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terça-feira, 18 de abril de 2017

NOS PALCOS DE FORTALEZA


No ia 13 de abril, participei do significante evento no CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE a convite da Rede Mnemonize de Mulheres Cordelistas, Trovadoras e Repentistas, quem tem em sua direção nada mais nada menos que a competente Josy Maria abrindo espaço para a nossa cultura.
Juntas e misturadas fizemos um ótimo movimento. A tendência é crescer esse movimento de mulheres onde a capacidade e a coragem de seguir adiante nota-se em cada apresentação.

Só tenho a agradecer essa trupe maravilhosa que me acolheu tão bem.

CENTENÁRIO DE PEDRO MARTINS ARAGÃO


CENTENÁRIO DE PEDRO MARTINS ARAGÃO
Dei início a minha jornada cultural na cidade de Ipueiras no Ceará, que se estenderá ate o final de abril. Participei da celebração do Centenário de Pedro Martins Aragão.
A convite de Dolores Maria, neta do homenageado, escrevi em versos, a saga deste empreendedor que muito contribuiu para a crescimento da cidade de Ipueiras.
O cordel: CENTENÁRIO DE PEDRO MARTINS ARAGÃO, é o primeiro folheto de uma sequencia de cordéis que farei com figuras que se destacaram na história de minha terra natal.

terça-feira, 4 de abril de 2017

RASGANDO SEDA














RASGANDO SEDA
*
BENTO RAIMUNDO
Meus parabéns a Dalinha
Poeta que quero bem
Pelo trabalho que faz
E o talento que tem
Pois uma mulher Dalinha
Não abre nem para o trem.
*
DALINHA CATUNDA
Bento Raimundo mantém
Fama de bom sanfoneiro
Cantador bom no repente
Competente violeiro
Tanto toca para elite
Como toca no terreiro.
   

domingo, 19 de março de 2017

SEM CARNE E SEM PAPELÃO















SEM CARNE E SEM PAPELÃO
*
VOU LOGO AVISAR:
Prefiro comer Preá
Galinha,Camaleão,
Tripa de Bode,Jabá
Ou um bife do Oião
Rolinha,Curimatã
Carne de Teiú e Rã
Passarinha,Camarão,
Ou espetinho de Gato.
Só não ponha no meu prato
Mistura com papelão.

(RAINILTON DE SIVOCA)
*
EU VOU AVISAR TAMBÉM:
Depois dessa confusão
Só sirvo bicho de asa
Carne aqui em minha casa,
Não deixo entrar mais não
Vou mudar a refeição
Novos tempos novo rito
Já pelei o periquito
A rola já ta na mão
No fogo e na pressão
Faço um rango sem atrito.

DALINHA CATUNDA

sábado, 18 de março de 2017

CARNE MIJADA

CARNE MIJADA
*
Seu José chegou em casa
Doidinho para almoçar
A mulher mais que depressa
Acabou de preparar
E quando botou na mesa
Ela teve uma surpresa
Ele não quis degustar.
*
Mulher eu vou lhe dizer
E preste muita atenção
Carne eu não como mais
Pode ir fazer um baião
Carne anda adulterada
Não como carne estragada
Inda mais com papelão.
*
A mulher aborrecida
Logo quis ficar zangada
Ele levantou a voz
E ela ficou calada
Uma coisa vou dizer
Carne aqui eu vou comer
Só se for carne mijada.
*

Verso e foto Dalinha Catunda

quinta-feira, 16 de março de 2017

SURUBA NO CABARÉ

SURUBA NO CABARÉ
*
Valei-me meu São Francisco
Das Chagas de Canindé
Sou uma mulher devota
É bem grande a minha fé
Proteja nossa nação
Pois sem sua proteção
Vai virar um cabaré.
*
A meu “Padim Pade Ciço”
Eu peço discernimento
Pra falar duma suruba
A notícia do momento
Mesmo sem ser convidado
O povo foi enrabado
Na onda do movimento.
*
Tudo isso aconteceu
Na terra de Santa Cruz
E a orgia foi maior
Do que eu mesma supus
O poder mancomunado
Com o país dominado
Fumo no povo introduz.
*
Tudo virou sacanagem
Tudo virou putaria
A propina que rolava
Aos poucos se descobria
Com a tal da delação
Já surgiu tanto ladrão
Que a lista me arrepia.
*
No cabaré da Banânia
Na suruba nacional
Quando a coisa ficou feia
Já surgiu a federal
Quem escondido comia
E entrou na anarquia
A tal lista foi fatal.
*
O jogo da sacanagem
Agora tá empatado
E sem lista seletiva
Vejo o sujo e o mal lavado
E entre cada facção
Navega nossa nação
Com rato pra todo lado.
*
Dalinha Catunda
Charge: Amarildo


