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quinta-feira, 8 de agosto de 2019

A MOÇA TRISTE


A MOÇA TRISTE
.
Alta, branca tão bonita
Mas quanta dor nela existe
No dourado dos cabelos
Sua nobreza persiste
Caminha com elegância
Deixando sua fragrância
No caminho a moça triste.
*
Nos lábios um ar de riso
No olhar tanta tristeza
Compondo sempre o semblante
Sem ofuscar a beleza
Da rapariga tristonha
Que não vive, apenas sonha,
No seu mundo de incerteza.
*
Pobre princesa sofrida
Que conseguiu ser rainha
Porém vive acorrentada
Mesmo se solta caminha
Em cada canto do rosto
É visível seu desgosto
Ao transportá-lo definha.
*
E na sua ingenuidade.
Príncipe era encantado!
Palácio sem atração,
Castelo desmoronado,
É a causa do desgosto
Tracejado no seu rosto
No fracassado reinado.
*
Versos de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
 [[Imagem:Eugene de Blaas On the Beach.jpg|thumb|180px|Legenda]]

terça-feira, 2 de julho de 2019

SOU MULHER E SOU BENDITA











SOU MULHER E SOU BENDITA
*
Eu bem sei que tudo passa
Na vida que a gente tem
Por isso é que vivo a vida
Decidida e sem, porém,
Pois triste de quem nasceu
Viveu e nem percebeu
O prazer de ir além.
*
Montei no lombo da vida
E na cela eu me aprumei
As rédeas em minhas mãos
Com firmeza segurei
Aticei meu alazão
Tirei poeira do chão
A porteira escancarei.
*
Assim eu ganhei o mundo
Na estrada não me perdi
Provei sabores da vida
Chorei pouco e mais sorri
Dei aval ao coração
Pra cada contravenção
Das emoções que senti.
*
Em noite de lua cheia
O luar foi companheiro
Banhou-me com sua prata
Seduzi meu companheiro
Que vendo o brilho da lua
Rajando a pele nua
Operou como posseiro.
*
Criei asas e voei
Até devorei zangão
Provei geleia real
Escapei por ter ferrão
A vida não foi só mel
Se por vezes fui cruel
Faltou-me submissão.
*
Eu apeei em açude
Em ribeirão e riacho
Nos lugares mais bonitos
Arrefeci o meu facho
Pois a vida me sorria
E a dona hipocrisia
Deixei com cara de tacho.

*
Quem arriscou me laçar
Ficou com corda na mão
Eu derrubei muita estaca
E até cerca de mourão
Campeei como eu queria
Hoje faço é poesia
Dessa saga no sertão.
*
Dei corda ao meu instinto
Feito Maria Bonita
Meu fado eu canto em verso
Pois não caí em desdita
Entre o profano e o sagrado
Meu norte foi consagrado
Sou mulher e sou bendita.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda.
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 27 de junho de 2019

NUVEM TRANSITÓRIA


NUVEM TRANSITÓRIA
*
Você foi nuvem bonita
Um dia me embeveceu
Mas a chuva esperada
Dessa nuvem não desceu
Tudo que eu tanto queria
Foi-se numa ventania
Dissipou-se meu querer.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 6 de junho de 2019

ROLA X PERIQUITO


 ROLA X PERIQUITO
*
Nesses tempos atuais
Amigo vou lhe contar
Tem coisa que não entendo
Também não posso explicar
Pois até a natureza
Exibe sua aspereza
Quando resolve brigar.
*
Um periquito vadio
Que gostava de dinheiro
Resolveu grana ganhar
Não aqui, no estrangeiro,
Começou a atuar
E viu seu plano vingar
Foi esperto e foi ligeiro.
*
Para uma pomba lesa
O periquito ligou
Mas a rola vaidosa
Burra nem desconfiou
Que o tal do periquito
Todo sarado e bonito
Um bom golpe planejou.
*
O periquito esperto
Enviou fotografia
Mostrou que era capaz
De encarar uma porfia
A tal da pomba encantada
Logo caiu na cantada
Sem saber o que fazia.
*
Periquito decidido
Resolve a situação
Levou a pomba abestada
Direto para o colchão
Foi pena pra todo lado
Fizeram amor adoidado
Até rolaram no chão.
*
O periquito contente
Deu conta do seu recado
A rola baixou a cabeça
Quando viu o resultado
É hoje ave acuada
Porque vai ser depenada
O golpe foi confirmado.
*
Após contar essa saga
Pasmada eu aqui medito:
Pois tem coisa que me assombra
Eu vejo e não acredito
Só sendo coisa do diabo
É pomba tomar no rabo
Por comer um periquito.
*
Versos de Dalinha Catunda

