
Foto na foto de Edmar Cordeiro da esquerda para direita:
Sandra Bomfim, Edilson Sales, Dalinha Catunda e Adauto Gonçalves
Arraiá da Juventude
Nesses quarenta dias que passei em Ipueiras, participei de vários eventos.
Fui praticamente intimada a comparecer como jurada numa festa de Quadrilhas organizada por Carlos Alberto Moreira de Araújo, ( O Carlão), Filho de dona Zuila e seu Juarez gente amiga do Corte Branco. O que me deixou muito feliz, pois é na simplicidade do interior que explode a criatividade.
Sem os aparatos das grandes quadrilhas, temáticas e patrocinadas, presenciei a animação, a alegria daqueles jovens que brincavam de pés no chão, vestidos de chita, lembrando as velhas quadrilhas onde brinquei no passado.
A fita, a chita, o colorido, o chapéu de palha, tomaram conta da noite animando a população da Floresta, Corte Branco, Arroz e outros lugarejos vizinhos que em grande número vieram prestigiar essa noite festiva.
O ambiente do Carlão é um lugar rústico, onde um pequeno bar se alonga num corredor coberto de palha, entre árvores espalhadas no terreiro. Foi lá que revivi o sabor das velhas fogueiras e a animação do passado. No comando das comidas típicas, Maria de Fátima, esposa de Carlão, não deixou a peteca cair.
O radialista, poeta popular e cantador, Edílson Sales comandou o cerimonial dando um toque cômico bem apropriado à ocasião. Além de realizar brincadeiras com as crianças presentes, fez um festival de dança entre os casais das quadrilhas e tocou fogo no terreiro ao anunciar os grupos de quadrilhas que eram apenas dois, mas contagiaram o ambiente.
Edmar Cordeiro dos Santos com sua maquina digital não perdeu um só lance da animada folia, enquanto Sandra Bonfim, sua esposa, ao meu lado e de Adauto Gonçalves Ribeiro formávamos o grupo de jurados.
Foi difícil avaliar qual o grupo melhor, mas o da casa acabou levando o troféu. Os dois eram denominadas “Arraia da Juventude”. O que diferenciava é que: uma era do Corte Branco, outra de Santa Rosa. Na realidade as duas estavam no mesmo nível.
Foi bonito ver aquele chão batido, meninos e meninas de pé no chão, levantando poeira, espalhando alegria, mostrando sua garra e mais uma vez nos ensinando que nem sempre a alegria brota da riqueza. Riqueza maior e ver esses jovens exercitando sua cultura e engrandecendo o sertão sem perder sua identidade. Mesmo comendo poeira, voltei de alma lavada.