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quarta-feira, 13 de maio de 2015

SANTUÁRIO DE FÁTIMA EM IPUEIRAS

SANTUÁRIO DE FÁTIMA EM IPUEIRAS
*
No alto da serra grande
Santuário para orar
Chegando a Nova Fátima
Os fiéis vão encontrar
Cheia de luz e de flores
E o povo com seus louvores
Para rainha no altar.
*
Tem cortejo tem romaria
Tem a santa no andor
O povo paga promessa
E agradece com fervor
Tem foguetes explodindo
E o povo se redimindo
Demonstrando fé e amor.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

A imagem mede 13,5 metros de altura, sob uma base de 5,2 metros de altura, que abriga um santuário com capela de 106 metros quadrados

terça-feira, 12 de maio de 2015

O CIRCO CHEGOU!
*
A cidade se alegrava,
Era grande a agitação.
Molecada se assanhava,
Cheia de satisfação.
Faziam estardalhaço
Correndo atrás do palhaço
Começava a animação.
*
Era o circo que chegava,
Mudando toda rotina,
Do meu pequeno lugar
Minha terra nordestina
Trazendo felicidade
Pra minha amada cidade
Nos meus tempos de menina.
*
No finalzinho da tarde,
O Palhaço as ruas ia,
Subia em pernas de pau,
Nem sei como não caía.
Atrás dele a criançada
Ia toda alvoroçada
Ao palhaço respondia:
*
“-Hoje tem espetáculo?
-Tem, sim senhor!
- Às sete horas da noite?
-Tem, sim senhor!
-Hoje tem marmelada?
-Tem, sim senhor
-As sete horas da noite?
-”Tem, sim senhor”
 *
Assim de rua em rua
Girava pela cidade.
Trazendo ao interior,
Alegria de verdade.
Atraindo a população,
Carente de animação
Carente de novidade.
O coro da meninada,
Ouvia-se ecoar
E o palhaço caprichava,
No seu jeito de cantar.
“-Eu vou ali e volto já,
- “Vou comer maracujá”
Como é gostoso lembrar!
*
Entre uma cantiga e outra
A turma escuta o que quer
“-E o palhaço o que é?
-É o ladrão de mulher!”
Era tanta  alegria
Que o povo feliz sorria.
Duma bobagem qualquer.
*
“-Olha a moça na Janela”
Todos – “Olha a cara dela!”
Se repetia o palhaço
Em sua moda singela
Buscando a simpatia
Do povo que assistia,
Seu canto na passarela
*
-E quem responder mais alto
Ingresso pro circo tem!
“-O que é que a velha tem?”
“-Carrapato no sedém!”
Vamos: “ arrocha negrada!”
E gritava a molecada
Fazendo graça também.
*
Não sei se minha saudade,
Também bate com a sua.
Não posso ver um palhaço
No circo ou mesmo na rua.
Que cantarolo baixinho
Com saudade e com carinho
O canto que se perpetua:
 *
“Ô raio, o sol, suspende a lua.
Olha o palhaço no meio da rua...”
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 7 de maio de 2015

ALVORADA CARIOCA


ALVORADA CARIOCA
*
Olho da minha Janela
Vejo a aurora chegar
O sol querendo apontar
Deixa a paisagem mais bela
O céu parece uma tela
Gigante, estonteante,
Colorindo o horizonte
Desse Rio de Janeiro
Que já acorda faceiro
Majestoso e radiante.
*

Texto e fotos de Dalinha Catunda 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

TRISQUEI NA MALÍCIA

TRISQUEI NA MALÍCIA
*
Passei perto do açude,
Vi a malícia ao passar.
Ela estava radiante!
Dengosa a se refrescar.
Eu disse: Teu pai morreu!
Trisquei ela entristeceu,
E começou a murchar.
*
Foi num dia de preguiça
De céu azul e sol quente
Que eu toquei na malícia
E disse bem eloquente:
Malícia teu pai morreu
E tua mãe esta doente.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

domingo, 19 de abril de 2015

E A CHUVA CHEGOU



E A CHUVA CHEGOU!
*
A chuva chegou de vez
Trazendo transformação
A saparada faz festa

