O Cantinho da Dalinha é também o canto do cordel. O picadeiro onde costumo entoar o meu canto em versos propagando a poesia popular. É o Canto de uma cearense que adora suas raízes, canto da mulher destemida que saiu das entranhas nordestinas e abriu uma janela para cantar sua aldeia para o mundo, Interagir com outros poetas cordelistas desfrutando deste mundo virtual. Sou Maria de Lourdes Aragão Catunda, a poeta de Ipueiras e do cordel, sou a Dalinha Catunda. dalinhaac@gmail.com
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quinta-feira, 11 de março de 2021
É CANTO DE MULHER
segunda-feira, 8 de março de 2021
Ô VISTA BOA!
Ô VISTA BOA
Mamãe, hoje, com 98 anos, por incrível que pareça, ainda lê
sem a ajuda dos óculos.
O motivo de ter essa vista tão boa, nada mais foi do que uma
cirurgia de catarata bem sucedida e feita pelo SUS, quando ela estava na casa
dos 80 anos.
Saiu do hospital, foi para casa e segui religiosamente o
manual de recuperação.
Em pouco tem o sorriso tomou conta do seu rosto novamente.
Cada pessoa que
perguntava sobre a cirurgia ela contava com detalhes. E perguntavam muito, se
ela estava enxergando bem, se não via nada embasado e no final ela já estava se
cansando dos interrogatórios.
Certo dia chegou um de seus compadres, e entre uma conversa
e um café, perguntou:
- Comadre, numa idade dessa, a senhora está enxergando bem mesmo?
Imediatamente, ela que é metida a gaiata, respondeu: -
Compadre, pra falar a verdade, eu estou enxergando até “priquito” de muriçoca.
Não resta dúvidas que a operação foi bem sucedida.
Texto e foto de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
sábado, 6 de março de 2021
O CORNO INOCENTE
O CORNO INOCENTE
Era tempo de novenas, festa da padroeira, quermesse e
animação.
Após as novenas as famílias se reuniam na pracinha da
igreja.
Enquanto as mulheres
compravam gulodices para entreter as crianças,
os homens se reuniam
nas barracas de bebidas.
E foi entre uma bebida e um papo e outro, que se deu o
bate-boca entre dois primos.
Ambos já tinham sido comtemplados com um par de chifres por
suas digníssimas esposas.
José, sabia que era corno, mas já tinha se acomodado a
situação, porém Gonzaga, era o mais novo corno da cidade, estava na boca do
povo e pelo jeito seria o último a saber.
Quando a discussão esquentou, Gonzaga, pôs a mão no ombro do primo e falou:
- Zé, tu é corno, macho véi!
Zé na quela calma de corno convencido imitando o gesto do colega retrucou:
- E meu primo nem é!
Isso foi o suficiente para a turma inteira cair na
gargalhada.
*
Texto e foto de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com
sexta-feira, 5 de março de 2021
O MENINO DE PALHA E A SACOLA DE SONHOS
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021
O TROTE
O TROTE
Certa noite, eu já deitada, perdida em meus pensamentos a embalar-me numa rede...
Eis que de repente, não mais do que de repente, toca insistentemente o telefone em sua base fixa, preguiçosamente levanto-me para atender. Sonolenta pego o aparelho e me surpreendo:
- Alô, quem fala?
- Aqui, é a amante do seu marido!
Nessa hora tive vontade de rir e quase gargalhei, mas compenetrada respondi:
- Olha, querida, se fosse a esposa do meu amante eu até te daria um papo, mas...
Desliguei o telefone, voltei para meu ócio noturno, com o pensamento em novas e emocionantes tardes...
Autora: Dalinha Catunda cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com
Encantada com os Microcontos da querida e competente escritora Leila Jalul, de quem sou fã, resolvi estrear na modalidade do MICROCONTO também.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021
KAROLINA COM K, COISA DE GONZAGÃO
KAROLINA
COM K, COISA DE GONZAGÃO
*
A
mulher com K maiúsculo
É
coisa de Gonzagão
Foi
do nosso rei caboclo
Que
nasceu essa invenção
Era
cabocla ladina
Chamada
de Karolina
Astuta
que nem o cão.
*
E
foi imortalizada
Na
voz do Rei do Baião
Como
a mulher dançadeira
Que
mais chamava atenção
Cheia
de presepada
Com
sua saia rodada
Girava
que nem pião.
*
Todo
mundo admirava
A
tal bela sertaneja
Dançava
com quem queria
Inda
tomava cerveja
Nos
braços do sanfoneiro
Dançava
até em terreiro
Não
ficava no, hora veja!
*
Karolina
era cheirosa
Bem
atrevida e faceira
Também
era invocada
Metida
a cangaceira
Mas
colou com Gonzagão
Dançando
xote e baião
Do
chão tirava poeira.
*
Tem
que dançar xenhenhém
Igualzinha a Karolina
Tem que lavar bem a boca
Gargarejar
creolina
Acho
bom que se oriente
Pra
falar da nossa gente
De
origem nordestina.
*
Pois
quem quer ser respeitada
Pelos
outros tem respeito
Não
segue a velha cartilha
Onde
mora o preconceito
Eu
não quero causar dano
Mas
o K Gonzagueano
Ele
é nosso não tem jeito.
*
Versos
e foto de Dalinha Catunda
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021
O SEMEAR DE LINDICÁSSIA
terça-feira, 9 de fevereiro de 2021
CHUVA DE POESIA
CHUVA
DE POESIA
*
BASTINHA
JOB
Pra
mim a chuva é tela
De
uma linda pintura
No
meu Cratinho ela cai
Cai
agora com ternura
Meu
coração tá contente
A
chuva ,o melhor presente
Traz
promessa de fartura!
*
LINDICÁSSIA
NASCIMENTO
É
festa na agricultura
Alegria
pra o sertão
Sertanejos
se animam
Com
o relâmpago e o trovão
A
chuva é a esperança
Para
o tempo de bonança
Pra
quem fez a plantação.
*
DALINHA
CATUNDA
Chuva
caindo no chão
Atiça
minha saudade
Nós
dois no banho de chuva
Numa
casualidade
Enquanto
a chuva caía
O
casal feliz sorria
Ungindo
a felicidade.
O FORRÓ DE TONHA
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2021
A PARCEIRA CHICA EMÍDIO
A PARCEIRA CHICA EMÍDIO
*
A
Chica Emídio é atriz
Professora
e cordelista
E
mulher capacitada
Ela
está em minha lista
Cirandeira
do Cordel
Que
faz bonito papel
É
completa como artista.
*
Já
contracenei com Chica
E
gostei da atuação
Em
cena não escorrega
Faz
boa apresentação
Ainda
tem um tesouro
É
o seu Chapéu de Coro
Guloseima
e tradição.
*
Versos
de Dalinha Catunda
cad. 25 da ABLC
dalinhaac@gmail.com










