
Foto retirada do site selec.mt.gov.br/arquivos/A32d381260dd1ed3
Poema publicado Originalmente no Jornal O Povo, de Fortaleza -Ce.
Trama e teia
Chegou feito vaqueiro,
que pega a rês no laço.
Mesmo que esperneasse,
estava presa em seus braços.
Rendí-me a sua firmeza,
e a rústica maneira de ser.
Com gosto de tango argentino,
dancei forró pra valer.
Éramos um par perfeito,
girando pelo salão.
Recostada ao seu peito,
sentia seu coração.
Por entre meu corpo escorria,
dele, a transpiração.
Dilatando-me as narinas,
invadindo-me os pulmões.
O encanto acontecia,
com a força da lua cheia.
Eu, na trama envolvida,
e ele, em minha teia.
Um comentário:
A paixão descrita de forma romântica, pura e ingênua é o que Dalinha faz. Parabéns.
Bérgson Frota
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