Qualquer semelhança com a vida dos racionais é mera coincidência.
Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

terça-feira, 9 de abril de 2019

AS FACES DA CHUVA















AS FACES DA CHUVA
*
Quando a chuva esperada
Chega molhando o nordeste
Uma alegria inconteste
Não demora é espalhada
O povo cai na risada
Vendo a água em profusão
Aflora na multidão
Clima de felicidade
CHUVA NA GRANDE CIDADE
NÃO É IGUAL AO SERTÃO.
*
Quando a chuva chega forte
Inunda a cidade grande
O aguaceiro se expande
Causa dano, causa morte,
O povo fica sem norte
Com tanta destruição
A chuva sem compaixão
Exibe sua crueldade
CHUVA NA GRANDE CIDADE
NÃO É IGUAL AO SERTÃO.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda

terça-feira, 2 de abril de 2019

O DELEITE DA ROSA


O DELEITE DA ROSA
*
Encantei-me com conversa
De bico de beija-flor
Minha ode hoje versa
Sobre esse sublime amor.
*
Sobre esse sublime amor
Pelo qual fui seduzida
Exalando meu olor
Era por ele sorvida
*
Era por ele sorvida
Ao despertar orvalhada
Libertina e atrevida
Incontida era sugada.
*
Incontida era sugada
E quase a desfalecer
Feliz mas despetalada
Desmanchei-me em prazer.
*
Versos de Dalinha Catunda

quinta-feira, 14 de março de 2019

A MERENDEIRA DE SUZANO.


MERENDEIRA DE SUZANO
ANJO DA SALVAÇÃO
*
Merendeira de Suzano
Dando duro no batente
Numa decisão louvável
Silmária foi competente
Foi mulher de atitude
Em sua magnitude
Com garra se fez presente.
*
Com freezer e geladeira
Silmara fez barricada
E tinha mais merendeira
Ajudando na empreitada
Contando com Deus e a sorte
Assim evitou a morte
Abrigando a criançada
*
Louvo Silmara Morais
Pra ela faço oração
Na hora do descalabro
Foi anjo de salvação
Protegeu os estudantes
Das armas dos meliantes
Na mais desumana ação.
*
Versos de Dalinha Catunda
Foto Natan Lira G1


terça-feira, 12 de março de 2019

Quem um dia já foi cana, agora é só bagaço


*
QUEM UM DIA JÁ FOI CANA
AGORA É SÓ BAGAÇO.
*
Hoje você me procura
Mas não lhe dou atenção
Morreu a velha paixão
Virou pó na sepultura
Olhando sua figura
Mal reconheço seu traço
Escapo do seu abraço
Pois meu olhar não se engana
QUEM UM DIA JÁ FOI CANA
AGORA É SÓ BAGAÇO.
*
Mote e glosa de
Dalinha Catunda


segunda-feira, 11 de março de 2019

SEM DESTROÇO


SEM DESTROÇO
*
Vaca no curral dos outros
Não passa duma novilha
E para não se enroscar
Não deve sair da trilha
E nem causar alvoroço
Pois a corda no pescoço
É laço que dado humilha.
*
Versos de Dalinha Catunda
Cad.25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

A DESEMPODERADA


A DESEMPODERADA
*
Eu só quero meus direitos
Não queira me adestrar
Eu não sou empoderada
Nem quero me igualar
Minha vida eu comando
Não tenho bandeira e bando
E gosto de me guiar.
*
Os mesmos direitos do homem
Confesso não quero ter
Não quero ter falo e saco
E nem ter que endurecer
Meu brinquedo é de montar
O do homem é de armar
Quando enguiça é um sofrer.
*
A mãe tem sempre certeza
Que o filho que gera é dela
Porém o pai muitas vezes
Acaba numa esparrela
Cria o filho sem ser seu
Isso já aconteceu
Vi na vida e na novela.
*
Não quero ficar mais tempo
No mercado a trabalhar
Para comparar-me ao homem
Na hora de aposentar
Não estou de sacanagem
Quero ter essa vantagem
Enquanto ela vigorar.
*
Gosto de mijar sentada
Não quero mijar em pé
Gosto de usar calcinha
Não me vejo de boné
Não quero ficar careca
Nem também usar cueca
No meu tino tenho fé.
*
Mas uma coisa eu digo
Expondo minha postura
Eu gosto de ser mulher
E sem previsão de cura
Nisso não vejo entrave
O HOMEM É MINHA CHAVE
EU SOU SUA FECHADURA.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

