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quinta-feira, 1 de outubro de 2009

CRIANÇA DO INTERIOR


Crianças brincando no rio que passa dentro do meu sítio em Ipueiras-Ceará.
Texto e foto de Dalinha Catunda

CRIANÇA DO INTERIOR

Dalinha Catunda
.
Foi-se o tempo que criança,
Brincava de bola e boneca.
Brincava de cabra Cega,
De casinha e de peteca.
Brincava de pular corda,
E nas brincadeiras de roda
Cantava a Sinhá Marreca.
.
Menino jogava bila.
Também soltava pião.
Vi muito pião rodando,
No chão e na palma da mão
Assim eram as brincadeiras,
Em minha saudosa Ipueiras,
Meu recanto, meu sertão.
.
Papagaios coloriam
Aquele céu do sertão.
Menino pra todo lado
Com sua pipa na mão.
Correndo pela cidade
Cheios de felicidade
Mesmo de pé no chão.
.
Fui criança do interior,
Criada bem à vontade.
Tenho pena de meus filhos,
Os filhos da grande cidade!
Que não tiveram essa alegria,
Nem viveram a mesma magia,
Só condomínio com grades.
.
Dalinha Catunda

9 comentários:

ONG Carreiro de Tropa disse...

Sempre que venho aqui lhe fazer uma visita, sua poesia me encanta mais um pouquinho


Bjs!!

Maris Stella

rouxinol de Bernardim disse...

Este rio, com estas crianças, faz lembrar os «Capitães da Areia» do Jorge Amado. Bom gosto..

Chica disse...

Lindo! Eu também tenho pena e por que não dizer, até de mim,tenho pena,rsrsr Viver na cidade não é mais a minha vontade. Não suporto mais tudo isso aqui! beijos,chica

SAM disse...

Bom dia, Dalinha!

Ah que delicia de foto e poema! E fiz tudo isso amiga . Como você, tenho pena das minhas filhas pelos mesmos motivos. E viajo no tempo, lembrando cada momento de pura alegria. Tivemos uma infância rica, amiga! Tenho orgulho deste tesouro que me acompanha.


Lindo fim de semana, amiga! Meu carinhoso beijo

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Lourdinhas do coração
Dalinha de bem me quer
é com toda a emoção
que te saúdo, mulher

E eu que não sei poesia
ao ler teu lindo rimar
embora sem muita mestria
- é um preito ao teu olhar

Já está. O que me obrigas a fazer, Dalinha... Nem o Camões, nem o Pessoa, nem a Cecília, nem a Florbela, nem o Bilac, nem o Castro Alves, nem o Bandeira, nem o Ary dos Santos estão ao meu nível - de tão baixo que ele é... Eu pecador me confesso...

Lourdinhas, há quantos séculos não me visitas???????

Gjs

Ana Maria disse...

Com o calor que anda fazendo por aqui, um banho no rio é delicioso.
Beijinhos!

Ana Paula Marinho disse...

Oi Dalinha. Infelizmente vou ter que concordar com o que diz neste poema. Criança da cidade vive isolada por grades e na maioria das vezes não tem a inocência de antes. É realista o seu texto e espetacular como sempre neh. Adorei demais. Grande beijo.

APMA

Sheryda disse...

Dalinha, suas poesias sempre muito bonitas e você sempre muito criativa em tudo que faz. A fómula de tanta sabedoria é porque tudo que você faz é com amor. Grande bjo e meus Parabéns.
Sheryda Aragão

Anônimo disse...

OLÁ DALINHA, ESTIVE EM IPUEIRAS EM DEZ/08. LINDA CIDADE, PENA QUE SÓ FIQUEI 8 DIAS. TIREI MUITAS FOTOS E ESTIVE EM CAMPO MAIOR TAMBÉM NO PIAUÍ. FOTOS NO ORKUT: SILVASANTOS.MAURICIO@GMAIL.COM OU PARA CONTATOS, MSN: MAURICIOPXTSURF@HOTMAIL.COM. GOSTARIA DE TER CONHECIDO O RIO QUE PASSA NO SEU SÍTIO.