Saudando a nova estação
O canto da passarada
Saúda a nova jornada
Que traz vida pro sertão.
*
O sertão trocou de roupa
Volta o tempo da bonança
Na paisagem brota o verde
Carregado de esperança
O rei sol faz feriado
E sertanejo animado
Prepara sua festança.
*
O açude já encheu
Da grota escuto a zoada
O rio já deu enchente
A água corre toldada
Diante da correnteza
Eu testemunho a beleza
Que chega com a invernada.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

segunda-feira, 9 de março de 2015

A COR DA SAUDADE


A COR DA SAUDADE
*
A saudade quando pinta
Não há cor pra traduzir
É martelo na lembrança
Batendo a se repetir
É dor açoitando o peito
Olho e não vejo direito
Porque só sei é sentir.
*
Versos e foto Dalinha Catunda

sexta-feira, 6 de março de 2015

Homenagem a Violante Pimentel

Para Violante Pimentel
*
Mulher de sorriso aberto
Amante da poesia
No sorriso retratado
Demonstra sua alegria
Mas guarda também saudade
Da velha felicidade
Que já desfrutou um dia.
*
E como o tempo não para
Apesar de aposentada
Não faz da vida rotina
E sempre bem humorada
Exercita sua cultura
Entrega-se a literatura
Nessa arte é graduada.
*
Aventura-se nos versos
Faz muito bem sua prosa
E divulga seus amigos
Com nota elogiosa
Quando é solicitada
A resposta sempre é dada
De maneira generosa
*
Neste dia da mulher
Quero homenagear
Essa amiga virtual
Que veio para somar
Violante Pimentel
É bonito seu papel
Quero aqui lhe abraçar.
*
Versos de Dalinha Catunda
Foto Violante Pimentel

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Cidade Maravilhosa - 450 Anos

CIDADE MARAVILHOSA
QUATROCENTOS E CINQUENTA ANOS
1
Quatrocentos e cinquenta
Anos vai fazer o Rio
Agora em dois mil e quinze
E pelo que desconfio
Vai ser festa o ano inteiro
Para o Rio de Janeiro
Cidade que aprecio.
2
A cidade ornamentada
Nova idade comemora
Desde o começo do ano
Nos festejos se aprimora
O Rio está em festa
E o povo se manifesta
Logo na primeira hora.
3
Com a mensagem do Papa
Com oferendas no mar
Com telões em toda orla
E o povo a se aglomerar
Na passagem deste ano
Saiu do papel o plano
Pro Jubileu celebrar
4
O Papa Francisco lê.
Uma importante mensagem
É um presente divino
E que sublime homenagem!
Para essa gente ditosa
De fibra e bem corajosa
Numa feliz abordagem.
5
A noite chegou festiva
Um novo ano raiou
Na praia de Copacabana
Um letreiro se avistou
O mundo inteiro comenta
Quatrocentos e cinquenta
No mar do Rio brilhou.
6
Também quero celebrar
Esse Rio de Janeiro
Que completa ano em março,
Logo no dia primeiro
A Deus peço inspiração
Pra cantar com precisão
Sem me perder no Roteiro.
7
Neste meu canto agreste
Bem repleto de emoção
Rogo ao Santo padroeiro
Que é São Sebastião
Que proteja esta cidade
De toda nocividade
Dela seja o guardião.
8
Eu rezo para São Jorge
No templo ou no terreiro
Como o povo carioca
Tenho fé neste guerreiro
Vermelho gosto de usar
Quando saio pra rezar
Frente ao santo milagreiro.
9
Na igrejinha da Penha
Promessas eu já paguei
Subi toda escadaria
Ajoelhei-me e rezei
E mantendo a minha fé
Eu continuo de pé
Neste Rio que adotei
10

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

CINZA E VENDAVAL

Cinza e vendaval
*
Já se foi o carnaval
Com ele a falsa alegria,
A cinza não alivia
Nosso maior vendaval.
Hoje o roubo é banal,
Falta água e falta luz,
E mente quem nos conduz!
Saqueiam nossa nação,
Padece a população
Carregando a sua cruz.
*
 Foto e versos de Dalinha Catunda

domingo, 8 de fevereiro de 2015

GEMEDEIRA DE BEBUM

GEMEDEIRA DE BEBUM
*
Quando você quis partir
Eu não fique lhe prendendo
Na verdade até dei corda
Sei que não saí perdendo
Mas você se arrependeu
Ai, ai, ui, ui
Hoje está por mim roendo.
*
Um amigo me contou
Que você chorou por mim
Atolado na cachaça
Na porta do botequim
Confesso não tive pena
Ai, ai, ui, ui
Aqui só tomava gim.
*
Você escolheu seu rumo
Mudou-se pra outra praça
Ganhei minha liberdade
E fiquei achando graça
Enquanto você soluça
Ai, ai ui, ui
Tragando sua desgraça.
*
Dê um pouco para o santo
Tome um gole de aguardente
Faça um brinde ao nosso amor
Que não morreu de repente
Continue a choradeira
Ai, ai, ui, ui,
Que prossigo indiferente.
*
Versos de Dalinha Catunda
Xilo de Erivaldo