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quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

DEZ ANOS DE FACEBOOK

DEZ ANOS DE FACEBOOK
DOIS MIL AMIGOS
*
Já são dez anos no face
Fiz minha avalição
Propaguei o meu trabalho
E era essa a intenção
Eu ganhei a simpatia
De gente que aprecia
Essa minha vocação.
*
Sei que muita gente odeia
Esse meu jeito de ser
Não tenho papas na língua
Digo o que quero dizer
Não vivo de cumprir rito
Não quero fazer bonito
Faço o que quero fazer.
*
Quero aqui agradecer
Quem passa pra comentar
Quem passa só pra curtir
Quem gosta de acenar
Quem enche minha caixinha
Com um monte de figurinha
Que não param de piscar.
*
A todos muito obrigada
Aqui sou só gratidão
Eu agradeço o carinho
Porém dispenso sermão
Mas deixo nesse espaço
Meu mais sincero abraço
Dois mil amigos já são.
*
Versos DALINHA CATUNDA


sábado, 25 de novembro de 2017

CHICO SALLES SE ENCANTOU

CHICO SALLES SE ENCANTOU
*
Hoje amanheceu mais triste
A casa da poesia
Chico Salles s encantou
E trocou de moradia
Foi levando a sua luz
Para os braços de Jesus
Chora nossa academia.
*
Um poeta quando parte
Parte nosso coração
Mas seu canto ecoará
Mesmo em outra dimensão
Para o poeta e cantor
 Ante o lamento e a dor
Faço a minha louvação.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Flor do Cariri celebração.

Homenagem do Grupo Flor do Cariri
A Anilda Figueiredo e Fátima Corrêa
*
Hoje é dia de festa
Dia de celebração
Tem Flores com nova idade
No grupo de tradição
Um abraço coletivo
Envia esse grupo ativo
Que tem pacto de união.
*
Parabéns querida Anilda
Nosso abraço especial
E parabéns cara Fátima
Receba um abraço igual
De suas companheiras
Dessas florzinhas brejeiras
Um cheiro e ponto final.
*

Dalinha Catunda

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Dalinha Catunda e Fred Monteiro





















EU E FRED MONTEIRO
*
FRED MONTEIRO
Dalinha, cara poeta,
Atendendo ao seu chamado,
Relembro um tempo passado
Em que rimar era a meta..
e vou atirando a seta
Para não passar vexame
Pois não quero que me tome
Por cordelista esquecido
Tou mei’ desaparecido
Mas, qualquer coisa, me chame !
*
DALINHA CATUNDA
Meu caro Fred Monteiro
Eu permaneço na rinha
Pelejo na mesma linha
E lhe espero em meu terreiro
Sei que você é guerreiro
Em contenda nunca falha
Da língua faço navalha
Se você me desafia
Com gosto encaro a porfia
E me apronto pra batalha.

*

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

ALMA MUSICAL

ALMA MUSICAL
*
Eu levo a vida na flauta
Não sou de me abespinhar
O canto de cada verso
É música a me embalar
Os acordes da poesia
Emprenham-me de alegria
Fazem minh’ alma gozar.
*
Versos de Dalinha Catunda

Foto de Evandro Peixoto.

terça-feira, 21 de novembro de 2017

CORDEL É DEDICAÇÃO

CORDEL É DEDICAÇÃO
*
Quem faz os seus versos livres
Que continue a fazer
Mas não diga que é cordel
Que alguém pode desdizer
Cordel além de rimado
Tem que ser metrificado
Nessa tecla vou bater.
*
Eu já fui de quebrar pé
Fazendo minha oração
Puxaram a minha orelha
Fui refazer a lição
Mesmo assim eu não me iludo
Pois nunca vou saber tudo
Cordel é dedicação.
*
E mesmo me dedicando
Confesso chego a errar
Humildemente consulto
Quem sabe e quer ensinar
Faço isso por respeito
Quem tem o cordel no peito
Por ele deve zelar.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

CORDELISTAS DE PLANTÃO


CORDELISTAS DE PLANTÃO
*
Cordelistas de plantão
De toda e qualquer paragem
Presto aqui minha homenagem
Nas linhas dessa oração
Rogo ao pai inspiração
Tento versejar com fé
Para não quebrar o pé
Ao tentar metrificar
E minha rima aprumar
Sem remar contramaré.
*
Louvo aqui cada poeta
Que sabe o que é cordel
Que cumpre bem seu papel
Prestando atenção na meta
E que de forma correta
Na hora de versejar
Tenta não desrespeitar
A nossa antiga cultura
O cordel literatura
Nossa arte popular.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

