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terça-feira, 27 de junho de 2017

NO BATE E REBATE DO VERSO

NO BATE E REBATE DO VERSO
*
BENTO RAIMUNDO
Da linha eu amanheço
Te vendo na minha frente
Dando aula de cordel
Ilustrando meu repente
Transmitindo alegria
Para o coração da gente.
*
DALINHA CATUNDA
Você estando presente
Da vida não tenho queixa
Com meu verso de bancada
Pego e gloso sua deixa
Na arte de pelejar
Sou mulher que não desleixa.
*

Xilo de Carlos Henrique

segunda-feira, 26 de junho de 2017

BASTINHA E A LITERATURA DE CORDEL

Amigos e amigas da Nossa Literatura de Cordel,
Quando projetei fazer esse cordel, logo pensei  em Bastinha Job  para apresenta-lo.
Bastinha é uma profunda conhecedora da Literatura de Cordel e seu aval enriquece qualquer obra. E como o folheto fala da trajetória da mulher no mundo cordeliano, é uma forma de homenagear Bastinha Job, a Cordelista do Assaré, que escolheu Crato para morar, e todas as mulheres que se aventuram na arte de escrever cordel.

APRESENTAÇÃO

Um folheto que nasceu
Dessa verve tão fecunda
Neste, Dalinha Catunda
Narra o que aconteceu:
Nosso Altino apareceu
Em Maria Pimentel
Do amargor, fez o mel
Pra narrar de cabo a rabo
O Violino do Diabo
Como o primeiro Cordel.
 *
As Herdeiras de Maria
Espalhadas por aí,
Contam daqui e dali
Em versos com maestria;
Dalinha faz da poesia
Rima, ritmo interligado
O tema forte enfocado
Na figura da MULHER;
Não fez um cordel qualquer...
Pensem bem no seu recado!
*
Bastinha Job
Cadeira nº 4 da ACC

Crato, março de 2017

AS HERDEIRAS DE MARIA

AS HERDEIRAS DE MARIA
1
Começa assim a história
Do folheto feminino:
A mulher com sua manha,
Território o nordestino,
Com patriarcado vil,
Montou-se então um ardil,
Pra traçar nosso destino.
2
Lá pra mil e novecentos,
E trinta e oito asseguro,
Foi que a mulher editou,
E plantou para o futuro,
O folheto feminino,
Com o nome masculino,
Que hoje aqui emolduro.
3
Quando a mulher resolveu
Escrever o seu cordel,
Ainda meio acanhada...
Não quis botar no papel,
Seu santo nome de pia,
Porém foi uma Maria,
A primeira do painel.
4
Era Altino Alagoano
Que assinava a autoria.
A do primeiro folheto,
Que a mulher se atrevia
A escrever sem assinar
Para o marido alcunhar
Com nome de Fantasia.
5
E foi Maria das Neves,
A Batista Pimentel!
Que teve o afoitamento,
De publicar um cordel,
E mesmo não assumindo
O que estava produzindo
Na lavra do seu vergel.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

ENTRE O RIO E O CEARÁ

 ENTRE O RIO E O CEARÁ
*
Quando acho que estou aqui,
Estou voltando pra lá
Com as malas na cabeça
Vivo pra lá e pra cá
Assim é a minha vida
Quase sempre dividida
Entre o Rio e o Ceará.
*
Fotos e versos de Dalinha Catunda

EVA E ADÃO

EVA E ADÃO

Por essa pose de Adão
Expressada em bela obra
Nota-se bem que o mancebo
Articula uma manobra
Vejam sua exibição
Com uma maçã na mão
E na cabeça uma cobra.
*
Pelo que vejo e que sinto
Vendo a Cobra, Eva e Adão
Eva viu a desgraceira
Tomou uma decisão
A cobra eu faço fumar
Adão que vá se lascar
Pois não vou ficar na mão.
*
E quem quiser comprovar
Essa parte da história
Puxe o fio da meada
Para achar a trajetória
Não tá no livro sagrado
Mas no livro do Pecado
Que cultivo na memória.
*
Versos de Dalinha Catunda

Foto da pg de: Ricardo Narciso da Rocha

UM CANTO JUNINO

UM CANTO JUNINO
*
JOSÉ DANTAS
Menina bonita
nobre nordestina,
vestida de chita
em festa junina,
de aura fecunda,
Dalinha Catunda
encanta e fascina.
*
DALINHACATUNDA
Eu acho que é sina,
Que vício e missão,
Nasci pra viver
Nossa tradição
Me faço faceira
E toda brejeira

Eu danço São João.

ABRAÇANDO O CRATO


ABRAÇANDO O CRATO
*
Crato terrinha querida
Que trago em meu coração
Cada visita que faço
Aumenta minha paixão
Mesmo quando estou ausente
Recordo da boa gente
Que mora nesse rincão.
*
Essa terra não é minha
Porém eu já adotei
Aprendi comer pequi
Desde o dia que provei
Adoro uma cajuína
O buriti me fascina
Com o doce eu me fartei.
*
Hoje desejo abraçar
O Crato e sua gente
Desejar felicidades
Mesmo sem estar presente
Pois mesmo estando distante
Desta terra sou amante
E serei eternamente.
*
Meus agradecimentos a esse povo maravilhoso que me recebe tão bem,
E meus parabéns ao Crato nestes seus 253 anos.