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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Cruz na beira da estrada

 CRUZ NA BEIRA DA ESTRADA

Cada vez que eu atravesso,
Estradas do meu sertão.
No transcorrer da viagem
Dispara meu coração
Cada lado da estrada
Tem tanta cruz enfeitada                               
Que causa até comoção.
*
Por detrás de cada cruz
Uma história singular
Um filho que sai de casa
Para nunca mais voltar
Com o coração ferido
Por ter o filho perdido
Tem mãe na cruz a chorar
*
A causa maior se sabe,
É o consumo de bebida.
Jovens inconseqüentes,
Em disparada corrida.
E cada cruz na estrada,
É uma vida roubada
Antecipada e perdida.
*
A cruz na beira da estrada,
No Nordeste é tradição
Tanto se vê no asfalto
Como na estrada de chão
Ela marca o desatino
Marca o trágico destino
Vira lenda no sertão.
*
Fotos e texto de Dalinha Catunda
visite:www.cordeldesaia.blogspot.com
www.rosarioecordel.blogspot.com

7 comentários:

Sister disse...

Simplesmente, eu adorei!! =)

✿ chica disse...

Sempre que vejo essas cruzes, me dá uma tristeza. Lindo cordel.Pena que hajam tantas delas!beijos,chica.Obrigado pela linda interação. Está lá!

Alana, Bruna e Gaby disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alana, Bruna e Gaby disse...

Olá, somos paraibanas, e como a senhora, conhecemos bem a realidade postada em seu Blog, nos encantamos com os textos. Parabéns!

Vieira Calado disse...

Por cá também havia esse hábito, sabe?

Mas hoje parece que já ninguém quer saber de desgraças...

Bjsss

Tadeu Fontenele disse...

Dalinha,
A cruz na estrada. A lembrança de quem foi, geralmente por fim trágico.

Mandei hoje um e-mail para você com referência ao Alencar, aquele amigo de Ipu. Em Brasília, pela habilidade no violão, ficou conhecido por Alencar 7 Cordas. Atingido por um fulminante ataque cardíaco veio a falecer logo após um show. Veja no Correio Brasiliense de hoje, 18.09, a notícia com detalhes. Beijos do Tadeu.

Anônimo disse...

Dalinha, sou de São Luís, mas vivo em São Paulo desde a infância.

Viajo muito pelo Brasil de carro e vejo sempre essas cruzes. Principalmente em Minas Gerais (muitas e muitas). Concordo com a Chica. Sempre que vejo uma delas, me dá uma tristeza danada.

Abs. da Maria.