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quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O CIO DA LUA


O CIO DA LUA
*
Quando a noite se deu conta
Eu cheguei com minha luz
Brilhei mais do que supus
Sem querer fazer afronta
Flamejei que fiquei tonta
Pra mostrar meu esplendor
Cantavam em meu louvor
Os menestréis, os amantes,
E os poetas instigantes,
Mas devorou-me o albor.
*

Versos de Dalinha Catunda

domingo, 8 de janeiro de 2017

TROCANDO VERSOS











TROCANDO VERSOS
*
MARCOS MEDEIROS
Queria que acontecesse
O amor que mais durasse
E cada vez mais amasse
Quem desse amor vivesse.
Mais ternura envolvesse
Quem mais amor dispusesse,
Ai meu Deus se eu pudesse
E de fato conseguisse,
Seria assim como eu disse
E como meu bom Deus desse
*
DALINHA CATUNDA
Quem dera que eu merecesse
Que meu destino ajudasse
E com sorte eu encontrasse
Amor que não perecesse
Que filhos eu concebesse
Com prazer eu os tivesse
Se Deus pai mesmo quisesse
Dar-me tudo que eu pedisse
Se a sorte assim me sorrisse

Tudo era só benesse.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O CANTO DE GONZAGA

O CANTO DE GONZAGA
*
A história do sertão
Este vasto universo,
Foi bem cantada em verso,
Por nosso Rei do Baião.
O famoso Gonzagão,
Que com sua concertina
Esmiuçou nossa sina,
Para poder ir além,
E cantou como ninguém
Nossa saga nordestina.
*

Verso e foto de Dalinha Catunda

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

UM CANTO VINDO DO MAR


UM CANTO VINDO DO MAR
*
Quando eu chorava sozinha
Quando o destino foi duro
Vi o trovão retumbar
Vi um clarão no escuro
Um vento forte soprava
Um canto junto chegava
Lá da praia do futuro.
*
Sozinha e desprotegida
Virei criança que chora
E todo dia a cantiga
Chegava à mesma hora
Com o cheirinho do mar
Feito canção de ninar
Tão envolvente e sonora
*
Primeiro eu tive medo
Porém não fiquei aflita
Pois vinha pra me acalmar
A voz suave e bendita
O canto que me embalava
A minha alma serenava
Fiquei como quem levita.
*
Só sei que o choro cessava
Se eu ouvia o acalanto 
Na voz que me acalentava
Tinha ternura e encanto
Um pedaço da cantiga
Que vinha da voz amiga
Aprendi e ainda canto.
*
Bendito canto das águas
Que veio pra me abrandar
Bendita mãe que acalanta
A mãe que não teve altar
Iemanjá ou conceição
Delas tenho a proteção
Aqui na terra e no mar.
*
“Ela é uma moça bonita
Ela é a rainha do mar
Parrêi, parrêi, parrêi ê a
São filhos da Umbanda
E mamãe de Aruanda 
Que vem sarava.”
*
Versos de Dalinha Catunda
Foto: pat. feldman.com.br

quarta-feira, 28 de dezembro de 2016

EM DOIS MIL E DEZESSETE.

*
EM DOIS MIL E DEZESSETE.
*
Eu não faço previsão
Pois isso não me compete
Mas vai sofrer a nação
Em dois mil e dezessete.
*
Do roubo que a Globo fala
A mídia toda reflete
Eu quero ver quem se cala
Em dois mil e dezessete.
*
A Dilma foi impichada
Cassada virou manchete
Esta fora de jogada
Em dois mil e dezessete.
*
E com Eduardo Cunha
A cassação se repete
O que ele não supunha
Em dois mil e dezessete.
*
Chegou a vez de Calheiros,
Que briga feia promete
E será um dos primeiros
Em dois mil e dezessete.
*
Sei que Lula e outros tantos
Vão para o reino celeste
Canonizados e santos
Em dois mil e dezessete.
*
Mote de Geraldo Amâncio
Glosas de Dalinha Catunda.

