nem cerca eletrificada
Tem de lado uma latada
E um pé de moleque duro
Mas eu me sinto seguro
De nada tenho pavor
E o meu galo cantador
Me acorda ao romper d'aurora
NINGUÉM ME BOTA PRA FORA
DO MEU TERREIRO DE AMOR.
*
DALINHA CATUNDA
Não tenho papel passado
Mas me casei mesmo assim
Amancebada sou, sim!
Tenho amor assegurado
E quem vive ao meu lado
Vive a vida com sabor
Até canta em meu louvor
Qu’é feliz não ignora
NINGUÉM ME BOTA PRA FORA

DO MEU TERREIRO DE AMOR.
*
Mote de Gregório Filomeno
XILO de Carlos Henrique

terça-feira, 28 de junho de 2016

UM DENGO NO OUVIDO

UM DENGO NO OUVIDO
*
É coisa que agente gosta
Um dengo ao pé do ouvido
Não importa qual distancia
Quem ama traz um sentido
A saudade chega bem
Ao falar com esse aguem
Que chamamos de querido.
*
Foi num instante da vida
Que eu me surpreendi
Uma deusa namorando
Logo então eu percebi
Numa voz melodiosa
de poetisa formosa
Era amor eu pressenti.
*
O telefone fez ponte
Transportou tal sentimento
Os olhos dela brilhando
A voz tremula num momento
Foi magia foi encanto
Foi amor e eu garanto
No maior encantamento.
*
Era Dalinha Catunda
Falando com seu senhor
Deslumbrada de saudade
Saudade do seu amor
Dizendo a ele baixinho
Do seu amor e carinho
No mais bonito louvor!
*
Lindicássia Nascimento
*
LINDINHA, PAPARAZZO
*
Eu estava em Barbalha
Em uma reunião
O telefone tocou
Bem naquela ocasião
Era, sim, o meu amor!
Meu parceiro meu senhor
E atendi a ligação.
*
Fui ao cantinho afastado
Pra matar minha saudade
Porém o que eu não sabia
É que na localidade
Paparazzo ali tinha
Para espiar Dalinha
Em sua intimidade.
*

Dalinha Catunda

O MENINO QUE ATRAVESSOU O ARCO-ÍRIS

O MENINO QUE ATRAVESSOU O ARCO-ÍRIS
*
Vou contar uma história
E garanto que é verdade
Pois o fato acontecido
Deu-se na minha cidade
Com um pai ignorante
Que de maneira arrogante
Quis mostrar autoridade.
2
Juninho era diferente,
Dos meninos do lugar,
Gostava de ver a mãe
Sentadinha a costurar
Fazia casa na mão
Até pregava botão
Tinha jeito pra ajudar.
3
O jovem cresceu alegre
Repleto de animação.
Ô menino dançador!
Dizia a população,
Dançava bem de verdade
Essa era a realidade
Chamava mesmo atenção.
4
Tinha o cabelo bonito
Bem cheiroso e bem tratado
Era muito vaidoso
Mas o pai desconfiado
Achava tão diferente
Aquele faceiro ente
Por ele um dia gerado.
5
Vendo sua mãe ocupada
Corria para ajudar
Botava os pratos na mesa
No almoço e no jantar
Muito jeito ele tinha
Limpava toda cozinha
Pois gostava de arrumar.
6
Um dia Junior chegou
Com as orelhas furadas
Duas bonitas argolas
Nas orelhas penduradas
A mãe achou tão bonito...
O pai meteu logo o grito
Quis dar umas bofetadas.
7

quarta-feira, 22 de junho de 2016

A SAÚDE É UM CASO SÉRIO!

A SAÚDE É UM CASO SÉRIO!
*
OLSILVA
Eu amanheci doente.
chega os olhos estão Marrom
A cabeça tá doendo.
nem consigo escutar som
fui direto pro doutor
que passou um anador.
Se eu num morrer fico bom.
*
DALINHA CATUNDA
Acordei adoentada
Olho roxo, boca azul,
Ligaram pro hospital
Me atendeu o SAMU!
Isso chamo purgatório,
Passam um supositório
Daqueles lá de Itu!
*
OLSILVA
Mais ele, passou pra tu.?
que pra, mim num vai passar.
se ele passar pra mim.
Mando a mãe dele tomar.
saí fora do respeito.
Mas sei que vai ser o jeito
mandar ele se danar.
*
DALINHA CATUNDA
E tu tá pensando o quê?
Foi isso mesmo que fiz!
Xinguei a mãe e o pai,
E também o infeliz.
Mandei ele se lascar,
Sua receita enfiar...
Não apanhei por um triz!
*

terça-feira, 21 de junho de 2016

NA CARESTIA DO FEIJÃO












NA CARESTIA DO FEIJÃO
*
O feijão anda tão caro
É bem triste a situação
Eu já não faço turtu
Desisti do meu baião
Não paro de escutar
O meu filho a reclamar
Que não fiz mais capitão.
*
Não sei quem é o culpado
Do feijão subir assim
Não como feijão tropeiro
No acarajé dei fim
Pra não ficar jururu
Vou fazendo com andu
Um baiãozinho pra mim.
*
Mas com essa carestia
Amigo, preste atenção,
Eu vou é fazer regime
Deixar de fora o feijão
Meus dentes irão mofar
Vou casa de aranha criar
No franzido do botão.
*

Versos e fotos de Dalinha Catunda