Seguidores

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

UM FADO DE ALÉM-MAR


UM FADO DE ALÉM-MAR
*
A lua apontou no céu
A brisa soprou-me a tez
Do rosto tirei o véu
Senti sem desfaçatez.
*
Senti sem desfaçatez
O bafo da madrugada
Lambendo minha nudez
Na janela eu debruçada.
*
Na janela eu debruçada
Tendo o vento como açoite
Lasciva desvirtuada
Beijei a boca da noite.
*
Beijei a boca da noite
E no sublime beijar
Eu alonguei o pernoite
E me envolvi ao luar.
*
E me envolvi ao luar
Na minha lascividade
Foi um fado de além-mar
Autor da ludicidade.
*
Verso e fotos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

MULHERES CORDELISTAS DO VIRTUAL AO IMPRESSO














A boa surpresa de Vânia Freitas, no VI ENCONTRO DE POETAS CORDELISTAS NA CIDADE DE IPUEIRAS.
A cordelista, Vânia Freitas, que sempre se dispõe a participar da troca de versos, das pelejas virtuais, achou pouco participar desses desafios apenas via internet e se dispôs a editar dois cordéis com motes de mulheres.
Glosando o mote de minha autoria: BIQUEIRA FAZ MELODIA/QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO,
Mote esse, por duas vezes glosado em minha página, no face, Vânia fez um apanhado e editou um cordel.
Mote de Dalinha Catunda desenvolvido em 2017, pelos seguintes autores:
Dalinha Catunda
Raiz Nordestina (Zé Ferreira)
Davi Ferreira
José Lacerda
Rainilton Viana
Edson Francisco
Vânia Freitas
Luiz Ferreira Liminha
Em 2019 o mote voltou a ser apresentado e glosado com participação dos seguintes autores:
Dalinha Catunda
Bastinha Job
Gevanildo Almeida
Antônio Cassiano
Silvano Lyra
Tata Brito
Sueli Diniz
Chico Mulungu.
O segundo mote glosado foi da autoria de Vânia Freitas:
VINHO QUE POETA BEBE/ É VINHO DE INSPIRAÇÃO.
Poetas que acompanharam Vânia nesse mote:
José Fonseca
David Ferreira
Dalinha Catunda
Bastinha Job
Socorro Alencar
Josy Maria
Maria Luciene
Rosário Pinto.
Agradecer a  poetisa Vânia Freitas, o presente, e dizer que já estão em minha Cordelteca em Ipueiras. Foi uma ótima surpresa. Você é uma cordelista, que participa, que interage e que nos encanta sempre.
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

LENHA NA LOCOMOTIVA


LENHA NA LOCOMOTIVA
*
Eu comprei sua passagem
E guardei o seu lugar
No trem da felicidade
Imaginei viajar
Arquitetei cada rito
O sonho era bonito
Mas não vi você chegar
*
Pra não perder a viagem
Programei nova ilusão
Sempre tem alguém querendo
Um espaço num vagão
E depois pensando bem
Nunca fui de perder trem
Dei-me bem na condução.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

UM PEQUENO RELATÓRIO DO ENCONTRO


UM PEQUENO RELATÓRIO DO ENCONTRO
*
Nesse Encontro de poetas
Eu acabei foi lucrando
Foram tantos os presentes
Que eu ainda estou contando
De vestimenta a comida
E dos doces a bebida
Estou contabilizando.
*
De Socorro e de Jean
Uma cadeira eu ganhei
Daquelas feitas de pano
Porém não dependurei
Quando ao Ceará voltar
No alpendre vou botar
Eu já esquematizei.
*
Recebi de Lindicássia
Uma touca de presente
Uma touca bem bonita
Uma peça diferente
Que dá um charme danado
A flor que ela traz do lado
Enfeito o rosto da gente.
*
Um chicotinho de couro
Foi Chico Neto quem deu
Uma lembrança singela
Porém que me comoveu
Lembrei o velho vaqueiro
Que passava em meu terreiro
E no tempo se perdeu.
*
Ivonete de Morais
Trouxe lá de Fortaleza
Um brinco todo invocado
Eu achei uma beleza
Eu sou igual à cigana
Que com brinco se engalana
Mesmo não sendo princesa.
*
Trouxe Anilda Figueiredo
Um vestido de babado
Não sei se é seda ou crepe
Mas tem flor pra todo lado
Ele ficou bem em mim
Meu vestido é um jardim
Só falta ser perfumado.
*
Rosário Pinto me deu
Um chapéu feito de palha
Tão bonito, tão bem feito,
Nele eu não encontrei falha
Eu vou guardar para usar
Quando eu for participar
Da trilha lá em Barbalha.

