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quinta-feira, 23 de abril de 2009

O JATOBÁ BOTOU ÁGUA!


Imagem do Jatobá em tempos de Cheias.Rio que nasce em Ipueiras.
Foto do meu amigo Carlos Moreira

O JATOBÁ BOTOU ÁGUA!

Choveu nas cabeceiras
O Jatobá transbordou,
O rio tá botando água!
A molecada se agitou.
E o povo da cidade
Para ver a novidade
Na chuva até se molhou.

Menino pulando da ponte,
Fazendo estripulia.
Com o rio botando água,
Era o que mais se via.
Filho de bananeira
Passava nas carreiras
E na correnteza sumia

O jatobá se zangou
Ficou de toda largura.
Nunca vi cheia maior,
Falava uma criatura,
Vendo a água que corria
Apreciando a magia
Vendo acabar a secura.

Oposto que a meninada
Já preparou o landuá,
Ou garrafa com farinha
Para piaba pescar,
Depois bem salgadinhas
Torrada e com farinha
Melhor tira gosto não há.

As lavadeiras, garanto!
Já começaram a cantar,
Cantigas de bater roupa
Nas pedras do jatobá.
É grande a animação
Aqui neste meu sertão
Ao ver a chuva chegar.

Debaixo das oiticicas,
Nas pedras do Jatobá,
Com cachaça e tira gosto,
Diversão maior não há.
Mas isso só tem sabor
Pra quem é do interior
Ou quem já viveu por lá.

Eu só queria saber,
Responda-me, por favor:
Quem tomou banho de rio,
E já morou no interior.
Se não bate uma vontade
De rever a antiga cidade,
Ou só eu sinto esse amor?

6 comentários:

O Profeta disse...

Ó chamateia que fala da saudade
Ó canção que pões um brilho nos olhos
Ó mulher que tens a forma da viola
Ó que espalhas paixões aos molhos

E o cantar da meia-noite
A todos encanta e seduz
Cantar até que morra a voz
Cantar até que haja luz


Vem tocar uma Viola de dois corações

Bom fim de semana



Mágico beijo

Valter Montani disse...

Oi Dalinha, eu morei a vida toda em São Paulo, hoje estou em Piracicaba, mais lá pro meio da mata, mas precisamente dos canaviais, é outra vida, perto do rio, com lagos próximos, pássaros, pôr-do-sol de arrepiar, noites estreladas e quentes, na lua cheia então nem se fala, é uma loucura isso aqui, não troco pela cidade grande, se Deus quiser nunca mais. bjs e bom fim de semana. fui

João Ananias disse...

No nordeste quando a chove
A alegria é geral.
Quando os rios estão cheios
É um verdadeiro festival.
A garotada mergulhando
O povo todo admirando
Fazendo um belo carnaval.

Bela lembrança Dalinha.
Grande abraço e bom fim de semana.

Tereza Mourão disse...

Oi amiga, vê o rio jatobá com toda esta água, embora hoje sabemos que muito suja, mesmo assim bateu uma saudade deste rio que traz muitas histórias e só vc mesmo para resgatar. Abraços
Tereza Mourão

Goldfinger disse...

Querida amiga Dalinha

Este seu rio Jatobá fez-me lembrar um outro aqui por Portugal, onde eu em miúdo, fugindo sorrateiramente do colégio, me ia banhar com os colegas.
Também tinha arvoredo em volta das margens e era também por lá, por entre os seus ramos, com cheirinho a Ribatejo, que aproveitava-mos para namorar.
Saudades!
Um bom domingo.

Abraço

GOLDFINGER

Eu e Alque disse...

Amiga das letras,que belos e singelos versos retratando toda a beleza que tem um rio no inverno; e quem é do interior sente saudade dessa época, quando os rios transbordam!
Parabéns Dalinha!!
Abraço, Alque!