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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CABRITO ROUBADO E LADRÃO LASCADO


Texto e Foto De Dalinha Catunda

CABRITO ROUBADO E LADRÃO LASCADO

Meu cabrito foi roubado
Tenho pena é do ladrão.
Em cima dele joguei
Muita praga e maldição.
Pois pena desta raça,
Confesso não tenho não.

Deixar nas mãos de Deus
Não me agradava a solução.
Por isso entreguei o traste,
Foi direto na mão do cão.
Pois é no fogo do inferno,
Que se acaba com ladrão.

Meu cabrito era bonito,
Do pasto era a sensação.
Sua cor bem amarelada,
Seu porte chamava atenção.
Todo mundo se encantava,
Com o famoso amarelão.

Dinheiro de todo jeito,
Nele eu tinha enjeitado.
Naquele mimoso cabrito
No mais gracioso capado.
Era a criação mais linda,
Que havia em meu cercado.

Muitas vezes eu dizia,
Sem nenhuma intenção.
Que ia botá-lo num bingo,
Ou vendê-lo em um leilão.
Na verdade nunca pensei,
Em vender meu amarelão.

Do tamanho de um bezerro,
Era amarelo bem queimado,
Orelhas arreadas e grandes,
Chifres muito empinados.
Tinha uma rara elegância
Por isso era tão destacado.

Recusei vender ao Chagas,
Não quis vender ao João.
Pois aquele cabrito era
Do sitio a maior atração,
E já tinha até se tornado
Um animal de estimação,

Foi no final de dezembro,
Que a tragédia aconteceu,
O cabrito dormiu no pasto,
Porém não amanheceu.
Seu rastro ficou na cerca,
Onde o pelo dele prendeu.

Uma pista bem certeira,
Tenho mais não vou atrás.
A alma deste mau sujeito,
Entreguei foi ao Satanás,
Juro que daqui pra frente,
Ele nunca mais terá paz.

O nome do traste escrevi,
Num pedaço de papel,
Enfiei num cupinzeiro,
Antes lambuzei de mel.
Se ele soube ser ladrão,
Eu também sei ser cruel.

Dentro da boca do sapo
Seu nome ganhou lugar.
Costurado e alinhavado,
Pra não poder escapar.
Pois todo castigo é pouco,
Pra quem gosta de roubar.

O bode preto sacrifiquei,
E foi na sua intenção.
Ofertei a um preto velho,
Para ele entrar em ação
E trazer toda desgraça
Pra vida deste ladrão.

O espírito do bode preto,
Em breve ele vai receber.
Chifre nos lados da testa,
Ele tem e mais vai nascer
E toda vez que ele espirrar,
Seu peido não vai conter.

Tudo que mais desejo
Do fundo do coração.
É que este rato safado
Perca a fala e a visão,
O movimento das pernas,
E por ultimo perca a mão.

Desejo que ele conserve,
A mais perfeita audição.
Quando ouvir um berro,
Ele tenha recordação,
Do cabrito amarelado
Que foi a sua perdição.

Eu sou Dalinha Catunda,
Filha de seu Espedito,
Se a justiça anda fraca,
E se eu não posso no grito
Apelo pras minhas pragas,
E a força dos maus espíritos

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

PURO-SANGUE


Puro-Sangue

Era um puro-sangue.
Ímpar em sua beleza.
Porte altivo e elegante,
Trazia um ar de nobreza.

Foi paixão a primeira vista.
Não tive como escapar.
Garboso me farejava,
Fui seduzida a montar.

Conduziu-me com maestria,
De quem domina o oficio.
Montar aquele alazão,
Confesso, não foi sacrifício.

Tinha narinas acessas.
Tinha sede de galope.
Me agarrei ao seu pescoço,
Deixei-me levar por seu trote.

Galopamos feito louco,
Até quase sair do chão,
Daí a pouco o paraíso,
Era a mais bela visão.

Estrelas intermitentes,
Sinos a badalar.
O prazer feito cascata,
Coroava o cavalgar



Foto: farm4.static.flickr.com/3234/2940098323_49f57...

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

VOU SAIR NO BOLA PRETA



VOU SAIR NO BOLA PRETA

Foi no carnaval passado,
Que você embriagado
Rasgou minha fantasia.
Eu fiquei amargurada,
Ressentida e chateada
Com mais essa covardia.

Jurei que no próximo ano
Sozinha sem desenganos
Noutro bloco eu sairia.
Durante um ano inteiro
Eu juntei o meu dinheiro
E fiz uma nova fantasia.

Cansei das suas tretas
Aliei-me ao Bola Preta
Bloco que tem tradição.
Agora cheia de encanto,
Vestida de preto e branco
Vou sair em seu cordão.

Fique com sua cachaça
Aposte em suas arruaças
Que vou cuidar de mim.
Vá tocar o seu pandeiro
No bloco dos cachaceiros
Na porta de um botequim.

Dê asas a sua loucura,
No bloco da pinga pura,
Beba em minha intenção.
Pois vou sair bem contente
Arreganhando os dentes,
E atrás de nova paixão.

Foto retirada do:cordaodobolapreta.com.br

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

CHICO PARNAIBANO


CHICO PARNAIBANO

Uma cuia de ciriguela,
Enviada em fotografia,
Acordou velhas saudades
Dos tempos de alegria,
Quando Chico Parnaibano
Visitava sua avó Maria.

