Seguidores

Mostrando postagens com marcador Dalinha Catunda. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Dalinha Catunda. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

LUTE COMO UMA MULHER



LUTE COMO UMA MULHER

*

O tempo do Sim Senhor

É coisa de antigamente

Mas o homem inda mata

A mulher impunemente

Ante o olhar da justiça

Que é lerda e complacente.

*

Matam mulher a varejo

E também no atacado

E quem vê televisão

Sempre fica revoltado

A notícia é recorrente

Não é fato inesperado.

*

Se nossa justiça é fraca

A mulher deve ser forte

Se defender com astúcia

Para se livrar da morte

Faça como fez Dalila

A força do homem corte.

*

Sedutora a Salomé

Revestida de poder

A cabeça de João

Não demorou receber

Em conluio com a mãe

Fez Batista padecer.

*

Com a história da cobra

Eva engabelou Adão

A mulher astuciosa

Traz o parceiro na mão

E cadê a esperteza

Na atual situação?

*

Pra punir chegou Pandora

Preservando a esperança

Deixando para a mulher

O legado da mudança

Ou a mulher vai à luta

Ou nas mãos dos homens dança.

*

Temos que imitar Lilith,

Ganhar asas pra voar

Recusar submissão

Ter astúcia pra lutar

Pois perder o paraíso

É liberdade ganhar.

*

Use a manha da mulher

Pra poder se defender

A força que tem o homem

Você não pode conter

Seja mulher ardilosa

Para tentar não morrer.

 

Versos de Dalinha Catunda

 

 

sábado, 27 de dezembro de 2025

PEGA, MATA E COME


 

PEGA, MATA E COME

Não na mesma ordem

*

Hoje o homem pra mulher

É carcará predador

Ele “Pega, Mata e Come”

Deixando um rastro de dor

Estou mais do que ciente

Que no atual ambiente

Tá faltando caçador.

 Dalinha Catunda

sexta-feira, 15 de novembro de 2024

ERA ASSIM: 1- O NAMORO


 

ERA ASSIM:

1 - O NAMORO

*

Houve um tempo que era assim:

E tudo tinha mais graça

Os flertes aconteciam,

A conquista era na praça,

E como não recordar,

O tempo de namorar

Que o pensamento hoje traça.

*

Na pracinha do colégio,

Na avenida do pecado,

A colega alcoviteira

No leva e traz de recado.

No seu papel de cupido

Sem fazer muito alarido

Torcia por resultado.

*

Namorados de mãos dadas

Davam voltas na pracinha,

Esperando por um banco,

Que para todos não tinha.

A rádio local tocava,

Da pracinha se escultava,

A romântica modinha.

*

Quando a luz dava sinal

Não se podia teimar

Era hora de ir embora

Nem pensar em atrasar

Era surra, era carão,

E pisa de cinturão,

E nada de reclamar!

*

Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

sábado, 2 de novembro de 2024

NO BALANÇO DA PENEIRA


NO BALANÇO DA PENEIRA

*

Vou seguindo meu caminho

Como alegre criatura

Que balançando a peneira

Vai semeando cultura

Repassando tradição

Como mulher do sertão

Que faz versos com fartura.

*

Versos e fotos de Dalinha Catunda

Cordelista – Cirandeira – artesã e gestora dos blogs:

www.cantinhodadalinha.blogspot.com

www.cordeldesaia.blogspot.com 

dalinhaac@gmail.com



 

sábado, 19 de outubro de 2024

Dalinha Catunda Na I FLI


 Estarei participando da I FeiraLiterária  de Inclusão no Instituto Benjamin Constant.

dalinhaac@gmail.com

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

O Cantador e o Comentário


O Cantador e o Comentário

Inspirado no poema, Sou Dalinha do Cordel, Aldy Carvalho – O Cantador – a quem mais uma vez agradeço, escreveu este significante comentário que me deixou bem lisonjeada e com vontade de dividir com meus amigos e amigas.

SOU DA LINHA DO CORDEL

*

Sou Cordel de Saia

Cordel de vestido

Cordel feminino

Cordel atrevido

Cordel de Calcinha

Cordel de Dalinha

Cordel divertido.

*

Sou manha e gracejo

Sou verso ladino

Sou canto nascido

No chão nordestino

Sou nesse universo

Cabocla do verso

Santo e libertino.

*

Sou alma do verso

Sou rima no ar

Sou dedos que contam

Pra metrificar

Sou inspiração

Dou voz a oração

No palco a cantar.

*

Saudações, Dalinha Catunda

Dalinha celebra a força e a identidade feminina dentro da tradição da literatura de cordel. A voz poética assume uma postura orgulhosa e autônoma e como é comum nesta poetisa, nesse poema, ela constrói uma imagem em que se define a partir de sua feminilidade e ousadia. A repetição da palavra "Cordel" com diferentes complementos – "de saia", "de vestido", "feminino", "atrevido" – sugere a multiplicidade de papéis e identidades que a mulher pode assumir. "Cordel de Calcinha" e "Cordel de Dalinha" reforçam essa ideia de intimidade com a arte e da autora consigo.

