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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A CORUJINHA-CABURÉ E A BALADEIRA


A corujinha atinginda por uma pedra

Na mesa para ser reabilitada

Tentando o primeiro vôo depois de socorrida.
Fotos e texto de Dalinha Catunda

A CORUJINHA-CABURÉ E A BALADEIRA

No interior ainda é comum ver crianças com suas baladeiras atirando em aves e animais.
A baladeira é uma arma artesanal, conhecida também como estilingue, atiradeira. Ela é feita com uma pequena forquilha, onde se amarram tiras de borracha a cada lado. Essas tiras, por sua vez, são amarradas a um pequeno pedaço de couro furado dos dois lados.
O que para as crianças do interior é apenas um atraente brinquedo, na verdade, é fatal para nossas aves que muitas vezes são mortas apenas pelo prazer da diversão.
Passeando pelas veredas de meu sitio, deparei-me com um lindo par de olhos tristes, porém lindamente reluzentes que pareciam pedir-me socorro.
Agachei-me e segurei nas mãos uma linda corujinha-caburé, que não ofereceu resistência. É lógico que em outra situação seria diferente, pois esse tipo de ave é bastante agressiva.
Percebi que a linda corujinha-caburé, dona de belos olhos amarelos, estava ferida. Levei para o alpendre e com a ajuda de Edgar, um bom menino que adora preservar a natureza, cuidamos da corujinha que em pouco tempo voltou ao seu habitat.
A corujinha-caburé se destaca por seus vôos e cantos específicos. Tanto age tanto na calada da noite como no decorrer do dia. Alimenta-se de outras aves, insetos, lagartos e pererecas contribuindo para equilíbrio ecológico.
Enquanto crianças carentes de orientação caçam por mero prazer, a corujinha-caburé caça apenas para alimenta-se.

12 comentários:

Valter Montani disse...

Dalinha

Infelizmente ainda existe essa prática, na minha infância a gente chamava de estilingue, eu não tinha coragem de matar passarinhos, mas lembro bem de amigos que viviam caçando e não sei para que, talvez pelo simples prazer.
Ainda bem que existem pessoas como você, dispostar a ajudar uma ave indefesa a se recuperar e voltar para seu habitat. bjs e bom fim de semana.

Ana Paula Marinho disse...

Eita Dalinha! Eu era usuária do estilingue, mas sempre o usei para brincar, nunca para machucar animais.
É uma pena que alguns lugares de nosso país, essa prática seja vista como "cultura" dos mais jovens.
E para não deixar de falar... é muito bom ver que vc está de volta à escrita!
Já estávamos com saudades...
Super beijo.

joaquim da rocha disse...

Eita Dalina!!!
Sempre bem espertinha,
Mostrando no cotidiano
Com absoluta certeza
Como defender a Natureza
Neste texto Magnânimo.

Parabens cara amiga, Você genial como sempre.

Georgia disse...

Pois é nem sempre a brincadeira das criancas é saudável.

Me lembro dos meus irmaos brincando com a atiradeira e de minha mae falando que aquilo era uma arma.

Que bom que você cuidou dela.

Bom fim de semana

Alvaro Oliveira disse...

Olá amiga Dalinha

Minha amiga, felizmente que em Portugal as crianças já não usam
baladeiras( fisgas, em Portugal)
Era um dos divertimentos dos jovens no meu tempo de criança.
Sempre tive aberração por esse
ripo de brinquedo (como lhe chamavam) e me assustava.

De louvar sue gesto em defesa dessa pobre ave, vítima de diversão da juventude.

Beijinhos

Alvaro

Eu e Alque disse...

Olá amiga Dalinha, é sempre um prazer recebermos sua visita, mas o prazer maior é ler seus belos textos. Parabéns por tão lovável ação com a corujinha.
Abraços, Cris!

São disse...

Seria muito bom que a educação ambiental começasse por essas idades, sim.

A corujinha é linda.

Aqui , em Portugal, se chamam FISGAS. E eu ia ficando cega do olho esquerdo por causa de um garoto que me atingiu , propositadamente, com uma pedra assim atirada.


Bem haja e o menino também!

Bérgson Frota disse...

Lí e gostei de sua atitude, se todos fossem assim acho que nossa fauna não estaria tão ameaçada. Parabéns.

João Alberto disse...

Olá Dalinha,
Sua atitude foi louvável, com certeza a corujinha vai cantar muito na sua fazenda agradecendo seu ato bondoso.
Grande abraço.

Maria Emília disse...

Nós aqui chamamos de fisga.
Também tenho uma história muito curiosa passada aqui no meu jardim, mas foi com o melro. Um dia conto.
Gosto sempre muito de vir aqui ler o que nos escreve.
Um beijinho,
Maria Emília

Pedro Monteiro disse...

Querida poetisa, é mesmo uma crueldade resultante de Desenformação reinante!

Eu vim aqui pra dizer
O quanto acho cruel,
Pessoas desenformadas
Fazendo feio papel,
Da vida, tiram a doçura,
Mostram sua face escura
E a ternura vira fel.

Beijo Cordeliano

Anônimo disse...

Você é tão bonita que eu gostaria de ser uma coruja para você cuidar de mim. Um abraço!