*
Vânia Freitas animada
Veio com biscoito e vinho
Porém meu filho mais novo
Comeu o pote sozinho
Pois biscoito de polvilho
Não é demais pro meu filho
Come o que tiver tudinho.
*
Chica Emídio faz a festa
Quando vem pro meu rincão
Traz o seu Chapéu de Couro
Com gosto de tradição
É iguaria esperada
Nessa festa organizada
Nas quebradas do sertão.
*
Denise Primo poetisa
Das bandas do cariri
Fez a minha alegria
E do pessoal daqui
Trouxe o doce mais gostoso
Realmente saboroso
Tijolo de Buriti.
*
De tudo quanto era bom
Ernane trouxe um bocado.
Pitomba e seriguela,
E o amendoim torrado
Trouxe batida também
Rapadura que faz bem
Biscoito doce e salgado.
*
Saneide mandou um bolo
Disse ao Sergio pra levar.
Chica, Anilda e Lindicássia
Denise pra completar
Meteram a mão no bolo
E Fizeram o maior rolo
Na hora de me entregar.
*
A banana do Dideus
Não deu para quem queria
E só sobrou mesmo o talo
Pra onde eu olhava via
Gente metida a bacana
Se acabando na banana,
E eu gritando: Ave Maria!
*
Versos de Dalinha Catunda
Fotos emprestadas


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

MULHERES DO CORDEL FAZENDO LANÇAMENTO NO CEARÁ


Cordel de Saia lança cordel coletivo no Teatro Saberes do Sertão em Ipueiras-Ce.

O blog Cordel de Saia marca presença no VI Encontro com Poetas Cordelistas no Cantinho da Dalinha, Com o lançamento de um cordel coletivo.
O cordel coletivo e as pelejas virtuais são atividades do Cordel de Saia, que nascem das interações entre poetas nas redes sociais.
Desta feita, As Mulheres do Cordel, glosaram um mote de minha autoria.
“Se tem mulher no cordel
Você te que respeitar”
Agradeço a participação das excelentes cordelistas que enriqueceram essa coletânea.
*
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.
Mote: Dalinha Catunda
1
O homem é mestre no verso,
e a mulher nunca se acanha,
rodando a saia com manha,
Ingressa nesse universo.
Encara tema diverso
Na cultura popular,
Ocupando seu lugar,
ela faz bem seu papel.
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.
Dalinha Catunda
2
A mulher só aglutina
Com sua sabedoria
Canta noite, canta dia
Burilando sua rima
Tem calma, não desatina
O seu lema é cantar
O verso metrificar
Já provou não ser bedel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
Rosário Pinto
3
Homem tem nó no pescoço
Mulher tem dengo e tem manha
Tem respeito e não apanha
E quando agarra no osso
Pode ser idoso ou moço
Tá difícil de soltar
Os dois se dana a rimar
Cada um no seu papel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.
Anilda Figueiredo
4
Se o verso não for matuto
Respeitem a nossa língua
Ela está morrendo á míngua
Num português dissoluto;
Com verso mau não disputo
Regra é pra orientar
Existe pra ensinar
Não versejar à revel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
Bastinha Job
5
O direito à igualdade
Sempre foi nossa bandeira
Seguindo numa trincheira
Lutamos por liberdade
Dentro da sociedade
Marcamos nosso lugar
Conseguindo conquistar
Seu registro em papel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR
Creusa Meira
6
Merecemos mais respeito
E mais valorização
Mais amor no coração
Deixar de ter preconceito
Temos os mesmos direito
Aqui e em todo lugar
No papel e no pensar
Nosso instinto é fiel
SE TEM MULHER NO CORDEL
VOCÊ TEM QUE RESPEITAR.
Lindicássi Nascimento

RENOVAÇÃO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS





A RENOVAÇÃO DO SAGRADO CORAÇÃO DE JESUS.

O VI ENCONTRO DE POETAS CORDELISTAS EM IPUEIRAS realizado no sítio, CANTINHO DA DALINHA, em 19 de janeiro de 2019, teve seu momento de oração na capela de São de Sebastião.

As atividades foram abertas com a celebração da renovação do Sagrado coração de Jesus.

Conduzindo o ritual tivemos: Sergio Pereira, Anilda Figueiredo, Lindicássia Nascimento e Chica Emídio.

Além dos convidados para o evento de Literatura de Cordel, estiveram presente na renovação os moradores da Vila Jorge ligados a igreja católica, trazendo a participação das crianças que praticam o catecismo.

