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quinta-feira, 22 de junho de 2017

ENTRE O RIO E O CEARÁ

 ENTRE O RIO E O CEARÁ
*
Quando acho que estou aqui,
Estou voltando pra lá
Com as malas na cabeça
Vivo pra lá e pra cá
Assim é a minha vida
Quase sempre dividida
Entre o Rio e o Ceará.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

EVA E ADÃO

EVA E ADÃO

Por essa pose de Adão
Expressada em bela obra
Nota-se bem que o mancebo
Articula uma manobra
Vejam sua exibição
Com uma maçã na mão
E na cabeça uma cobra.
*
Pelo que vejo e que sinto
Vendo a Cobra, Eva e Adão
Eva viu a desgraceira
Tomou uma decisão
A cobra eu faço fumar
Adão que vá se lascar
Pois não vou ficar na mão.
*
E quem quiser comprovar
Essa parte da história
Puxe o fio da meada
Para achar a trajetória
Não tá no livro sagrado
Mas no livro do Pecado
Que cultivo na memória.
*
Versos de Dalinha Catunda

Foto da pg de: Ricardo Narciso da Rocha

UM CANTO JUNINO

UM CANTO JUNINO
*
JOSÉ DANTAS
Menina bonita
nobre nordestina,
vestida de chita
em festa junina,
de aura fecunda,
Dalinha Catunda
encanta e fascina.
*
DALINHACATUNDA
Eu acho que é sina,
Que vício e missão,
Nasci pra viver
Nossa tradição
Me faço faceira
E toda brejeira

Eu danço São João.

ABRAÇANDO O CRATO


ABRAÇANDO O CRATO
*
Crato terrinha querida
Que trago em meu coração
Cada visita que faço
Aumenta minha paixão
Mesmo quando estou ausente
Recordo da boa gente
Que mora nesse rincão.
*
Essa terra não é minha
Porém eu já adotei
Aprendi comer pequi
Desde o dia que provei
Adoro uma cajuína
O buriti me fascina
Com o doce eu me fartei.
*
Hoje desejo abraçar
O Crato e sua gente
Desejar felicidades
Mesmo sem estar presente
Pois mesmo estando distante
Desta terra sou amante
E serei eternamente.
*
Meus agradecimentos a esse povo maravilhoso que me recebe tão bem,
E meus parabéns ao Crato nestes seus 253 anos.

segunda-feira, 29 de maio de 2017

PERDIDAS NOS ENCANTOS DA FLORESTA


PERDIDAS NOS ENCANTOS DA FLORESTA
 *
DALINHA CATUNDA
Lindicássia Nascimento
Organizou um passeio
Uma trilha cultural
Que atendeu meu anseio
Atravessando o portal
Tive um dia sem igual
Lá no Riacho do meio.
*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Uma roça de poetas
Foi plantada nesse dia
No meio dessa floresta
Regada com alegria
Foi no Riacho do Meio
Onde fiz o galanteio
Para colher poesia.

*
*DALINHA CATUNDA
Quando adentrei a mata
E me encontrei na floresta
Fui tomada de alegria
Minha alma entrou em festa
Cada passada que eu dava
Parece que eu levitava
Relembrar hoje me resta.

*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Com certeza a nossa mata
Sorriu com maior beleza
Em cada passada tua
De acordo com a correnteza
Alegrou a passarada
Nessa bonita morada
No meio da natureza!

*
DALINHA CATUNDA
As águas cantarolavam
Um canto alvissareiro
Um vento bom me abraçava
Eu sentia por inteiro
Me perdi em pensamento
Vivendo cada momento
Daquele dia brejeiro.

*
LINDICÁSSIA NASCIMENTO
Tudo soava alegria
Foi deveras emoção
Um percurso alucinante
Trilhando na sensação
De paz e de acalanto
Um silêncio, um encanto
Instigando inspiração.

*
DALINHA CATUNDA
Em meio à natureza
Tanta energia aflorou
O clima convidativo
Meu coração disparou
Com tudo a me extasiar
Cantei para os orixás
O ambiente me inspirou.
*
Versos de Dalinha Catunda e Lindicássia Nascimento
Registrando o passeio no Geossitio Riacho do Meio.

