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segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Coroné Ludugero e Otrópe em Ipueiras


Foto:http://www.memorialpernambuco.com.br/memorial/120comunicao/corone_ludugero.htm

Coroné Ludugero e Otrópe em Ipueiras

Foi no começo de 1970 que a cidade de Ipueiras assistiu um espetáculo nunca antes visto em seus domínios.

A cidade estava movimentada e o Ipueiras Hotel de propriedade de Seu Meton Nunes Alexandre estava lotado de hóspedes especiais. Pois foi nesse dito hotel, que a caravana do Coronel Ludugéro se hospedou.

Coronel Ludugero que já trabalhava na televisão e era nosso velho conhecido do rádio, veículo que nos colocava, e até hoje nos coloca, em contato com o mundo, estava ali, em carne e osso para a felicidade dos ipueirenses.

Os momentos que antecederam o show foram especiais para a juventude daquela cidade que buscava ver de perto os artistas, coisa rara no interior.

O GCDI, Grêmio Cultural e Diversional Ipueirense se vestiu de alegria, e foi palco do inusitado espetáculo. O clube se tornou pequeno para tantos que queriam ver de perto o velho coronel e sua trupe.

Ver de perto Filomena, Otrópe, a moça que tocava piston, que o coroné chamava de Marrom, e que, garantem os que assistiram o show, que a tal Marrom, é nada mais, nada menos do que a hoje famosa Alcione. Tudo isso era delirante para nós, pobres mortais nascidos no interior.

Quando a caravana se foi, deixou um rastro de alegria, uns riam das piadas contadas, outros relembravam admirados da morena que tocava piston, as mocinhas saudosas suspiravam pelos artistas que com elas bailaram na pista de dança, e por algum tempo não se falava em outra coisa.

E foi o mesmo rádio que tanto divulgou o saudoso coronel que no dia 14 de março de 1970, espalhou por todo Brasil a triste notícia da trágica morte do coronel e boa parte de sua caravana num acidente de avião.

O coronel viajava do Maranhão para Belém, e nesse percurso, foi vítima de um desastre aéreo na Baia de Guajará-Mirim.

Aquele acidente, fatal, acabaria de vez com a dupla Coroné Ludugero( Luiz Jacinto da Silva) e Otrópe,(Irandir Peres Costa), que até hoje são relembrados com saudades.

E foi assim que Ipueiras que antes sorria e se embalava ao som da “rede véia” e “flor do ananá” transformou seu sorriso em consternação por aqueles que estiveram há tão pouco tempo alegrando aquela cidade.

4 comentários:

Anônimo disse...

Resgate de sensibiliade e digno de parabenização.

Bérgson Frota

Jean Kleber Mattos disse...

Eu não sabia deste show, Dalinha. Grande resgate. Parabéns.

bodegueiro™ disse...

A cultura de um povo está em resgatar e preservar sua memória.
Parabéns, Dalinha!

Tereza Mourão disse...

Que história fascinante Dalinha e excelente resgate, acredito que a maioria de nós não sabiamos deste show que assim como a passagem do Gonzagão em nossa Ipueiras contada por Zequinha este também é um fato histórico. Parabéns amiga vc é 10.
Abraços,
Teresinha (a do Seu Tim)