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terça-feira, 6 de maio de 2008

MÃE SOLTEIRA


Foto:pat.feldman.com.br
MÃE SOLTEIRA

Não foi descaramento,
Nela não havia maldade.
Apenas impulsos, arroubos,
Sintomas da pouca idade.
Ovelha negra era agora
Na boca da sociedade

Sua barriga crescia,
Seu vestido encurtava,
Sua cintura antes fina,
Dia a dia engrossava,
E o filho feito a dois
Sozinha ela carregava.

Seguiu firme sua sina
Carregando barriga e dor.
Lembrava da mãe de cristo
Que pelo seu filho lutou.
E entregava seu destino
Nas mãos do redentor.

Em nenhum momento,
Seu ato a envergonhou.
Com o nariz empinado,
A caminhada continuou.
Segurou firme nos braços,
O que o ventre lhe ofertou.

Boa mãe é com certeza,
E a outro filho deu a luz.
Continua mãe solteira,
Sem achar que é uma cruz.
Sem dizer amém as regras
Que a sociedade produz.

Apontada como exemplo,
De mãe bem sucedida,
Pelos que antigamente
A chamavam de perdida.
Ela sorri ironicamente
Das voltas que dá a vida.

Amigos viajo hoje para o Nordeste, passarei o restante do mês de Maio.
Dei o blog com postagens sobre mães. Repetirei : Mãe Solteira, poema que gosto muito e tem muito de mim.
Meu abraço carinhoso a todos e Feliz dia das mães a todas as mães

10 comentários:

Lurdinha disse...

Eita Dalinha boa, essa pegou de cheio amiga, boa inspiração e bom tema, eu queria era ver se estas garotinhas de hoje sabem da garra que tem uma mãe solteira, essa poesia faltava você criar. Amei, parabéns e beijos mil.

Anônimo disse...

Sensibilidade e respeito num poema tão atual, digno de nota.Parabéns.

Bérgson Frota

António Inglês disse...

Belíssima poesia Dalinha.
Sentida e de um tema mais que actual.
Venho dizer-lhe que tem uma lembrança minha lá pelo meu canto, quando quiser é só passar por lá.
Um abraço deste lado do Atlântico.
António

Anônimo disse...

Sou mãe solteira, tive minha filha contra toda uma sociedade, tive apoio dos meus pais, acabei mais tarde cansando-me com alguém que me ama e adotou minha filha, hoje ela estuda medicina e muito me orgulha. Este trabalho poético muito me tocou, pois soube nos tratar como seres humanos dignos.

Sandra

Anônimo disse...

Sou filho de mãe solteira e tenho muito orgulho dela. Valeu Dalinha.

Clemilton

Dalinha Catunda disse...

Lurdinha,
Essa poesia não criei é minha verdadeira história que canto em versos e rimas.
Bérgson,
Obrigada, pelas palavras carinhosas. Minha história que você bem conhece,já mereceu um conto seu.
Antonio,
Obrigada pela lembrança florida e pelas gentis palavras.
Sandra,
Tenho orgulho e muito respeito, por essa mãe especial. A mãe solteira. É muito fácil ter um filho em condições normais. Mas, encarar mundo e sair vitoriosa só para as guerreiras.
Minha historia se parece com a sua também tenho uma pessoa especial que me ajudou a crir o primeiro filho, que hoje é engenheiro agrônomo e deu-me outro de presente.Somos dignas, sim,não de pena, de aplausos.
Clemilton, sua mãe está de parabéns, pelo filho que a ama incondicionalmente.Diga para ela que sente orgulho em tê-la como mãe. Presente melhor não tem para uma mãe.
Meu abraço carinhoso a todos

Jean Kleber Mattos disse...

Dalinha, as respostas à sua página dizem bem o quanto seus versos tocam as pessoas.É um benção ter o talento da poesia. Parabéns.

Anônimo disse...

Dalinha, simplesmente adorei!!!Você escreve com o coração e para tocar nossos corações. Com certeza as mães solteiras são verdadeiras guerreiras.Bjs em seu coração. Lucilene.

Nina Fiuza disse...

Adorei! Foi você quem escreveu?

Sou ex-mãe solteira e tenho um blog ondepublico minhas crônicas. Se te interessar o endereço é http://maesolteirarecemcasada.blogspot.com/

Anônimo disse...

Meu Deus, isso me tocou muito! Parabéns a nós mulheres guerreiras. Estou com 5 semanas de gestação e não sei o que fazer da minha vida. Meu curso minha faculdade... tudo fico pra mais tarde. Aborto? Estava decidida a fazer mas Deus me chamou pra Ele. Desisti após saber que poderia morrer e dar o desgosto a minha mãe. Eu decidi ser mãe solteira ao acabar de fazer 21 anos.