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terça-feira, 30 de outubro de 2007

IPUEIRAS NA VOZ DE SEUS FILHOS




IPUEIRAS NA VOZ DE SEUS FILHOS


Ipueiras não é só uma saudade. Aquela cidade da meninice, da adolescência e dos sonhos é hoje uma lenda. A saudade aí é a senha a nos conectar passado e presente rumo ao futuro.

Por meio da Internet, ostentamos a Ipueiras de todos nós. E foi me valendo dessa janela a nos transportar até nossa cidade que garimpei, em variadas fontes, relatos aqui apresentados, de ipueirenses a enaltecer nossa terra.

Com prazer, repasso, aos aficcionados nesse rincão, o expressivo material a cantar nosso chão, que completa 124 anos de emancipação política.

Dalinha Aragão Catunda.


Criei traços daquela imagem que do alto mirava sempre ao anoitecer. Queria detalhar o rosto, mas resisti, seria como roubar do povo uma sigilosa homenagem. Decidi que o desenho não estamparia a face para que dessa forma representasse o rosto de todos os ipueirenses.
(Bérgson Frota, no conto "Um céu claro de outono")

Ipueiras é bonita,
Uma terra altaneira.
Seus filhos são orgulhosos
Desta cidade faceira.
(Chico Frota, No Poema "Cidade de Ipueiras")

"Eu, sempre que retorno à minha terra
"E o inverno matiza de esperança
O sertão enche o açude e azula a serra,
Como que volto a me sentir criança."
(Costa Matos, no livro "Estações de sonetos")

"Uma ponte corta o rio.
Uma saudade corta o ar.
Sou uma cacimba cavada,
no leito do Jatobá.
A água que brota é o pranto,
Que choro distante de lá."
(Dalinha Aragão, no poema Ipueiras uma paixão)

"Não tive só um pedaço de infância em Ipueiras. Tive talagadas de adolescente até o final, enquanto pude descer sem enguiar na idade. Que não só em 1957 a 1963 mais depois até quando mais pude. E se pudesse ainda teria mais". (Frota Neto no livro "Quase")


"Vejo-te em meus sonhos,
Meu passado, meu futuro,
Estou ausente infelizmente,
Mas vou voltar, eu juro!"
(Francisco Braga (No poema "Tributo a Ipueiras").


Para mim a Ipueiras recriada é uma experiência profunda porque vivida com profundidade. Até assusta. Dá medo que nos escape pelas mãos.
(Jean Kleber Matos) retirado da crônica, “O Mapa do Território”


"Fui amassado no barro das Ipueiras, nos vales e sertões do pé-de-serra da Ibiapaba. Terra de barro bom pra homem" (Gerardo Mello Mourão, em discurso por ocasião de recepção de título honorífico na Universidade Federal do Ceará)



"É uma cidade bonita que desponta
Na grandeza dos seus filhos,
Do seu povo, sua gente,
Na benção do Cristo Redentor,
Que de braços estendidos
Num amplexo de cem anos
Nos diz: eu sou teu benfeitor.
(Jeremias Catunda, no livro "Versos Versus Minha Vontade")

"... E aí num misto do velho Y – Juca Pirama e menino de novo, às margens do Jatobá (então elevado a arquétipo de nos cearenses), reviverei as cenas outrora sonhadas: as cheias de volta a sepultar águas pequenas, cacimbas e cercas de nossa solidão, atraso e miséria!" (Marcondes Rosa de Sousa, no artigo "As águas do Jatobá, no Jornal "O Povo").

"Minha cidade é pequena,
Mas pra mim ela é princesa,
De verdes montes cercada,
Ela é uma beleza.
Minha cidade é bonita,
Bonita por natureza.
(Neuza Aragão, no livro "Vida em versos")


"É assim que Isa, na sua grande memória, me faz lembrar dos meus tempos de criança em Ipueiras. Quando eu vejo um caminhão carregado de gente, dobrando aqui na curva da igreja, eu só me lembro de você, Tadeu"

Nas tardes de domingo, meu pai me incumbia de comprar o jornal correio do ceará ou o unitário, que era vendido no trem vindo da capital.

A molecada, nela me incluindo, pegava o caminho de volta da estação, de carona, nos caminhões do Matim, do Chico Manteiga ou do Chiquinho Evaristo. Era aquela algazarra: xingamentos, vaias aos que voltavam a pé, assovios (coiós) para as meninas moças. Coisas mesmo de moleque.
(Tadeu Fontenele)

"Hoje cada um tem sua vida em outros lugares. O que buscamos neste "site", acredito eu, é resgatar a memória de uma infância e adolescência da cidade onde nascemos. E, embora distantes, continuamos a amá-la, pois Ipueiras faz parte dos melhores momentos de nossas vidas. (Terezinha Mourão, por e-mail)

"Num passe de mágica (ou de mouse), transporto-me até Ipueiras como se estivesse na "avenida", sentado ao chão, conversando numa roda de amigos, revirando saudades" (Walmir Rosa de Sousa, por e-mail).

7 comentários:

Jean Kleber disse...

Dalinha, uma feliz idéia, executada com arte e sensibilidade. Depoimentos selecionados sobre Ipueiras. A voz da nossa alma. Obrigado.

Anônimo disse...

Dalinha,
E cheguei ao seu Cantinho. Vou acompanhar mais de perto. Naquela minha citação de infância/adolescência em Ipueiras, que fiz referência a Isa, peço que você modifique: ...vindo no tem da Capital. Mude de tem para trem. Aguardo inserções sobre sua última viagem a Ipueiras. Tenho expectativa de seu relato sobre os encontro das Bandas de Ipueiras e das cidades vizinhas. Abraços do Tadeu.

Anônimo disse...

Dalinha,
Retifico o trecho para conserto: ...que era vendido no tem vindo da capital. Mude para: ...que era vendido no trem vindo da Capital.
(Estou colocando Outro, como identidade, pois não entendi o preenchimento de Nome de Usuario e Senha. Por favor, oriente-me. Abraços do Tadeu.

Dalinha Catunda disse...

Meu amigo Tadeu,
Já coloquei seu Trem nos trilhos. E como recebi os dois comentários,"sem querer querendo" você acertou.
Fico feliz em ter você, um amigo de infância, dando uma espiadinha no meu blog.
Um abraço,
Dalinha

Anônimo disse...

Ainda há pra me embalar com o doce sonho encantado da infância porque me sinto tão criança ... Ainda me alegra o teu sorriso dissimulado nas belas tardes de domingo.

Anônimo disse...
Este comentário foi removido por um administrador do blog.
Dalinha Catunda disse...

Amigos.
Os comentários são e serÃo sempre bem-vindos.O comentário excluido teve apenas um motivo:era repetido.
É muito bom dividir com vocês esse cantinho onde Ipueiras é a musa maior. Dalinha Catunda