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terça-feira, 4 de maio de 2010



ROSA SEM CRAVO
*
Nasce livre morre escravo,
Quem perdeu a direção.
Sou uma rosa sem cravo.
Não nasci pra ter patrão.
*
Não nasci pra ter patrão.
Não nasci pra ter coleira.
Pois nasci lá no sertão
Tenho alma caatingueira.
*
Tenho alma caantigueira.
E fibra de nordestina
O sol quente na moleira
Não mudou a minha sina.
*
Não mudou a minha sina,
Ensinou-me ser valente,
Sou assim desde menina
Se puder me agüente!
*
Se puder me agüente!
Ou fuja desta peleja.
Não quero ser diferente.
Mas sou forte sertaneja!
*
Mas sou forte Sertaneja!
Que não dispensa paixão.
Quem a minha boca beija,
Ganha o meu coração!

Foto do acervo do blog.Estou segurando no colo um cabritinho no meu sítio em Ipueiras, sertão do Ceará.
Texto: Dalinha Catunda.

10 comentários:

Chica disse...

Que coisa linda,dalinha!Linda foto também!beijos,chica

Blog de Ana Marly Jacobino disse...

Dalinda: que beleza falar dos amores da sua terra. Tenho aqui comigo e apelidei sua terra de "Paraíso". Amei conhecer a sua poeisa tão repleta da vivência da sua região. Abraços Poéticos Piracicabanos de Ana Marly de Oliveira Jacobino

CESAR CRUZ disse...

Dalinha,

Mais um poema com métrica, com força e com terra.
Adorei!

bjão
Cesar Cruz
S.Paulo, Capital

Santa Cruz disse...

Minha Amiga: Sou catolico com formação Teologica e prestes a ser Ordenado Diacono Permanente, Amo a vida a familia e amigos e tenho sempre no meu coração lugar para mais um amigo ou amiga a quem eu Chamo de minhas belas e eternas flores- Tenho outro blog com o link: Silenciodosmeussonhos.blogspot.com se quizeres fazer uma visita agradeço. no proximo sabado vai ser a festa do lançamento do meu primeiro livro.
Um beijo
Santa Cruz

Tais Luso disse...

Ops!! Que poema forte, heim, amiga!
E que gostoso esse ritmo...
beijão
tais luso

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

Gostei muito!
Adorei o jeito que vc retratou sua força e liberdade. É isso aí, uma rosa que cravo nenhum comanda.

Uma graça esse cabritinho!
Bom dia, Dalinha!

Anne Lieri disse...

Dalinha,adorei sua poesia!Parece um pouco com rondel!Grande Dalinha,poetisa forte e de grandes versos!Amei!Bjs,

SAM disse...

Dalinha, a mensagem pura da sertaneja que carrega a vida inteira as belas raízes de sua gente e de seu torrão.


Beijos nossos

Edison e Sarinha

Jean Kleber disse...

Também gostei muito da foto. Muito linda.

ARFERLANDIA disse...

A alma espressa da mulher nordestina, canta pelo saudoso Luis Gonzaga (Rei do Baião) e a força de Carmélia Alves. Do agreste nordeste descrito por Josué de Castro. Cravo vermelho é liberdade, Rosa vermelha é paixão, a ãliança dos dois é a chave da "libertação".
O Sonho e Pensamento serão sempre livres e a relação íntima do Homem com a Natureza da-lhe as raízes da sua Identidade.

Gostei de sentir a força, o amor e o sentir da tua poesia, com marca própria de gente que luta por um mundo melhor.
ARFER