A metáfora de ser "alma do verso" e "rima no ar" sugere que ela se funde com a poesia, transcendendo as barreiras físicas e tornando-se parte da própria criação.

Dalinha, nesses versos, articula, com destreza, a presença e a força da mulher no cordel, revelando a profundidade e versatilidade da voz feminina no espaço da cultura popular. A cordelista se coloca como uma mulher múltipla, dona de sua criação e capaz de se expressar tanto com graciosidade quanto com irreverência.

Minhas todas palmas a esta nossa colega cordelista de prima.

Aldy Carvalho o Cantador

 

Dalinha Catunda – Cordelista Cirandeira – Artesã e gestora dos blogs:

www.cantinhodadalinha.blogspot.com
www.cordeldesaia.blogspot.com

dalinhaac@gmail.com


 

sábado, 11 de maio de 2024

CARREIRÃO DA MÃE

CARREIRÃO DA MÃE

Cuidar bem de sua mãe

É mais do que devoção

Ela é prioridade

Não venha dizer que não

Ela cuidou de você

Desde quando era embrião.

E nove meses contados

Levou sua gestação

Pra dor de ter um filho

Não possui comparação

Porém a mãe logo esquece

Cheia de satisfação.

Olhando o filho em seus braços

Hora da amamentação

A mãe agradece a Deus

Numa singela oração

E roga a mãe de Jesus

Pro seu filho proteção.

Só uma mãe é quem sabe

Quantas noites de aflição

Dor de ouvido ou de barriga

Ela ali de prontidão

Limpar cocô e xixi

É rotina de exaustão.

Mas isto é só um pouquinho

De uma mãe em ação

Quando chega a adolescência

Redobra a preocupação

E a pobre mãe é quem sente

As dores no coração.

Porém você que é filho

Preste bastante atenção

Cuide bem de sua mãe

Como retribuição

Se não fizer por carinho

Faça por obrigação.

Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 5 de março de 2024

O Canto de Patativa do Assaré


 

Minha homenagem a Patativa do Assaré,

Pelo seu aniversário

.

CANTE LÁ QUE CANTO CÁ

É canto do nosso irmão

Que cantou magistralmente

Tudo que envolve o sertão

Patativa do Assaré

É bardo que boto fé

No pé de cada oração.

*

Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

NO COCO COM MARIA

 

NO COCO COM MARIA

*

Pra dançar coco comigo

Aticei minha Maria

Ela foi logo dizendo

Que coco não dançaria

Sem alimentar arengas

Peguei logo duas quengas

Pra dançar naquele dia.

*

Maria ficou zangada

Com a minha decisão

Sentada num tamborete

Me espiava no salão

Da casinha de reboco

Enquanto eu dançava coco

Sapateando no chão.

*

Sem soltar as duas quengas

Fiz barulho pra dançar

Maria mudou de ideia

E acabou por se achegar

Cantou coco, dançou coco

Junto com o seu caboco

E fez a roda girar.

*

Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 25 de dezembro de 2023

O DIA DE REIS

O DIA DE REIS
*
Foi a estrela de Belém,
Que certo dia brilhou.
Para guiar os reis magos,
E ao bom Jesus os levou.
*
Mirra trouxe Belchior,
E o ouro foi Baltazar.
Incenso ficou por conta
Dum rei chamado Gaspar.
*
Celebra-se em janeiro,
E sempre no dia seis.
Data de grande importância,
O dia de Santos Reis.
*
Versos e ilustração de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 12 de dezembro de 2023

TROVAS NATALINAS


 TROVAS NATALINAS

*
Natal é tempo de luz,
Luzindo com alegria.
Em louvor ao bom Jesus
Filho da virgem Maria.
*
Filho da Virgem Maria
Tão amado por José.
Brilhou a estrela guia,
Para o rei de Nazaré.
*
Para o rei de Nazaré
O galo cantou também,
Aqueles que tinham fé
Logo disseram amém.
*
Logo disseram amém,
Ao rei dono da verdade,
Que nasceu lá em Belém
Pra nossa felicidade.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 4 de dezembro de 2023

SEBASTIÃO DIAS

SEBASTIÃO DIAS
*
Sorriso largo, garboso
Era Sebastião Dias
Nas rodas de cantorias
Era vate grandioso
Repentista valioso
Que hoje se faz ausente
Sua viola plangente
Não entende o abandono
Chora a morte do seu dono
Que nos deixou de repente.
Dalinha Caatunda
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 20 de julho de 2023

CARREIRÃO DA AMIZADE


 

CARREIRÃO DA AMIZADE

*

Amigo é coisa sagrada

Não é só adulação.

Muito mais do que palavras

É traduzida em ação.