Foi tudo muito bonito, muita gente na capela interagindo na renovação.
Agradeço a Deus pai e Nossa Senhora por tudo ter dado certo, agradeço meu povo querido do Cariri que conduziu a celebração e a todos que lá estiveram.

Dalinha Catunda

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

VI ENCONTRO DE POETAS e CORDELISTAS em IPUEIRAS

VI ENCONTRO DE POETAS e CORDELISTAS em IPUEIRAS
Só me deu grande prazer
Poetas eu encontrar
Nesse evento cultural

Cada um eu abraçar
Com total descontração
Não faltou animação
Naquele belo lugar.


A Chácara de Dalinha
É mesmo maravilhosa!
Essa exímia cordelista 
E anfitriã, virtuosa. 
Tem alpendres para armar
Nossas redes pra deitar
Numa brisa tão gostosa!

Tem também as belas chácaras
São todas especiais
Aconchega os poetas
Com seus jeitos naturais
Tudo é só alegria
Num ambiente de harmonia
Gratidão não é demais.

VI ENCONTRO de Poetas
Cordelistas talentosos
Apresentando seus versos
Todos são maravilhosos
Cantando e declamando 
As cordelistas dançando
Com seus jeitos primorosos.

Um Evento nesse nível 
Jamais vou esquecer
Um valorizando o outro
só nos faz enriquecer
Com essa boa união
Cordelistas em ação
Nos dando grande prazer.

Minha eterna gratidão
A cordelista Dalinha
É mulher determinada
Que anda na boa linha
Fica aqui o meu abraço
Que enriquece o nosso laço
Na amizade que se alinha.

Autora: Ivonete |Morais / cordelista
Janeiro/2019

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

RODA DE GLOSAS


RODA DE GLOSAS
*
BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO.
1
DALINHA CATUNDA
O dia acorda nublado,
Pro sertanejo, bonito!
As nuvens cumprem seu rito,
Na trama do desfiado.
Vejo o céu todo tomado,
E as bravatas do trovão.
Chuva cai molha o sertão
Findando nossa agonia.
BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO.
2
BASTINHA JOB
A chuva ao cair na terra
Levanta a nossa esperança
Seu ritmo é linda dança
Que enche o verde da Serra;
É a promessa que encerra
Um pedido, uma oração
O fim da grande aflição
Em feitio de poesia:
"BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO "
3
GEVALNILDO ALMEIDA
Vejo essa coisa bonita,
Parece pano de véu,
Deus peneirando do céu,
Esta lindeza infinita,
De todas a favorita,
Vindo da imensidão,
Cada pingo uma emoção,
No telhado se aprecia,
BIQUEIRA FAZ MELODIA,
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO.
4
ANTONIO CASSIANO
Ver-se o sorriso estampado
No rosto do sertanejo
Quando avista o lampejo
Do relâmpago no telhado
E o trovão com seu roncado
Nas quebradas do sertão
O suspiro de emoção
Parece uma sinfonia
BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO
6
SILVANO LYRA
Produzir som ambiente
Um grande especialista
Exerce toda conquista
Sem nunca ser estridente
Respinga harmonicamente
Sonorizando na ação
Causa em nós bela impressão
Ser orquestra o que se ouvia
BIQUEIRA FAZ MELODIA
QUANDO O PINGO CAI NO CHÃO.
*
Foto e mote de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

DESPIDA DE PRECONCEITO


DESPIDA DE PRECONCEITO
*
Rezo pra Nossa Senhora
Com fé diante do altar
Ladainhas e benditos
Sempre gostei de cantar
E cheia de devoção
Acompanho procissão
Nas novenas do lugar.
*
Ouvindo pontos de umbanda
Junto começo a cantar
Cheia de requebrados
Faceira chego a dançar
E você nem acredita
Igual a moça bonita
Eu faço a gira girar.
*
Cantarolo um canto gospel
Apesar de não ser crente
A beleza d’um louvor
Não me deixa indiferente
Despida de preconceito
Respeito e também aceito
Quem de mim é diferente.
*
Se seu time não é o meu
Isso não me contrafaz.
Se seu partido é outro
Isso pra mim tanto faz
Só cultiva a amizade
Quando há diversidade
Quem realmente é capaz.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda
Cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Vinha que poeta bebe/É vinho de inspiração


*
Com a musa conivente
Aos poucos eu me embriago
Cada palavra que trago
Confesso sorvo contente
Desse divino presente
Eu sinto a penetração
E dou luz a criação
Que minha verve concebe
VINHO QUE POETA BEBE
É VINHO DE INSPIRAÇÃO.”
*
Mote de Vânia Freitas
Glosa de Dalinha Catunda