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quinta-feira, 24 de setembro de 2009

EU E ELA




EU E ELA

Quando ainda era criança,
Admirava da janela,
Sua presença fascinante,
Naturalmente tão bela.

Pegou-me uma vez de surpresa,
Tive então que me abrigar.
Na soleira tocava-me...
Um toque de arrepiar.

Meu corpo estremecia,
Divina era a sensação.
Intensa e instigante,
Umedecia-me então.

Trazia um cheiro bom
Que me deixava perdida.
Entreguei-me totalmente,
Por ela fui Seduzida.

Senti seu toque seu cheiro,
Divino era seu tilintar.
Do céu descia em gotas,
A chuva a me encantar.

Imagem:isis1.blogs.sapo.pt/arquivo/chuva.jpg Texto:Dalinha Catunda

10 comentários:

Ana Paula Marinho disse...

Primeira aqui olha...
Antes de tudo: A-D-O-R-E-I
Parece até brincadeira neh?!
Adoro todas os seus poemas e poesias, esse então... ficou lindo demais. Adoro esse seu jeito singelo de escrever. Acabas de ganhar uma fan! rsrs

Beijus queria. ;*

Chica disse...

Muito lindo e quem não gostava de brincar nela? beijos,tudo de bom,chica

SAM disse...

Que bonito, Dalinha! Viajei agora no tempo... Tinha bronquite ( naquele tempo eram poucos os recursos médicos) e minha mãe tinha extremo cuidado comigo e não me deixava andar descalça e ficar exposta a chuva ou friagem. Mas casa de avó reina liberdade e vontades rsrs. E quando lá estava e chovia...Ahhhhhh, corria para dançar, rir e pular de alegria na chuva! Com este poema, você revolve as mais puras e singelas lembranças nos religando com a natureza e, sobretudo lembrar que a felicidade é feita da observação destas singelezas, nos trazendo de volta a sensibilidade refinada, que em meio a selva de asfalto, muitas vezes nos esquecemos. Obrigada!!!


Lindo fim de semana, Dalinha.


Carinhoso beijo.

Fernando Santos (Chana) disse...

Olá Dalinha, bela poesia...Espectacular....
Beijos

Kleber Catunda disse...

Dalinha essa é a imagem pura da natureza, em busca da perfeição humana.
abraços.
Kleber Catunda

João Alberto disse...

Fantástico Dalinha. Adorava banhar na chuva, é muito gostoso.
Grande abraço e um bom final de semana.

rouxinol de Bernardim disse...

Sublime!

Bérgson Frota disse...

A chuva personifica neste poema a delicadeza da arte poética de Dalinha.É belo vê-la descrever com tanta sutileza e irmandandade este fenômeno.

Helinha disse...

Maravilha, Dalinha!!

Acho que você fez todo mundo voltar aos tempos de criança, quando corríamos na chuva e só ouvíamos nossas mães gritando: "Sai da chuva, menina/o!"...

É lindo saber admirar as maravilhas da natureza...

Eu, até hoje, gosto de brincar na chuva... rsrs

Tem um selo/homenagem para você, lá no meu blog! Com muito carinho, espero que goste!

Beijos!

^^

CESAR CRUZ disse...

Lendo este seu poema, Dalinha, lembrei-me da chuva que desabava gelada sobre nós meninos, enquanto corríamos atrás da bola no meio da rua... Então, o chão de paralelepípedos, subitamente umedecido, soltava aquele bafo quente que ia subindo e trazendo ao nosso nariz o cheiro doce da chuva. Aquele cheiro único da minha infância!

q delícia!

bj
Cesar