Assim relembrava Chico,
Transbordando de emoção,
Falando do seu pé-de-serra,
Do seu encantado chão,
Daquele tempo passado
Que ficou em seu coração.

__Amiga eu não esqueci
Gosto muito de lembrar.
Dos velhos finais de tarde
Quando eu saia pra visitar
A minha vó Mariazinha
E bem feliz voltava de lá.

Bolsos cheios de ciriguelas
Eu saia estrada a fora,
Comendo a gostosa frutinha
E os caroços jogando fora.
Eita saudades danada
Que bate em meu peito agora.

Ainda sinto saudades,
Que o tempo não apagou.
Da serra grande fumando,
Do trem que não mais passou
Do menino que fui um dia
Vivendo no interior.

Hoje Chico não é apenas,
O menino Francisco Cordeiro
É o Chico Parnaibano,
Para os amigos e parceiros
E das lembranças d’outrora
É um bom e fiel escudeiro.

Foto retirada do AFAI( SITE DO IPU)

domingo, 8 de fevereiro de 2009

ARAGEM



ARAGEM

O desnublado do dia
Enchia-me de alegria
E eu me entregava ao prazer.
De ver o dia surgindo,
Nos braços de um vento menino
Que vinha minha pele lamber.
A Brisa que me acaricia
Meu corpo todo arrepia,
E eu invoco você,
A participar desta dança,
De vento e mulher criança,
Antes do anoitecer.

Texto Dalinha Catunda
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sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

PAIXÂO AGRESTE



PAIXÃO AGRESTE

Tem o sabor da terra.
Tem o calor do sertão.
Tem a firmeza agreste,
agarra touro com a mão.
Tem um punhal afiado,
que corta qualquer coração.

Na pele tostada da lida,
brota a transpiração.
No balançado da rede,
embala magia e paixão.
No arrastar do chinelo,
tira poeira do chão.

Monta cavalo arisco,
sem pena e sem perdão.
Nas rédeas mostra ao bruto,
quem domina a situação.
Assim também fez comigo,
ganhando meu coração.

Eu, arbusto ressequido,
nas caatingas do sertão,
com ele ganhei o viço.
Tive nova brotação.
Era a chuva que faltava,
pra regar minha paixão.

Foto retirada do site selec.mt.gov.br/

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

A CIRIGUELA


Foto tirada nas férias de Janeiro em meu sítio em Ipueiras-Ce
A CIRIGUELA

Ela é muito apetitosa,
Todos querem saborear
Sua cor avermelhada
É um convite a provar
Depois de um bom trago,
Pra muitos é um manjar.

No Ceará muito gente,
Vi correndo atrás dela.
Até eu andei trepando
Num galho, doida por ela.
Antes que o pau quebrasse
Minha mão eu meti nela.

Típica do meu Nordeste.
Bem gostosa como ela só.
Quem ainda não comeu,
Confesso que tenho dó,
Pois ainda não encontrei,
Sabor que fosse melhor.

Às vezes bem vermelha,
Outras vezes é amarela.
Falo é da preciosidade,
Que se chama Ciriguela.
Fruta pequena e gostosa
Não há quem resista a ela.

Foto e texto de Dalinha Catunda
Texto publicado No Jornal O Povo em:14/02/09

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

FLOR DE MUÇAMBÊ


Foto tirada nas férias de janeiro de 2009 na cidade de Ipueiras-Ce

FLOR DE MUÇAMBÊ

Uma lembrança singela,
Que tenho e gosto de ter
É da florzinha branca,
Chamada de muçambê

As margens dos açudes
Encantava meu olhar
Aquelas flores brancas,
Tão graciosas a bailar

Por certo a fresca brisa,
Vinha somente beijar.
As lindas flores faceiras
Que se remexiam no ar

Flores que trazem magia
Repletas de esplendor.
Ornamento natural.
Paisagem do interior.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A VOLTA DE IPUEIRAS


Dalinha Catunda, Jocelino Araujo assessor de imprensa e o vice-prefeito de Ipueiras, meu irmão Nelito Aragão.

Meu irmão Dito que ajudou-me a preparar e saborear as comidas.

Seguido a ordem, os comunicadores: Lima Junior, Carlos Moreira, Dalinha Catunda e Edilson Sales. Amigos que prestigiaram meu bota-fora no sítio em Ipueiras.

Meu irmão Tony Aragão, cantor e locutor, e o também cantor e locutor Lima Junior animando o encontro entre amigos e familiares.

Dalinha mexendo nas panelas.

Meu caseiro Zé Antonio, eu Dalinha Catunda e Luis.
Todas as fotos são do acervo do blog. No decorrer das postagens publicarei novas fotos.

A VOLTA DE IPUEIRAS

Amigos deste meu blog,
Fui até o Ceará e voltei.
Fui rever a minha gente,
E as coisas que lá deixei.

De presente trouxe fotos,
Do meu mimoso sertão.
E postarei com prazer
Para a sua apreciação.

Minha cidade é Ipueiras,
Fica no estado do Ceará.
Lá é o meu doce paraíso,
Meu recanto e meu lugar.