É telefone atendido

Nas horas de precisão.

Jamais mensagem enviada

Fala sem sustentação.

Amizade é lealdade

É coisa do coração.

Difícil de se quebrar

Sendo mútua a relação.

Amigo por interesse

Na vida tem de montão.

Mas com o tempo se aprende

Quem é bom amigo ou não.

*

Foto e versos de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 12 de junho de 2023

CARREIRÃO DOS NAMORADOS


 

CARREIRÃO DOS NAMORADOS

*

No banco da praça

Quem não namorou?

Recordo o passado

Que o tempo levou

Doce juventude

Lembrança ficou

Tertúlias dançantes

Saudades deixou

Velhas serenatas

Quem não escutou

Cantigas marcando

Quem tanto amou.

Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

sábado, 1 de abril de 2023

FAZ PARTE DA BRINCADEIRA ENTRAR NA GLOSA E MENTIR


 

FAZ PARTE DA BRINCADEIRA

ENTRAR NA GLOSA E MENTIR

Mote de Dalinha Catunda

*

Com vontade de trepar,

Trepei num mandacaru,

Depois num pé de caju,

E trepei, sem me arranhar!

Conto sem pestanejar,

Sem tremer pra garantir,

Pois sou mulher de assumir,

Como já fez Zé Limeira:

FAZ PARTE DA BRINCADEIRA

ENTRAR NA GLOSA E MENTIR

dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 21 de março de 2023

A SAUDADE


 

A SAUDADE

*

A saudade é uma loa

Dedilhada em tom plangente

Que ao som duma viola

Treme no peito da gente

E na voz dum cantador

Vira uma canção de amor

De quem chora o ser ausente.

*

Foto e versos de Dalinha Catunda

dalinhaac@gmail.com

quarta-feira, 14 de dezembro de 2022

COM RG


 

COM RG

Gosto muito de criar

Pra isso tenho argumento

É fértil meu pensamento

Na arte de imaginar

Não sou dada a copiar

Porque na realidade

Minha personalidade

Eu imprimo em cada linha

Embaixo assino Dalinha

Com originalidade.

*

Dalinha Catunda

Cordelista, Cirandeira e artesã

dalinhaac@gmail.com

sábado, 8 de outubro de 2022

sexta-feira, 30 de setembro de 2022

O Troféu Cordel Brasileiro, vai para: Dalinha Catunda.


 Minha fala de agradecimento

O Troféu Cordel Brasileiro
Bom dia a todos e todas, poetas e poetisas presentes,
Estar hoje, aqui, na Cordelteca, que leva o de Maria das Neves Baptista Pimentel, na Unifor. Ela, que foi a primeira mulher, que se tem notícia a publicar folheto de literatura de cordel, aconchegada ao lado de Rachel de Queiroz, primeira mulher a ocupar uma cadeira na Academia Brasileira de Letras, me deixa em estado de graça.
Eu, Dalinha Catunda, primeira mulher, cordelista, a ocupar uma cadeira na ABLC – Academia Brasileira de Literatura de Cordel, só tenho a agradecer à Doutora do Cordel, Paola Torres, essa mulher de tantas artes, que idealizou a Cordelteca, na UNIFOR para fomentar nossa cultura e mostrar a grandeza da literatura de cordel. Agradeço a indicação do meu nome na grade de homenageados nesta Cordelteca.
Agradeço a oportunidade de voltar ao meu Ceará nos braços da poesia, nas asas do cordel, o que me enche de esperança e vontade de seguir difundindo minhas histórias, meus versos, minhas cirandas, virtuais e em folhetos e meu artesanato, que, atualmente, estão incorporados a minha estrada no cordel.
E mais, por me proporcionar maior credibilidade para seguir abrindo espaço, agregando mulheres poetisas aos meus projetos de um cordel que veste saia, roda a baiana e consegue ser notado.
O Troféu Cordel Brasileiro chega para laurear este momento de ascensão de minha arte, que muito cresceu através das redes sociais.
O confinamento provocado pela Covid 19, para mim e muitas outras poetisas, configurou momentos de reclusão produtiva. Sem minha arte literária e meu fazer artesanal seria bem mais difícil ultrapassar as barreiras restritivas da pandemia.
Dalinha Catunda – poetisa de cordel e artesão, na arte de fazer as bonequinhas de pano que chamo carinhosamente de Delfinas.

sábado, 24 de setembro de 2022

É Primavera


 É Primavera

*
A passarada cantou
O sol brilhou no infinito
A brisa se fez presente
A manhã se fez bonita.
*
Dissiparam-se as nuvens
E de azul vestiu-se o céu
As borboletas em festa
Batiam asas ao léu.
*
As flores desabrocharam,
Florindo mata e jardim.
Os sonhos se renovaram
Fagueiros dentro de mim.
*
E o cheiro da primavera,
Espalhou-se na estação
Impulsionando meus sonhos,
Despertando o coração.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com