Fotos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 24 de maio de 2017

UMA GAÚCHA DE MERDA



UMA GAÚCHA DE MERDA
*
Não sei se chame de égua

De vagabunda ou de vaca
Essa doutora de merda
Que o nordestino ataca
A Doutora Eleonora
Uma tal vereadora
Que abre a boca e diz cáca.
*
Gaúcha teu preconceito
Com a classe nordestina
E pior do que ladrão
Que botou mão na propina
Tu podes entrar na peia
Ou então ir pra cadeia
Pra deixar de ser cretina.
*

Versos de Dalinha Catunda
Foto: http://www.diariodocentrodomundo.com.br

segunda-feira, 22 de maio de 2017

"SEM RÁDIO E SEM NOTÍCIA DAS TERRAS CIVILIZADAS"


"SEM RÁDIO E SEM NOTÍCIA DAS TERRAS CIVILIZADAS"
*
Enquanto pegava fogo
Esse nosso cabaré
Terra de muito Batista
E de pouca Salomé
Eu estava no sertão
Comendo milho e baião
E tirando ata do pé.
*
Não vi a tal da suruba
Na delação da propina
Eu curtia a invernada
Como boa nordestina
O Brasil com sua cruz
E eu comendo cuscuz
Sem chorar a minha sina.
*
Era cantiga de grilo
Era sapo a coaxar
De dia tapa em mutuca
De noite vou lhe contar
Era tapa em muriçoca
No alpendre só fofoca
E café para tomar.
*
Porém agora voltei
Para a civilização
Morada da putaria
Reino da esculhambação
Aonde é cega a justiça
E tudo cheira a carniça
Brasil em putrefação.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

terça-feira, 18 de abril de 2017

NOS PALCOS DE FORTALEZA


No ia 13 de abril, participei do significante evento no CENTRO CULTURAL BANCO DO NORDESTE a convite da Rede Mnemonize de Mulheres Cordelistas, Trovadoras e Repentistas, quem tem em sua direção nada mais nada menos que a competente Josy Maria abrindo espaço para a nossa cultura.
Juntas e misturadas fizemos um ótimo movimento. A tendência é crescer esse movimento de mulheres onde a capacidade e a coragem de seguir adiante nota-se em cada apresentação.

Só tenho a agradecer essa trupe maravilhosa que me acolheu tão bem.

CENTENÁRIO DE PEDRO MARTINS ARAGÃO


CENTENÁRIO DE PEDRO MARTINS ARAGÃO
Dei início a minha jornada cultural na cidade de Ipueiras no Ceará, que se estenderá ate o final de abril. Participei da celebração do Centenário de Pedro Martins Aragão.
A convite de Dolores Maria, neta do homenageado, escrevi em versos, a saga deste empreendedor que muito contribuiu para a crescimento da cidade de Ipueiras.
O cordel: CENTENÁRIO DE PEDRO MARTINS ARAGÃO, é o primeiro folheto de uma sequencia de cordéis que farei com figuras que se destacaram na história de minha terra natal.

terça-feira, 4 de abril de 2017

RASGANDO SEDA














RASGANDO SEDA
*
BENTO RAIMUNDO
Meus parabéns a Dalinha
Poeta que quero bem
Pelo trabalho que faz
E o talento que tem
Pois uma mulher Dalinha
Não abre nem para o trem.
*
DALINHA CATUNDA
Bento Raimundo mantém
Fama de bom sanfoneiro
Cantador bom no repente
Competente violeiro
Tanto toca para elite
Como toca no terreiro.
   

domingo, 19 de março de 2017

SEM CARNE E SEM PAPELÃO















SEM CARNE E SEM PAPELÃO
*
VOU LOGO AVISAR:
Prefiro comer Preá
Galinha,Camaleão,
Tripa de Bode,Jabá
Ou um bife do Oião
Rolinha,Curimatã
Carne de Teiú e Rã
Passarinha,Camarão,
Ou espetinho de Gato.
Só não ponha no meu prato
Mistura com papelão.

(RAINILTON DE SIVOCA)
*
EU VOU AVISAR TAMBÉM:
Depois dessa confusão
Só sirvo bicho de asa
Carne aqui em minha casa,
Não deixo entrar mais não
Vou mudar a refeição
Novos tempos novo rito
Já pelei o periquito
A rola já ta na mão
No fogo e na pressão
Faço um rango sem atrito.

DALINHA CATUNDA

sábado, 18 de março de 2017

CARNE MIJADA

CARNE MIJADA
*
Seu José chegou em casa
Doidinho para almoçar
A mulher mais que depressa
Acabou de preparar
E quando botou na mesa
Ela teve uma surpresa
Ele não quis degustar.
*
Mulher eu vou lhe dizer
E preste muita atenção
Carne eu não como mais
Pode ir fazer um baião
Carne anda adulterada
Não como carne estragada
Inda mais com papelão.
*
A mulher aborrecida
Logo quis ficar zangada
Ele levantou a voz
E ela ficou calada
Uma coisa vou dizer
Carne aqui eu vou comer
Só se for carne mijada.
*

