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terça-feira, 29 de junho de 2010

RITO DE PASSAGEM


RITO DE PASSAGEM
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Vaqueiro bom de montaria.
Ela uma rês vadia,
Solta no agreste sertão.
Vivendo na mira do laço,
Um dia sem embaraço,
Será lançada ao chão.
.
Bezerra... quase novilha,
Cevada, que maravilha!
Chegara a ocasião.
O hábil vaqueiro ciente,
Que é hora de ferro quente,
Marca a novilha então.

Texto: Dalinha Catunda
Foto: Canindé Soares

9 comentários:

Chica disse...

Lindo,Dalinha! Sempre assim!beijos,tudo de bom,chica

Alexandre Mauj Imamura Gonzalez disse...

fiz um filminho mental com as cenas descritas no seu texto, Dalinha!

queria muito ver de perto os vaqueiros, conhecer o agreste e o sertão.
Obrigado por seus posts, que nos apresentam a rica cultura nordestina.
bjs

Ana Maria disse...

Amiga, no meu blog, Selos, Mimos e Homenagens, tem um troféu para você.
busque lá. Obrigada! Beijinhos iluminados!

Santa Cruz disse...

Dalinha; Como sempre lindissimo os meus parabens
Um beijo
Santa Cruz

ARFERLANDIA disse...

A poesia popular do nordestino, terra agreste mas com alma grande, descrita com dureza real por JOSUÉ DE CASTRO. Este teu poema fez-me ir às raízes da luta e da poesia popular e que consta de um folheto intitulado "Chegada de Lampeão ao inferno":
"Hove grande prejuízo
no inferno, nesse dia;
Queimo-se todo o dinheiro
que Satanás (o Patrão) possuia.
Queimo-se o "Livro de Ponto"
e mais de seicentos contos
sómente em mercadoria.
A poesia popular revela o Brasil aos olhos dos brasileiros.

Gosto da forma simples como escreves. (Típica do nordestino coerente e lutador)

Um beijinho amigo do lado de cá do Atlântico.

ARFER

Rosário Pinto disse...

Mulher! que poesia mais lindae forte... bjs,

gorettiguerreira disse...

Como é lindo a imagem de um vaqueiro a meio a luta pela vida na caatinga amiga.
Feliz por ter-te em meu Balaio.
Beijos de luz.
Goretti

Pedro Monteiro disse...

Bravura, força e coragem...

O vaqueiro sertanejo

Anônimo disse...

imparato molto