UM DEDO ATRÁS PROTEGE A FRENTE


UM DEDO ATRÁS PROTEGE A FRENTE
*
Nesse presente momento,
Quero chamar atenção
Da raça de cabra macho
Também dos que frouxos são
No Brasil de Norte a Sul
Chegou o novembro azul
É tempo de prevenção.
*
Quem já passou dos cinquenta
Viveu muito inda quer mais
Faça o exame de próstata
Pois o corpo dá sinais
Se não existe vacina
Adote o que medicina
Escreveu em seus anais.
*
Reza a lenda que o exame
É sim, inconveniente,
Mas é só ficar de quatro
E do ato ser ciente
Que o dedo que vai atrás
Nada tem do satanás
Protege você na frente.  
*
Sei que você vai dizer:
No dos outros é refresco
Eu já vou me adiantando:
Homem deixe de ser fresco!
É só não se acostumar
Se por ventura gostar
Do que julga ser grotesco.
*
Eu já dei o meu recado
Tentando espantar o medo
Nessa minha apelação
Tentei caprichar no enredo
Faça o seu toque retal
Porque pode ser fatal
Morrer por causa d’um dedo?
*
Foto e versos de Dalinha Catunda

terça-feira, 31 de outubro de 2017

AMIGA BRUXA



AMIGA BRUXA
*
Amiga, muito obrigada
Por essa sua atenção
Trepar no pau da vassoura
Era a sua diversão
Aquele negro vestido
Já era bem conhecido
Voando pelo sertão.
*
Entre o cabo e a vassoura
De um tudo acontecia
Era tempo de fartura
Você nem se maldizia
E cansou de me dizer
Que alcançava seu prazer
No ato de bruxaria.
*
Quando findava outubro
Com cruel satisfação
Da dispensa retirava
O seu velho caldeirão
E em meio a gargalhada
No meio da madrugada
Caprichava na porção.
*
Você bem sabe que é bruxa
Vem e diz que sou também
Eu não vou dizer que não
Pois não sei se me convém
Um cabinho de vassoura
É coisa que não desdoura
Quem esfregou o sedém.
*
Dalinha Catunda
Em homenagem a Dolores Maria.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

SAUDADE NÃO É PEIXEIRA

SAUDADE NÃO É PEIXEIRA
MAS CORTA A ALMA DA GENTE.
*

DALINHA CATUNDA
Quando a saudade bateu
Chorei não posso negar
Vi minha face molhar
Quando a lágrima escorreu
O quanto esta dor doeu
Só sabe mesmo é quem sente
Fere que nem ferro quente
E não é dor passageira
SAUDADE NÃO É PEIXEIRA
MAS CORTA A ALMA DA GENTE.

*
VÂNIA FREITAS
E quando o corte é profundo
E o coração aparece
Essa ninguém esquece
Leva-se para o outro mundo
Se não morro num segundo
Eu fico triste e dormente
E pode ficar ciente
Que isso não é brincadeira
SAUDADE NÃO É PEIXEIRA
MAS CORTA A ALMA DA GENTE.
*

CREUSA MEIRA
 Era um dia tão bonito
Na primavera da vida
Uma súbita despedida
Tirou-me do peito um grito
Olhando para o infinito
Via-o sumir de repente
Deixando o lugar ausente
Nessa hora derradeira
"Saudade não é peixeira
Mas corta a alma da gente"

*
BASTINHA JOB
O Cancão de Mirandiba
Fez um mote tão cortante,
Doído, angustiante,
Dalinha glosou "em riba";
E daqui da Paraíba
Do meu Cratinho ausente
Da forma mais contundente
Me deu uma roedeira:
Saudade não é peixeira
Mas corta a alma da gente!

*
RITINHA OLIVEIRA
A lâmina afiada 
Da ausência deu um corte 
Quase me leva a morte 
Inda estou esfatiada 
Fiquei dias internada 
Totalmente inconsciente
A mente e o corpo doente
Estou numa choradeira 
Saudade não é peixeira 
Mas corta a alma da gente.

LINDICÁSSIA NASCIMENTO
A saudade é tormento
Que fere sem compaixão
Quando vem d'uma paixão
Daquelas que tem perigo
Onde sofrendo o castigo
O seu instinto não mente
Vagueando tristemente
Sem achar "eira nem beira"
Saudade não é peixeira
Mas corta a alma da gente.

*

Mote: Cancão de Mirandiba.