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sexta-feira, 25 de abril de 2008

Solo Sagrado


Foto: Ipueiras vista do alto do Cristo Rei

Solo Sagrado

Ipueiras chão venerado
Meu regalo, meu calor.
Berço sagrado da infância
Da mocidade o esplendor
Musa dos meus poemas
Canção maior de amor.

O rio que lambe teu seio,
Em meu coração desaguou.
Invadindo-me as entranhas,
De saudades me emprenhou.
Saudades que não aborto
Pois me fazem parir amor.

Parece que estou vendo,
Fremente teu carnaubal.
Fazendo acenos ao vento
Num requebro sensual.
Ventos idos me enlevam,
E me levam a terra natal.

Vagueia por minha cabeça,
Um tempo bom que passou.
As travessuras da meninice
O resplandecer do amor
Primícias deveras marcantes
Que o tempo não apagou.

Saudade toca-me a alma
Invadindo todo meu ser.
Suspiros enamorados
Não tardam a aparecer,
Evocando o solo sagrado,
Terra que me viu nascer.

10 comentários:

Anônimo disse...

Um belo poema feito de coração. Parabéns !

Bérgson Frota

Lurdinha disse...

Dalinha todos nós amamamos muito Ipueiras, mas só você consegue rimar nossos sentimentos em belas poesias que nos tocam verdadeiramente a alma e o coração. Prabéns amiga.

Valdison disse...

Eta poeta boa esta Dalinha, a poesia só falta cantar de saudade.

Anônimo disse...

Para mim Solo Sagrado é o melhor trabalho poético de Dalinha, tem muito sentimento e quem ama Ipueiras chora ao lê-lo.


Maria das Graças

Chiquinho Luar disse...

Cinco estrofes de seis linhas cada, e a poetisa Dalinha feito fada, nos faz lembrar a cidade natal, e amar feito tal, que não se pode fugir de elogiar,não deixar de comentar, Solo Sagrado é mais que um agrado, é um farta declaração de amor, à terra de Ipueiras que ela sempre trata e retrata com mais e mais louvor.

Jean Kleber Mattos disse...

Mais um hino de amor à cidade natal. Versos cheios de sentimento. Agradável de ler. Emocionante até para quem não nasceu lá.
Parabéns Dalinha.

Dalinha Catunda disse...

Amigos,
É com muito prazer que leio os comentários de todos vocês e realmente sou encantada por Ipueiras a quem louvarei etrnamente.
Um abraço,
dalinha Catunda

clovis disse...

Sou do Acre, mas tenho admiração por esta cidade pois meu pai e avo nasceram nesta cidade e ainda tenho tios que moram aí. O meu avô era arthur cavalcante e o meu pai é luiz holanda.

paulo disse...

Como filho do meu amado nordeste venho aqui parabenizar esta grande poetisa do sertão nordestino!! vc está de parabens Dalinha!! bjs querida!! Paulo Cezar Nascimento Leal.Baiano de Itabuna sul da bahia!!

paulo disse...

Viva esta poetisa do meu amado nordeste!! Paulo!!