terça-feira, 7 de março de 2017

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
*
Em internet e jornais
Revista e televisão,
Eu vejo e sinto revolta
Com tanta judiação
Mulheres perdendo a vida
Que coisa mais descabida
E não vejo solução
*
A Mulher é mãe é filha,
Esposa e amante também,
Mas não nasceu para ser
Afrontada por ninguém.
Por isto preste atenção
Tenha consideração
Pois pode lhe fazer bem.
*
Cada vez que vejo o sangue
De mulher tingir o chão
Sinto um aperto no peito
Dói demais meu coração.
Mulheres assassinadas,
Covardemente estupradas
Que sórdida situação.
*
Mulher não seja defunta,
Cadáver não seja não.
Prefira ser a viúva.
Você tem esta opção.
Sendo sua causa justa
Se ficar presa não custa
Logo sairá da prisão.
*
Se o homem é violento
Pede violência também.
A mulher que maltratada
Pode e deve ir além.
Basta só envenenar
O almoço ou o jantar
Que o bruto vai pro além.
*
Uma coisa vou dizer,
E nisso sou veemente,
Em mim o homem não bate
Nem em meu atrevimento.
E se resolver tentar
Vai dormir sem acordar
Este é meu pensamento.
*
Mulher nunca se rebaixe
Não permita a agressão.
Uma briga com palavras,
Evolui pro palavrão,
Você tem capacidade
De evitar a atrocidade
De acabar num caixão.
*
Não denuncie o marido
Se a queixa vai retirar.
Ele afirmará mil vezes
Que agora irá mudar.
Quem ama nunca tortura
Nunca caia em falsa jura
Não se deixe dominar.
*
Mulher não é mais escrava
E cativa de um senhor.
Os tempos hoje são outros
Por isso faça o favor!
Mulher pode se manter
E não se submeter
A morte, castigo e dor.
*
A violência domestica,
É bem ruim com certeza.
É dormir com inimigo
É viver sempre indefesa.
A mulher tem que acordar
Com muita garra lutar
Em prol da sua defesa.
*

Versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 2 de março de 2017

É PORTELA


É PORTELA
*
O meu Rio de Janeiro
Festeja de norte a sul
Agora está tudo azul
É Portela em primeiro
O portelense festeiro
Esquece sua mazela
E sem mais jejum revela
Minha escola é campeã
Na euforia seu clã
Canta em louvor a Portela!
*
Versos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 1 de março de 2017

A TEIA QUE NÃO ATEIA

A TEIA QUE NÃO ATEIA
*
Desde que lhe deu fastio
Minha rede não se assanha
Lembro-me nós dois deitados
E eu cheinha de manha...
Hoje você desarmado
Armador enferrujado
Só com teia de aranha.
*
Versos de Dalinha Catunda

Foto de Wilson Bernardo

domingo, 12 de fevereiro de 2017

QUADRÃO PERGUNTADO


QUADRÃO PERGUNTADO
*
BASTINHA JOB
O Brasil vai sair dessa!?
Só mesmo vendo pra crer
E se isso não ocorrer
O povo é quem sofre à beça
E a crise que atravessa!?
Vem de longe meu irmão;
_ de quem é a culpa, então?
do político safado:
ISSO É QUADRÃO PERGUNTADO
ISSO É RESPONDER QUADRÃO!
*
DALINHA CATUNDA
O Brasil vai tomar jeito?
Nisso não posso apostar.
Se o povo se revoltar?
Ele está em seu direito.
E quem rouba é perfeito?
É safado e é ladrão.
Já tem gente na prisão?
Tem, mas falta um bocado.
ISSO É QUADRÃO PERGUNTADO
ISSO É RESPONDER QUADRÃO!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

VAI CHOVER!

VAI CHOVER!
*
Quando branqueja o nascente
Deixando o morro encoberto
É chuva que vem por perto
Para alegrar nossa gente
O trovão impertinente
Abre a boca em escarcéu
E das nuvens rasga o véu
Agoniando o corisco
Que lampeja que faz risco
Pra chuva cair do céu.
*

Versos e foto. Dalinha Catunda

SINA DE MARIA IV

SINA DE MARIA IV
*
Jamais chore a minha sorte
Se você não me poupou
Se a mim não foi fiel
Se com outra me enganou
Se no decorrer da vida
Deixou minha alma ferida
O que me martirizou.
*
Não exija um respeito
Que nunca teve por mim
A vida tem vídeo-taipe
Modernidade é assim
Reveja nosso passado
Pois ele não está lacrado
Nele ninguém dará fim.
*
Não bata no peito e diga
Que chegou a me amar
Não soube me proteger
Não soube me resguardar
Eu cumpri o meu papel
Porém você foi cruel
Não defendeu nosso lar.
*
Não seja tão teatral
Nem chore no meu caixão
Eu já conheço de cor
O ator e a atuação
Já vivi tão desolada
Deixe- me ir sossegada
Tenha por mim compaixão.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

