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segunda-feira, 4 de maio de 2009

MEL, O DOCE GATINHO


Publicado ariginalmente no Diário do Nordeste em 03/05/09

MEL, O DOCE GATINHO

Tudo aconteceu num dia chuvoso de céu escuro. Foi neste dia, que uma luz surgiu na vida de Mel, mudando definitivamente sua triste sina.

Mas quem é Mel?

Mel é um lindo gatinho branco que mia diferente, como se a todo instante pedisse mel.

E foi por esse motivo que ele ganhou o nome.

O gatinho, além de miar cada vez que se mexe em comida na cozinha, adora dormir.

Quando o sono chega, ele se dirige à sua caixinha que fica num canto da cozinha. Dormindo, é a coisa mais linda do mundo! Já o vi dormindo até sentado.

O doce gatinho branco é muito limpo e toda vez que quer fazer suas necessidades, vai procurar um lugar onde ele possa cavar e enterrar cuidadosamente as suas fezes.

Ele tem um arzinho carente e não poderia ser diferente. É lógico que ele não caiu do céu, nem nasceu do nada. E como ele chegou até seu novo abrigo? É isso que vou contar agora:

Um humilde agricultor que passava pelas margens de um rio para cuidar do seu roçado, ouviu um barulho estranho e começou a olhar em volta. Redobrou sua atenção para tentar descobrir o misterioso barulho que vinha de um dos lados do rio.

Andou para um lado, para o outro e conseguiu ouvir mais de perto. Pelas suas conclusões, apesar de muito fraco, eram miados de gato. Mas, onde estaria enfiado o danado deste gato que apenas miava sem aparecer? Estaria enganchado nos arbustos espinhentos que eram comuns naquela região? Ou apenas miava procurando sua mãe?

Continuou a procurar e quase caiu, ao tropeçar num saco.

O saco estava se mexendo; o agricultor, cuidadosamente retirou o nó, e lá de dentro viu sair um lindo e assustado gatinho branco, tão assustado e fraco, que nem força para fugir ele teve.

Quando o agricultor chegou à sua casa com aquela criaturinha cor de algodão, a criançada fez uma festa danada, até brigavam para ver quem ficava com o gatinho mais tempo no colo.

E o que era estorvo em uma casa, tornou-se alegria em outra.

Muitas vezes, é no coração das pessoas mais simples que a bondade faz morada.

E foi assim, pelas mãos de um homem simples, que Mel ganhou uma nova moradia e foi salvo da maldade de pessoas sem coração que descartam os animais quando deveriam protegê-los.

Texto de Dalinha Catunda

4 comentários:

Victor Gil disse...

Olá Dalinha.
Ve-se que és uma mulher do campo. A ternura com que falas das coisas da terra, dos animais. As estórias, como a do boi, que acho genial. Estou a adorar os teus contos, essa faceta da escrita que eu gostava de fazer mas ainda não arranjei coragem.
Sabes temos algo em comum: ambos nascemos no campo. Tu, pelo que vejo, ainda moras entre as pastagens, os animais, etc.. Eu pelo contrário, moro na cidade, mas quero um dia voltar às minhas raízes.
Um beijo muito grande para ti que és uma simpatia.
Victor Gil

Valdemir Reis disse...

“Amigo é coisa pra se guardar...” Como diz o poeta. Amiga Dalinha aqui de volta ao seu belo espaço para agradecer de coração sua gentileza em nos honrar com a sua visita e valoroso comentário. Saiba que muito nos fortalece, sua presença é sempre agradável e especial. Obrigado mesmo.... Apareça sempre lá! Confesso que admiro bastante o seu trabalho, parabéns pelo tema publicado “Mel, o doce...”, ótimo texto, precioso e interessante. Seu trabalho é explendido pela sua originalidade, simpliscidade e escolha. "O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis". Fernando Pessoa. Encontrar-nos-emos sempre por aqui. Felicidades. Desejo uma semana repleta de realizações e de muito sucesso extensivo aos familiares, muita paz, saúde, brilhe sempre, bênçãos, proteção e alegria. Que a luz divina oriente e ilumine o nosso caminhar... Um abraço fraterno.
Valdemir Reis

Valter Montani disse...

Dalinha, suas postagens então "animais" brincadeira...adoro suas visitas, comentários sempre carinhosos acerca do que escrevo.
Também, gosto muito do que escreves, é sempre um prazer passar por aqui e dar uma expiadinha em seu blog, bjs e sucesso!

Maria Emília disse...

Como sempre as suas estórias são encantadoras e a verdade é que consegue contá-las de forma a que nos encontremos nelas de uma ou outra forma.Fico à espera de mais contos para me deliciar.
Um beijinho,
Maria Emília