UM FADO DE ALÉM-MAR


UM FADO DE ALÉM-MAR
*
A lua apontou no céu
A brisa soprou-me a tez
Do rosto tirei o véu
Senti sem desfaçatez.
*
Senti sem desfaçatez
O bafo da madrugada
Lambendo minha nudez
Na janela eu debruçada.
*
Na janela eu debruçada
Tendo o vento como açoite
Lasciva desvirtuada
Beijei a boca da noite.
*
Beijei a boca da noite
E no sublime beijar
Eu alonguei o pernoite
E me envolvi ao luar.
*
E me envolvi ao luar
Na minha lascividade
Foi um fado de além-mar
Autor da ludicidade.
*
Verso e fotos de Dalinha Catunda

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

LENHA NA LOCOMOTIVA


LENHA NA LOCOMOTIVA
*
Eu comprei sua passagem
E guardei o seu lugar
No trem da felicidade
Imaginei viajar
Arquitetei cada rito
O sonho era bonito
Mas não vi você chegar
*
Pra não perder a viagem
Programei nova ilusão
Sempre tem alguém querendo
Um espaço num vagão
E depois pensando bem
Nunca fui de perder trem
Dei-me bem na condução.
*
Versos e foto de Dalinha Catunda

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

DESPIDA DE PRECONCEITO


DESPIDA DE PRECONCEITO
*
Rezo pra Nossa Senhora
Com fé diante do altar
Ladainhas e benditos
Sempre gostei de cantar
E cheia de devoção
Acompanho procissão
Nas novenas do lugar.
*
Ouvindo pontos de umbanda
Junto começo a cantar
Cheia de requebrados
Faceira chego a dançar
E você nem acredita
Igual a moça bonita
Eu faço a gira girar.
*
Cantarolo um canto gospel
Apesar de não ser crente
A beleza d’um louvor
Não me deixa indiferente
Despida de preconceito
Respeito e também aceito
Quem de mim é diferente.
*
Se seu time não é o meu
Isso não me contrafaz.
Se seu partido é outro
Isso pra mim tanto faz
Só cultiva a amizade
Quando há diversidade
Quem realmente é capaz.
*
Versos e fotos de Dalinha Catunda
Cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Vinha que poeta bebe/É vinho de inspiração


*
Com a musa conivente
Aos poucos eu me embriago
Cada palavra que trago
Confesso sorvo contente
Desse divino presente
Eu sinto a penetração
E dou luz a criação
Que minha verve concebe
VINHO QUE POETA BEBE
É VINHO DE INSPIRAÇÃO.”
*
Mote de Vânia Freitas
Glosa de Dalinha Catunda

domingo, 23 de dezembro de 2018

Marcas Indeléveis


MARCAS INDELÉVEIS
*
Relíquia preciosíssima!
Eu tive tanto cuidado...
Era meu vaso chinês
Um presente inusitado.
Lá se foi minha ilusão
Quando vi cair ao chão,
E ficar fragmentado.
*
Primeiro fiquei atônita,
Sem poder acreditar.
Depois do atordoamento
Cheguei a me ajoelhar,
Caco por caco peguei,
Nem sei bem como juntei!
Mas resolvi restaurar.
*
De posse dos fragmentos
Em total concentração,
Eu colei cada pedaço,
Cheguei a ferir a mão,
Mas nada me consolava
Pois do vaso só restava
A minha desilusão.
*
Me esmerei pra consertar
Aquele meu mimo antigo.
Botei no mesmo lugar,
Mas quando olho maldigo.
Profundamente marcado,
Vejo o brinde do passado,
Indo quase pro jazigo.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com


PRA ELA EU TIRO O CHAPÉU


PRA ELA EU TIRO O CHAPÉU
*
Em meio à ventania
Ela chegava marota
O meu corpo percorria
Fez eu me sentir garota
De prazer eu suspirava
Enquanto ela me molhava
Eu vibrava a cada gota.
*
Pescoço solto pra trás
Rosto virado pro céu
Olhos semicerrados
Minha boca aberta ao léu
Ela naquele momento
Descia com atrevimento
Rasgando de vez meu véu.
*
Sentindo a chuva cair
Com toda sua potência
Ungindo minhas entranhas
Sem ferir minha inocência
Reacendi o prazer
De com ela me envolver
Na mágica experiência.
*

Fotos e Versos de Dalinha Catunda