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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

RECEBENDO OS LOUROS



RECEBENDO OS LOUROS
Ainda estou encantada com minha ida a Teresina, quero aqui agradeço o presidente da Academia Piauiense de Literatura de Cordel – APLC, Pedro Nonato da Costa, que em nome da academia concedeu-me a Comenda de Mérito Cultural, Poeta Firmino Teixeira do Amaral.
Agradeço também a Pedro Costa e Luis Carlos, a inclusão do meu mais recente cordel, “Quem Nasceu Pra Lampião Jamais será Lamparina” na conceituada revista “DE REPENTE” que completou vinte anos de existência.
Texto e fotos de Dalinha Catunda



terça-feira, 25 de novembro de 2014

QUEM NASCEU PRA LAMPIÃO JAMAIS SERÀ LAMPARINA


QUEM NASCEU PRA LAMPIÃO JAMAIS SERÁ LAMPARINA

1
Amigo vou lhe dizer
Preste bastante atenção,
Cada um tem o seu gosto
E toma sua decisão
Há coisa que não aceito
Mexer no cu do sujeito
Que está debaixo do chão.
2
Eu não tenho preconceito
E nem sou ruim da bola
Tô contestando um boato
Que não entra na cachola
Por tudo que ouvi falar
Não posso acreditar
Que Lampião foi boiola.
3
Valhei-me meu São Francisco
E “Padim Ciço” Romão
Mexeram com Virgulino
Que foi terror no sertão
Querem mudar sua ficha
Dizer que o cabra era bicha?
Cabimento não tem não!
4
Quando eu inda morava
No meu rincão nordestino
Nas conversas das calçadas
Citava-se Virgulino
O capitão cangaceiro
O temido bandoleiro
Causador de desatino.
5
Carregou Maria Déia
Dela fez sua companheira,
Com ela cantou, dançou
Ao som da mulher rendeira
Tiveram a mesma sorte
Viveram até a morte
Uma paixão verdadeira.
6
E nem venham me dizer
Que Maria era infiel
E que o Rei do Cangaço
Andou queimando o anel
Isso é pura fantasia
Pra não dizer heresia
De mente suja e cruel
7
Com ela teve uma filha
Batizada de Expedita
Que não viveu no cangaço
Pra não provar da desdita
Lampião deixou herdeira
Fez filho na companheira
Não fugiu da periquita.
8
O Virgulino Ferreira
Gostava de artesanato
E por ser bom artesão
Vestia-se com aparato
Tinha lá o seu costume
De usar um bom perfume
Mas com pica não fez trato.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

EU E O FACEBOOK

EU E O FACEBOOK
*
CUTUCAR
*
Se você me cutucar
Eu lhe cutuco também,
A cutucada que vai
É resposta da que Vem,
E aqui na minha mente
Vira verso de repente
Do modo que me convém.
*
CURTIR
*
Quando o caso é curtir
Tenho minha restrição
No face se curti tudo
Qualquer tipo de ação
Curte-se morte, acidente,
Desgraça de muita gente
Somos mesmo é sem noção!
*
COMENTAR
*
Um comentário embasado
É sempre bem recebido.
Uma boa gargalhada
Gosto muito e faz sentido.
Da crítica, do elogio,
Brota sempre o desafio
No reino do destemido.
*
Compartilhar
*
Cada um tem seu espaço,
Seu seguimento e olhar
Acho um tanto delicado
Se o caso é compartilhar
Muitas vezes a invasão
Não tem a aprovação
De quem vem a partilhar.
*
AMÉM
*
Não gosto de ver desgraça
Não sou de dizer amém
As tais notícias chocantes
A minha atenção não tem
Continuo impertinente
E vou quebrando corrente
Seja do mal ou do bem.
*
SELFIE
*
Na foto cheia de dentes
A selfie de cada dia.
Abundam Caras e bocas
Falso mundo de alegria.
A dona felicidade
É ilusão, não verdade,
Que desponta e contagia.
*
Texto de Dalinha Catunda
Imagem: http://www.metro1.com.br/

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A COLCHA DE RETALHOS


A COLCHA DE RETALHOS

*
Essa colcha de retalhos
Decorando minha cama
Foi um mimo que ganhei
Presente de uma dama.
Afamada cordelista,
Que tenho na minha lista
Como rainha dos versos
Sabe tudo de cordel
Faz bonito seu papel
Pois conhece esse universo.
*
Bastinha muito obrigada
Por tão bonito presente
Com a colcha de retalhos
Fiquei de fato contente
E também mais animada
Com esta cama enfeitada
O quarto chama atenção
E ninguém passa batido
Até mesmo meu marido
Aprovou a inovação.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

domingo, 2 de novembro de 2014

NOVEMBRO AZUL


NOVEMBRO AZUL
*
DALINHA CATUNDA
.
O homem que tem visão
Busca sempre a plenitude
Tanto cuida da aparência
Como cuida da saúde
E neste novembro azul
Quero ver de norte a sul
A resultante atitude.
*

ADELMO VASCONCELOS
.
O exame que se fala
É um caso singular
Uma só dedada para
Se diagnosticar
Eu aqui não faço onda
Mas, meu amigo, responda
E se o cara gostar?
*
DALINHA CATUNDA
.
Este exame realmente
É de fato singular
O cabra deve fazer
Sem jamais se descuidar!
Porém se gostar do dedo
Logo ele perde o medo
E acaba por relaxar...
*
BASTINHA JOB
.
Caso o homem tenha medo
de levar uma dedada
conto aqui um bom segredo
que dá uma aliviada
vá a médico japonês
é famosa a pequenez

e o "frufru" não sente nada!
*
DALINHA CATUNDA
*
Se o cabra for macho mesmo
Não precisa disso não
O médico pode até ser
Um afrodescendentão
E mesmo vendo estrelinha
O cabra não sai da linha
Sentindo o dedo em ação.
*
ADELMO VASCONCELOS
É verdade verdadeira
Você falou, disse tudo
Meu PSA é baixo
Mas não vejo como escudo
O assunto é importante
Vamos levar adiante
Essa fonte de estudo.
*

DALINHA CATUNDA
.
Por medo e por preconceito
O homem se prejudica
Isso é fato consumado
Tem pesquisa que indica
Para fugir do ataúde
Cuide de sua saúde
Pois essa é minha dica.
*
ADELMO VASCONCELOS
.
 Esse conselho é bom
Tem importante papel
Ele serve pra gari
Deputado, coronel
Todo homem consciente
Entende esta vertente
Do folheto de cordel.
*
DALINHA CATUNDA
.
E só segue esse conselho
Quem tem rumo e juízo
Quem se negar a fazer
Vai ficar no prejuízo
Um toque não vale nada
É com a luva azeitada
Nunca fiz, mas ajuízo.
*
ADELMO VAS CONCELOS
.
Você que é homem forte
Inteligente, altivo
Cuida-se perfeitamente
Mostra-se compreensivo
Não recusa prescrição
Sabe que a prevenção
É que vai mantê-lo vivo.
*
DALINHA CATUNDA
.
Homem deixe de besteira
Não queira passar por tolo
O dedo que faz o teste
É o chamado fura bolo
É um dedinho de nada
Não precisa de zoada
No exame não tem rolo.
*
Dalinha Catunda
.
Fazer exame de próstata
Não é coisa d’outro mundo
A posição é ingrata
Mas você precisa ir fundo
Pra não sofrer desengano
Volte uma vez por ano
Seu ganho será profundo.
*
Versos de Dalinha Catunda, Adelmo Vasconcelos e Bastinha Job.