Verso e foto Dalinha Catunda

quinta-feira, 16 de março de 2017

SURUBA NO CABARÉ

SURUBA NO CABARÉ
*
Valei-me meu São Francisco
Das Chagas de Canindé
Sou uma mulher devota
É bem grande a minha fé
Proteja nossa nação
Pois sem sua proteção
Vai virar um cabaré.
*
A meu “Padim Pade Ciço”
Eu peço discernimento
Pra falar duma suruba
A notícia do momento
Mesmo sem ser convidado
O povo foi enrabado
Na onda do movimento.
*
Tudo isso aconteceu
Na terra de Santa Cruz
E a orgia foi maior
Do que eu mesma supus
O poder mancomunado
Com o país dominado
Fumo no povo introduz.
*
Tudo virou sacanagem
Tudo virou putaria
A propina que rolava
Aos poucos se descobria
Com a tal da delação
Já surgiu tanto ladrão
Que a lista me arrepia.
*
No cabaré da Banânia
Na suruba nacional
Quando a coisa ficou feia
Já surgiu a federal
Quem escondido comia
E entrou na anarquia
A tal lista foi fatal.
*
O jogo da sacanagem
Agora tá empatado
E sem lista seletiva
Vejo o sujo e o mal lavado
E entre cada facção
Navega nossa nação
Com rato pra todo lado.
*
Dalinha Catunda
Charge: Amarildo


terça-feira, 7 de março de 2017

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER

VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER
*
Em internet e jornais
Revista e televisão,
Eu vejo e sinto revolta
Com tanta judiação
Mulheres perdendo a vida
Que coisa mais descabida
E não vejo solução
*
A Mulher é mãe é filha,
Esposa e amante também,
Mas não nasceu para ser
Afrontada por ninguém.
Por isto preste atenção
Tenha consideração
Pois pode lhe fazer bem.
*
Cada vez que vejo o sangue
De mulher tingir o chão
Sinto um aperto no peito
Dói demais meu coração.
Mulheres assassinadas,
Covardemente estupradas
Que sórdida situação.
*
Mulher não seja defunta,
Cadáver não seja não.
Prefira ser a viúva.
Você tem esta opção.
Sendo sua causa justa
Se ficar presa não custa
Logo sairá da prisão.
*
Se o homem é violento
Pede violência também.
A mulher que maltratada
Pode e deve ir além.
Basta só envenenar
O almoço ou o jantar
Que o bruto vai pro além.
*
Uma coisa vou dizer,
E nisso sou veemente,
Em mim o homem não bate
Nem em meu atrevimento.
E se resolver tentar
Vai dormir sem acordar
Este é meu pensamento.
*
Mulher nunca se rebaixe
Não permita a agressão.
Uma briga com palavras,
Evolui pro palavrão,
Você tem capacidade
De evitar a atrocidade
De acabar num caixão.
*
Não denuncie o marido
Se a queixa vai retirar.
Ele afirmará mil vezes
Que agora irá mudar.
Quem ama nunca tortura
Nunca caia em falsa jura
Não se deixe dominar.
*
Mulher não é mais escrava
E cativa de um senhor.
Os tempos hoje são outros
Por isso faça o favor!
Mulher pode se manter
E não se submeter
A morte, castigo e dor.
*
A violência domestica,
É bem ruim com certeza.
É dormir com inimigo
É viver sempre indefesa.
A mulher tem que acordar
Com muita garra lutar
Em prol da sua defesa.
*

Versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 2 de março de 2017

É PORTELA


É PORTELA
*
O meu Rio de Janeiro
Festeja de norte a sul
Agora está tudo azul
É Portela em primeiro
O portelense festeiro
Esquece sua mazela
E sem mais jejum revela
Minha escola é campeã
Na euforia seu clã
Canta em louvor a Portela!
*
Versos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 1 de março de 2017

A TEIA QUE NÃO ATEIA

A TEIA QUE NÃO ATEIA
*
Desde que lhe deu fastio
Minha rede não se assanha
Lembro-me nós dois deitados
E eu cheinha de manha...
Hoje você desarmado
Armador enferrujado
Só com teia de aranha.
*
Versos de Dalinha Catunda

Foto de Wilson Bernardo

domingo, 12 de fevereiro de 2017

QUADRÃO PERGUNTADO


QUADRÃO PERGUNTADO
*
BASTINHA JOB
O Brasil vai sair dessa!?
Só mesmo vendo pra crer
E se isso não ocorrer
O povo é quem sofre à beça
E a crise que atravessa!?
Vem de longe meu irmão;
_ de quem é a culpa, então?
do político safado:
ISSO É QUADRÃO PERGUNTADO
ISSO É RESPONDER QUADRÃO!
*
DALINHA CATUNDA
O Brasil vai tomar jeito?
Nisso não posso apostar.
Se o povo se revoltar?
Ele está em seu direito.
E quem rouba é perfeito?
É safado e é ladrão.
Já tem gente na prisão?
Tem, mas falta um bocado.
ISSO É QUADRÃO PERGUNTADO
ISSO É RESPONDER QUADRÃO!

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

VAI CHOVER!

VAI CHOVER!
*
Quando branqueja o nascente
Deixando o morro encoberto
É chuva que vem por perto
Para alegrar nossa gente
O trovão impertinente
Abre a boca em escarcéu
E das nuvens rasga o véu
Agoniando o corisco
Que lampeja que faz risco
Pra chuva cair do céu.
*

Versos e foto. Dalinha Catunda