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terça-feira, 11 de agosto de 2009

REFLORIDA


Foto do acervo do blog. Jitiranas, flores silvestres que brotam na caatinga após as chuvas.

REFLORIDA
*
Eu já fui botão de rosa
Sonhando em desabrochar.
Os beija-flores rondavam
Na ânsia de me beijar.
No jardim da juventude
Vivemos a plenitude
O esplêndido vicejar.
*
Porém o tempo não pára.
Fez-me rosa esmaecida.
Já não sou botão de rosa,
Sou só pétala caída,
Mas vou adubando o chão,
E vivendo com emoção
A cada ciclo da vida.
*
Que venha então o outono,
Pois dele não vou fugir.
Minhas folhas desgastadas
No chão deixarei cair.
Renovarei minha vida,
Com certeza reflorida,
E apostando no porvir.
*

Foto e verso de Dalinha Catunda

7 comentários:

Pedro Du Bois disse...

Dalinha, obrigado pela sua companhia no meu blog. gostei muito do "reflorida", parabéns. Seus textos possuem o andamento da música: ressoam. Abraços, Pedro.

AFRICA EM POESIA disse...

Dalinha
E eu...mesmo sem Mar já tinha saudades.
um beijo

SAM disse...

Olá Dalinha!


Já conhecia a sua arte e beleza poética. E a vi num blog de um amigo em comum, o Alvaro Oliveira. De lá vim para me deliciar com os teus belos poemas.

Bélissimo poema, Dalinha! Aposte sempre no porvir. A vida deve estar e ser sempre por nós " reflorida" e sentida com perfume das rosas.


Enorme beijo!

Tais Luso de Carvalho disse...

Olha, querida amiga... este teu poema dá o que falar, ou o que pensar. Li, e lógico, com olhos de quem escreve crônicas.

Refleti cada frase e achei de muita seriedade diante de nossa trajetória nessa vida. Uns se acham eternos botões; outros, pétalas despencando. Achar o meio termo e conviver com ele é o nosso grande dilema. E aceitar a trajetória do botão às pétalas despencando, precisamos um pouco de coragem: não há viço que resista.

Por essas e por outras é que tá cheio de gente meio perdida por estas ‘melhores idades’, como deram pra chamar os da terceira idade ou seja lá o que for.

Gostei mesmo! Disseste em versos o que eu disse em crônica. Só que teus versos foram bem mais suaves do que minha crônica.

Beijos e meu sempre carinho.
Tais luso

Ana Maria disse...

Folhas e flores caem;
nós também caímos,
Sejamos como as folhas e flores,
elas caem e brotam de novo levantando e reflorindo.
Muitos beijinhos!

São disse...

Minha linda, serás sempre botão de uma qualquer flor, porque a arte nunca murcha!

Beijinhos.

Jean Kleber Mattos disse...

Parabéns, Dalinha!!! Pela seu talento e pelos seus leitores!!!
Bjs