
Foto retirada do blog hippopotamo.blogspot
Apelo a Santo Antônio
Meu Santinho de Portugal,
Meu Santo Antonio de Pádua,
Arranje-me um matrimônio
Livre-me dessa peleja árdua.
Já fiz mais de mil simpatias,
Confesso que foi em vão,
Continua desocupado,
Um lado do meu colchão.
E olhe, que nem fui exigente,
Em minha reivindicação.
Nem precisaria que fosse,
Um considerável cidadão.
Que fosse pouco rodado,
É claro que eu gostaria.
Se o motorzinho funcionar
Nem ligo para a lataria.
Se só pegar no arranco,
Não tem importância não,
Estou até dispensando
Bom estado de conservação.
O meu caso é de urgência,
Urgentíssima, sim senhor.
Interceda junto a Deus
Eu lhe rogo, por favor!
6 comentários:
Santo de tantos apelos, o oposto a sua não existência haveria de ser um pandemônio. Salve então a existência do famoso Santro Antônio.
Bem lembrada e rimada poesia.
Bérgson Frota
Lindo Dalinha, amei esta poesia, lembro quando eu ainda era paquerada e me desesperava com o tal santo, mas hoje tenho mesmo é que ficar conformada é com os genéricos que raras vezes surgem, rsrsrs. Beijos flor.
Esqueci meu nome acima
"...Se só pegar no arranco,
Não tem importância não..."
Muito, muito bom! Além de muito engraçado.
Versos que fazem parte das mais autênticas raízes da cultura popular brasileira.
Continuo seu fã, cliente e freguês.
Saudações do condado!
Um beijo!
Muito engraçada esta forma de pedir aos Santos...
De pequena poça fiz um universo
Feito de sete estrelas do mar
Murmurou-me um búzio ao ouvido
O rumo para te encontrar
Bom fim de semana
Mágico beijo
Olá amigos,
Depois de uma temporada no Ceará, longe dos computadores volto agradecendo a presença de vocês que continuaram firmes no comentários.
Um abraço carinhoso,
Dalinha
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