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Poesia publicada originalmente no Jornal O Povo de Fortaleza-Ce
Namoro à Antiga
Quando nos conhecemos
Era eu, uma flor em botão,
Você um quase menino,
Pleiteando meu coração.
Quase afundou minha rua,
De tanto passar por lá,
Olhava-me e até piscava,
Sem coragem de chegar.
Quantas dificuldades,
Imagine a emoção,
Até ficar lado a lado,
E pegar em minha mão.
Foram cartas e bilhetes,
Recados pelos amigos,
No rádio canções ofertadas,
Encantavam-me os ouvidos.
Depois da primeira dança,
Pintava o primeiro beijo,
E nós, jovens adolescentes,
Embalávamos os desejos.
Surgiam então as brigas,
Como era de costume,
E o choro dos namorados,
Em nome do velho ciúme.
Depois do vendaval,
Alegria e reconciliação,
As brigas só temperavam,
O amor e a paixão.
Hoje é tudo tão fácil,
E um tanto sem sabor
A mulher já não é caça,
Nem o homem caçador.
Ficar é a pedida,
Foram-se os rituais.
Namoro à moda antiga,
Com certeza nunca mais.
3 comentários:
É verdade, Dalinha! Os bons e grandes romances foram com o vento. Mas, não custa relembrar e até mesmo incentivar a sua volta.
Um beijo!
P.S.: Estou de volta depois de uma maratona intensa de trabalho e de sucessivas viagens. Desculpe a ausência temporária.
Dalinha consegue pôr numa poesia o romantismo antigo que hoje já não mais floresce. Parabéns.
Bérgson Frota
Oliver,
Hoje tudo é mais prático, tudo mais descartável, a tolerancia é zero. O romantismo é minguado, mas as histórias de amor ainda comovem.
Seja bem vindo em sua volta.
Pois é Bérgson, cabe a cada um de nós aguar esse sentimento para que ele possa reflorescer em áridos corações.
Postei estes dois poemas em homenagem ao Dia Dos Namorados.
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