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terça-feira, 9 de agosto de 2016

RAFAELA SILVA É OURO


RAFAELA SILVA É OURO
*
Nosso ouro é Rafaela,
Magistral em sua trilha.
É uma Silva que Brilha!
É ouro que se revela!
Ao pódio seu nome atrela,
Trazendo felicidade
Pra sua comunidade,
E para nação inteira.
Salve a menina guerreira!
Mulher de capacidade!
*
Décima de Dalinha Catunda
Foto: metropole.com 

quarta-feira, 3 de agosto de 2016

NÃO TEM JEITO QUE DÊ JEITO NO SUJEITO MAL-AMADO.



NÃO TEM JEITO QUE DÊ JEITO
NO SUJEITO MAL-AMADO.
*
A pior coisa do mundo
É conviver com alguém
Que só prepotência tem
E um mau humor profundo
É um coitado no fundo
E fica evidenciado
O ser humano frustrado
Pelo capeta é eleito
NÃO TEM JEITO QUE DÊ JEITO
NO SUJEITO MAL-AMADO.
Mote e glosa de Dalinha Catunda

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

PEGA NO SERTÃO

PEGA NO SERTÃO
*
É vaqueiro é boiada
É caatinga é barbatão
É o suor escorrendo
É boi preso no mourão
É espinho de jurema
É o gemido da ema
É a saga do sertão.
*
O vaqueiro entra na mata
Campeando sai ferido
Mete a espora ganha o boi
E num aceno atrevido
Seguindo seu coração
Cavalga com emoção
Rumo ao amor proibido.
*
E depois do boi no chão
Depois da queda bendita
O vaqueiro apaixonado
Olha pra moça bonita
Apos tirar o chapéu
Pra ela entrega o troféu
Que alegre nem acredita.
*
Nas contendas do agreste
Nas pelejas do sertão
O vaqueiro aguerrido
Tem no laço precisão
Mulher só laça na manha
O boi derruba na sanha
E se sagra campeão.
*

Foto e versos Dalinha Catunda

quinta-feira, 28 de julho de 2016

QUEM SUSPIRAVA POR MIM AGORA RONCA AO MEU LADO.

QUEM SUSPIRAVA POR MIM
AGORA RONCA AO MEU LADO.

*
GREGÓRIO FILOMENO
Tem alegria e crueza
A vida que a gente passa
A juventude tem graça
A velhice tem tristeza
Quem teve tanta beleza
Ver-se agora em mau estado
Quem foi rosa no passado
Hoje é talo de capim
QUEM SUSPIRAVA POR MIM
AGORA RONCA AO MEU LADO.

*
DALINHA CATUNDA
Pois a vida é deste jeito
E não tem como negar
Quem viveu pra me amar
Continua no meu leito
Mesmo sendo bom sujeito
Ele tem me atazanado
Toda noite tem peidado
Enfestando o camarim
QUEM SUSPIRAVA POR MIM
AGORA RONCA AO MEU LADO.

*
Foto de Dalinha Catunda
Amigos, apenas uma brincadeirinha de poetas.

Não sabemos o autor do mote. Se alguém souber colocaremos a autoria.

segunda-feira, 25 de julho de 2016

DO TREM SÓ A SAUDADE

DO TREM SÓ A SAUDADE
*
Era tempo de alegria
Nos trilhos do meu sertão
O trem que ia e voltava
Carregava em seu vagão
Fantasia aventureira
A ilusão passageira
Marcando cada estação.
*
Alegria na chegada
O choro da despedida
Entre abraços e promessas
Velhos dramas da partida
No lenço a dor da saudade
Fruto da felicidade
Que o coração deu guarida.
*
O tempo se vai ligeiro
Mas o trem fica parado
A lembrança no presente
Faz o seu sacolejado
E nesse seu movimento
Transporta meu pensamento
Aos bons tempos do passado.
*

Fotos e Versos de Dalinha Catunda

domingo, 24 de julho de 2016

TEMPO NUBLADO

 TEMPO NUBLADO
*
O tempo ficou bonito
Entretanto não choveu
Torres bordavam o céu
Mas veio o vento e varreu
A chuva foi só sereno
Pra molhar o meu terreno
Com prece pouca não deu.
*
Você pegou a viola
E cantou para chover
Um coração ressequido
É duro de amolecer
Promessa nem simpatia
Trará de volta a magia
Que parou de escorrer.
*

Versos e fotos de Dalinha Catunda

sexta-feira, 22 de julho de 2016

NUNCA VI COISA MAIS LINDA!

NUNCA VI COISA MAIS LINDA!
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Nunca vi coisa mais linda
Que uma noite de luar
Duas almas, dois amores
Dois corpos presos no ar
A nudez do pensamento
Unindo um só sentimento
E a lua a enamorar.

*
DALINHA CATUNDA
Nunca vi coisa mais linda
Em noite de lua cheia
Um casal de namorados
Deitando depois da ceia
Se balançando na rede
Tacando o pé na parede
Enquanto a lua clareia.

*

sábado, 16 de julho de 2016

MORTE DO DIA




MORTE DO DIA
*
GREGÓRIO FILOMENO
Por estrada ou avenida
Seguindo seu próprio mapa
Cada dia é uma etapa
Que a gente cumpre na vida
Mas cada légua é vencida
Numa escala decrescente
Onde cada expediente
Desfigura uma utopia
TODA VEZ QUE MORRE UM DIA 
MORRE UM PEDAÇO DA GENTE.

*
DALINHA CATUNDA
Eu vivo cada minuto
Da vida que Deus me deu.
Meu fado quem faz sou eu,
Do meu jeitinho astuto.
Não levo rastro de luto
Nas passadas do presente,
Pois mesmo sendo temente
Não me apego a profecia:
TODA VEZ QUE MORRE UM DIA 
MORRE UM PEDAÇO DA GENTE.



segunda-feira, 4 de julho de 2016

A MINHA JANGADA...

A MINHA JANGADA...
*
O mar parece sereno
O sol tinge o infinito
Feito Juvenal Galeno
Eu tento cantar bonito
Vou preparando terreno
Enquanto a paisagem fito.
*
Minha jangada de vela
Das trovas de Juvenal
Quanta saudade revela
Chego a sentir o terral
Até parece uma tela
Mas o cenário é real.
*
Versos de Dalinha Catunda

Foto de Cayman Moreira

TERREIRO DE AMOR

-TERREIRO DE AMOR---
*
GREGÓRIO FILOMENO
Minha casa não tem muro
Nem cerca eletrificada
Tem de lado uma latada
E um pé de moleque duro
Mas eu me sinto seguro
De nada tenho pavor
E o meu galo cantador
Me acorda ao romper d'aurora
NINGUÉM ME BOTA PRA FORA
DO MEU TERREIRO DE AMOR.
*
DALINHA CATUNDA
Não tenho papel passado
Mas me casei mesmo assim
Amancebada sou, sim!
Tenho amor assegurado
E quem vive ao meu lado
Vive a vida com sabor
Até canta em meu louvor
Qu’é feliz não ignora
NINGUÉM ME BOTA PRA FORA

DO MEU TERREIRO DE AMOR.
*
Mote de Gregório Filomeno
XILO de Carlos Henrique