ESSE TAL DE BULLYING

ESSE TAL DE BULLYING
*
Eu nasci no Ceará
No meu agreste sertão
Esse negócio de bullying
Por lá não deu certo não
Se alguém bulisse comigo
Corria sério perigo
Pais eu já sentava a mão.
*
Quando de casa eu saía,
Mamãe avisava bem:
Se apanhares na rua,
Apanha em casa também!
Os conselhos que mãe dava
Geralmente eu escutava
Não apanhei de ninguém.
*
O diabo destes meninos
São fracos e são mimados
E vão para o psicólogo
Quando eles são insultados
Não sabem se defender
E a altura responder
Ficando traumatizados.
*
No meu tempo de menina
Comigo ninguém bulia
E se teimasse em bulir
A porrada eu metia
Ninguém mangava da gente
Mas hoje é diferente
Buscam logo é terapia.
*

Versos e foto de Dalinha Catunda

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

No alpendre e na mesa.

No alpendre e na mesa.
Um momento de confraternização com meus hospedes que vieram do Cariri para o Encontro com poetas em Ipueiras.
Na mesa as guloseimas vindas de Crato.
O famoso chapéu de coro feito por Chica e o saborosíssimo pão enviado por minha amiga, Liduina, que não veio, mas compareceu com sua especialidade.
Agradecer ao casal Aldemá e Neriam ele pelo livro e ela pela linda Joaninha.
Fátima Prado pelos presentes e a presença, Fátima Correia pela parceria e o seu talento, a Denise por ter enriquecido o evento com suas apresentações.
Ao Luiz meu companheiro que faz jus a esse nome, pois é o grande parceiro em todas as etapas, enfim, difícil um encontro desses não ser um sucesso, quando estamos cercados de talentos e de amigos.

Dalinha Catunda

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

A Entronização na Capela do Sítio Cantinho da Dalinha


A Entronização na Capela do Sítio Cantinho da Dalinha
.
Neste IV Encontro de poetas Cordelista em Ipueiras, a capela do sítio foi aberta ao publico mais uma vez. Desta vez aconteceu a Entronização do coração de Jesus e Maria e se Deus quiser todo ano, faremos a Renovação.
A celebração foi feita por Fátima Correia, com a ajuda de Fátima Prado E Chica Emídio.
Tivemos a participação dos poetas e dos convidados que chegaram mais cedo.
A toalha de São Sebastião foi um belo e significante presente que ganhei de minha prima, Fátima Prado.
Agradeço a todos que participaram desta bonita e necessária cerimônia católica abrindo o tradicional Encontro com poetas.
Dalinha Catunda

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

O CIO DA LUA


O CIO DA LUA
*
Quando a noite se deu conta
Eu cheguei com minha luz
Brilhei mais do que supus
Sem querer fazer afronta
Flamejei que fiquei tonta
Pra mostrar meu esplendor
Cantavam em meu louvor
Os menestréis, os amantes,
E os poetas instigantes,
Mas devorou-me o albor.
*

Versos de Dalinha Catunda

domingo, 8 de janeiro de 2017

TROCANDO VERSOS











TROCANDO VERSOS
*
MARCOS MEDEIROS
Queria que acontecesse
O amor que mais durasse
E cada vez mais amasse
Quem desse amor vivesse.
Mais ternura envolvesse
Quem mais amor dispusesse,
Ai meu Deus se eu pudesse
E de fato conseguisse,
Seria assim como eu disse
E como meu bom Deus desse
*
DALINHA CATUNDA
Quem dera que eu merecesse
Que meu destino ajudasse
E com sorte eu encontrasse
Amor que não perecesse
Que filhos eu concebesse
Com prazer eu os tivesse
Se Deus pai mesmo quisesse
Dar-me tudo que eu pedisse
Se a sorte assim me sorrisse

Tudo era só benesse.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

O CANTO DE GONZAGA

O CANTO DE GONZAGA
*
A história do sertão
Este vasto universo,
Foi bem cantada em verso,
Por nosso Rei do Baião.
O famoso Gonzagão,
Que com sua concertina
Esmiuçou nossa sina,
Para poder ir além,
E cantou como ninguém
Nossa saga nordestina.
*

Verso e foto de Dalinha Catunda