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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

SEU SOL E DONA LUA


SEU SOL E DONA LUA

Seu sol e dona lua,
Começaram a namorar
Depois de pouco tempo
Resolveram se casar.

Mas ficava bem difícil
Para os dois a situação.
Quando o sol se recolhia
Vinha a lua e seu clarão.

Ele lhe dava: boa noite!
E logo no céu sumia
No outro dia bem cedo
Ela lhe dava: bom-dia!

Assim por muito tempo,
Viveram nessa agonia
Enquanto um chegava,
O outro triste sumia.

Seu sol mui enamorado,
Por dona lua se derretia.
E ela tristonha chorava
Quando seu astro partia.

Dona lua foi minguando
Diante de tanta tristeza.
O toque de raios solares
Devolvia-lhe a beleza.

Júpiter sensibilizado
Com tal amor proibido
Criou um grande eclipse
E tudo ficou resolvido.

Toda vez que o céu escurece
Dá-se a verdade mais crua.
Seu sol cheio de amor
Vem cruzar com dona lua.

Depois de certo tempo,
Bela e cheia ela aparece.
E Seu Sol agradecido
Entre raios resplandece.
Imagem:4.bp.blogspot.com/.../s400/sol-e-lua.jpg

4 comentários:

António Inglês disse...

Belo casamento minha amiga! Bela imagem de romantismo que nos tempos que correm começa a ser raro.
Uma excelente semana para si e um grande abraço de saudade.
António

Bérgson Frota disse...

Uma bela poesia que vem nos enriqueçer a todos nós que com prazer acompanhamos a bela e coroada trajetória de Dalinha Catunda. Parabéns.

Regina Ramão disse...

Esta poesia é para mim e o meu velho, Dalinha. Serviu como uma luva. Eu sou notívaga, ele madrugador. Nossos relógios biológicos seguem fusos horários diversos, como se habitássemos cada qual um país diferente em continentes opostos. Mas quando acontece um destes eclipses da vida, tudo resplandece.

Amei o poema.
Beijo

Re

Adriano Freitas disse...

Parabéns pela linda poesia amiga,mostra o valor das maravilhas divinas que o bom Deus nos deixou para ser contemplados e ainda a maravilha deste dom que o pai lhe concedeu!Bjus ótima semana pra você...