Charge: S.Salvador – Estado de Minhas

quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

NÃO BATA NA MULHER ELA TEM PODER

NÃO BATA NA MULHER ELA TEM PODER
*
Não posso chamar de homem
Um cabra que bate em mulher.
Peço perdão ao jumento,
Mas é um jegue qualquer.
Não vale o que a gata enterra
Só presta debaixo da terra
Se é que a terra quer.
*
Não entendo uma mulher
Que por si perde o respeito
Que apanha do marido
Pra larga-lo não tem peito
Que amor próprio não tem
Humilha-se vai além
Pra não perder o sujeito.
*
E se o covarde é preso
Por causa de agressão
A Besta paga fiança
E o liberta da prisão
Por medo ou por cegueira
Vive uma vida inteira
Debaixo de opressão.
*
A paixão duma mulher
Jamais deve ser maior
Do que o seu amor próprio
Pois não tem nada pior
Do que viver humilhada
Maltratada e massacrada
Numa condição menor.
*
Nós temos mil maneiras
De acabar com a covardia
Covardes são confiantes
Essa é nossa garantia
A mulher tem sua manha
Sua astúcia é tamanha
Homem algum desconfia.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda




segunda-feira, 19 de dezembro de 2016

“AQUI NÃO TEMOS LADRÃO FALTA É JUSTIÇA.”


“AQUI NÃO TEMOS LADRÃO FALTA É JUSTIÇA.”
*
Neste Brasil de HONESTOS
É de cortar coração
Ver tanta gente inocente
Acusada de ladrão
Tudo isso me obriga
A dizer que é intriga
Coisa que não tem perdão.
*
Para todos os políticos
Eu retiro o meu chapéu
O que não é anjo, é santo,
Deveriam está no céu
E não, sendo acusado
Tendo seu nome rasgado
Com carteirinha de réu.
*
Que falta de respeito
Com as damas da nação
Que entraram na política
Cheias de boa intenção
Ajudando seus parceiros
Que hoje são prisioneiros
E só por perseguição.
*
Que povo mal agradecido
Que justiça equivocada 
Prender OS CAROS políticos 
É só pura palhaçada
O Supremo Tribunal
Anda trabalhando mal
Fere a classe injustiçada.
*
Entretanto tudo isso
Poderá chegar ao fim
Basta prender Sergio Moro
No Supremo dar um fim
E criar novo reinado
Soltar cada injustiçado
E concluir o motim.
*
Versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O DIA DA PADROEIRA

O DIA DA PADROEIRA
*
Na minha bela Ipueiras
É dia de devoção
É dia da padroeira
Tem festa tem procissão
Em homenagem a Nossa
Senhora da Conceição.
*

Foto e versos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

NESSE PAÍS DA MUTRETA DO POLÍTICO LADRÃO.

NESSE PAÍS DA MUTRETA
DO POLÍTICO LADRÃO.
*
No Brasil vejo instalado
O império da anarquia
Sem direção e sem guia
Esse é o nosso estado
Infringe a lei o senado
Supremo entra em ação
Na desgastada nação
Vejo a coisa ficar preta
NESSE PAÍS DA MUTRETA
DO POLÍTICO LADRÃO.
*
Mote e glosa de Dalinha Catunda.

Charge: JOTA A – JORNAL O DIA (PI)

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

VEJO MUITO PUXA SACO DE QUEM TEM POUCO TALENTO.

DALINHA CATUNDA
Eu vou montar no seu mote
Em cima dele glosar,
Rimar e metrificar,
Sem descompassar meu trote.
Vou lhe pegar no pinote,
Com o meu atrevimento,
E dizer nesse momento:
Sou lenha e você cavaco!
VEJO MUITO PUXA SACO
DE QUEM TEM POUCO TALENTO.
*
BASTINHA JOB
Glosar um mote assim
Com clareza, com cadência
Dalinha, com consciência,
Fez começo, meio e fim:
Num País tupiniquim
Lyra com discernimento,
Do mote fez instrumento
Toca direto no fraco:
VEJO MUITO PUXA SACO
DE QUEM TEM POUCO TALENTO!

*
VEJO MUITO PUXA SACO
DE QUEM TEM POUCO TALENTO.
Mote de Silvano Lyra

Glosas de Dalinha Catunda e Bastinha Job