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segunda-feira, 2 de junho de 2008

A MORTE DA INGAZEIRA


Foto Colhida no:amm.org.br

A Morte da Ingazeira

Às margens do rio Pai Mané
Soberana e altaneira,
Em meio a tantas árvores
Destacava-se uma ingazeira.

Sua beleza era tanta
Que roubava a atenção
Daqueles que passavam
Por aquela região.

O meu olhar encantado,
Admirava sem cansar
A obra da natureza
Ornamentando o lugar

Passei algum tempo fora
Mas dela nunca esqueci
Quando voltei a cidade,
P’ra revê-la então corri

Qual não foi minha tristeza,
Qual não foi minha agonia,
Em vez da árvore frondosa,
apenas um esqueleto havia

Aquele esqueleto é o símbolo,
Da farta destruição,
Motivada pelas queimadas,
Prática em nosso sertão.

4 comentários:

Anônimo disse...

Se fóssemos dividir a poesia de Dalinha logo chegaríamos a um referencial lógico, umas estão para lembranças da terra outras para o amor como força da vida se expressando em suas diversas nuances,há também aquelas que lutam contra o preconceito e a sua superação e finalmente a da preservação da natureza, tal como esta A Morte da Ingazeira, num momento em que a ecologia é o tema central da terra, esta perfeita poesia soa como um hino a nossa rica e bela flora que desesperada some ao calor inclemente das queimadas ou ao machado bronco que lhe ceifa a vida. Não é errado chamá-la de simplesmente linda, pois assim ela é. Dalinha a fez num momento de inpiração e participação nesta onda que luta para salvar o verde da terra. Parabéns.


Bérgson Frota

Lurdinha disse...

Lindo o poema Dalinha, concordo com o Bérgson, você é de fato polivalente. Parabéns.

Jean Kleber Mattos disse...

Versos de grande atualidade. Muitas pessoas são capazes de afeiçoar-se às plantas especialmente à arvores. O que seria de nós sem essas pessoas. Comovente página em defesa de nossas matas.Valeu.

Oliver Pickwick disse...

Quando era menino, morei por quase três anos no sertão da Bahia, por conta do trabalho de meu pai. Nesta fase, convivi com muitas ingazeiras.
No Sul da Bahia, a minha região, não existe tão árvore.
Um beijo!