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domingo, 23 de dezembro de 2018

Marcas Indeléveis


MARCAS INDELÉVEIS
*
Relíquia preciosíssima!
Eu tive tanto cuidado...
Era meu vaso chinês
Um presente inusitado.
Lá se foi minha ilusão
Quando vi cair ao chão,
E ficar fragmentado.
*
Primeiro fiquei atônita,
Sem poder acreditar.
Depois do atordoamento
Cheguei a me ajoelhar,
Caco por caco peguei,
Nem sei bem como juntei!
Mas resolvi restaurar.
*
De posse dos fragmentos
Em total concentração,
Eu colei cada pedaço,
Cheguei a ferir a mão,
Mas nada me consolava
Pois do vaso só restava
A minha desilusão.
*
Me esmerei pra consertar
Aquele meu mimo antigo.
Botei no mesmo lugar,
Mas quando olho maldigo.
Profundamente marcado,
Vejo o brinde do passado,
Indo quase pro jazigo.
*
Foto e versos de Dalinha Catunda
dalinhaac@gmail.com