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quinta-feira, 8 de abril de 2010

DE MARAVILHOSA A CALAMITOSA


DE MARAVILHOSA A CALAMITOSA
.
As nuvens desabaram
Inundando todo chão
A cidade maravilhosa
Virou caos e confusão
Nunca vi tanta enchente
Levando casa e gente,
E causando destruição.
.
O caos invade a cidade,
Trazendo a devastação.
A tragédia assola o Rio,
Cidade de São Sebastião.
E a cidade maravilhosa
Tornou-se calamitosa,
Quem padece é a população.
.
E triste ver a desgraça
Massacrando tanta gente.
No Sudeste tanta água
E no Nordeste diferente.
Falta chuva no Nordeste,
Água no Rio virou peste,
Devastação e enchente.
.
“Desgraça pouca é bobagem,”
Ainda temos que padecer.
Com políticos oportunistas,
Que só querem aparecer:
-“Com minha casa minha vida
“A problemática tá resolvida,”
Ouvi um maioral dizer.
.
Muitos já não precisam,
De casas para morar.
Sete palmos é o suficiente.
Para os mortos enterrar,
Chorar e abraçar família,
Isso é pura demagogia,
Mas de político é peculiar.
.
Nas manchetes dos jornais,
Ou mesmo na televisão,
Cada imagem mostrada,
É de enternecer coração.
Que Deus tenha piedade,
Do povo desta cidade,
Cidade de São Sebastião.
.
Texto:Dalinha Catunda
Foto:www.vooz.com.br/imagem/noticias/globo_98e906c...

7 comentários:

João Alberto disse...

Olá Dalinha,
Creio que isso é causado pela destruição da natureza, construções desenfreadas nas encostas de morros e em áreas de risco, com o devido aval dos governantes. São fatos que vem acontecendo todos os anos em diversas locais do planeta. A população deveria se consientizar em proteger mais meio ambiente, pois diante de tanta destruição no mundo, o que vemos são pessoas e políticos se preocupando muito mais com o dinheiro e poder, do que com o que deveria ser a prioridade número um do mundo. "O Meio Ambiente".
Grande abraço.

Chica disse...

Lindo poema e triste realidade,Dalinha! um beijo,tudo de bom,chica

SAM disse...

Querida amiga,

triste, desolador... Mas em versos côncios e bonitos a minha querida Dalinha expressa toda a dor, tristeza e pavor. É isso, amiga...

Carinhoso beijo, Dalinha! Estou sumidinha porque voltamos todos com esta gripe...

Rosário Pinto disse...

Querida amiga,
Com sua capacidade de versejar prova mais uma vez que pode fazê-lo para o entretenimento e, também para a denúncia da demagogia de nossos políticos que se aproveitam das tragédias humanas para mostrar suas caras e, de maneira equivocada. É lamentável ver o governador e o presidente da república dizerem que a culpa das várias e tantas mortes é da população que vai se instalar nas encostas de morros, em áreas, sabidamente de riscos. Me pergunto se eles realmente pensam que aquelas pessoas estão ali por escolha! ou não seria porque foram empurradas pela miséria das políticas públicas na área social: falta educação, saúde, condições mínimas para levar as pessoas a pensar na sociedade como um todo. A falta de educação básica nos leva a depositar lixo aleatóriamente pelas ruas, a negligenciar nossa saúde. Se não conseguimos cuidar de nós próprios, como poderemos pensar em meio ambiente? O que a população realmente precisa é de uma educação estruturada, digna e voltada, não apenas para o indivíduo, mas para o coletivo. Saúde acompanhada de boa qualidade de serviços médico-hospitalares - isto é uma ínfima parte do que nos faz humanos. A miséria nos torna individualista e aguerridos na busca de um precária sobrevivência. BOA POESIA / BOA DENÚNCIA. PARABÉNS! Dalinha.

Ricardo Aragão disse...

Minha dileta amiga Dalinha, sua verve poética não dá trégua! Felizmente! Pois, de uma forma toda especial, o seu jeito, você retrata tão lamentáveis eventos naturais no Rio de Janeiro. Não bastasse, você ainda revela a hipocrisia que reina no mundo podre da política que dizem ser assistencialista. Só se for pra assistir aos interesses deles, políticos. Parabéns, Dalinha. Sua sensibilidade e seu talento são importantes armas para clarear a mente das pessoas. Bom seria se clareassem também a dos políticos. Quem sabe?

Às pessoas que sofrem com as catástrofes no Rio e Niterói, minha mais sincera solidariedade.

Abraço, Dalinha.
Ricardo Aragão
Ipu(CE)

AFRICA EM POESIA disse...

DALINHA um beijo

DOMINGO


O acordar é cedo...
Acordar de gente...
Que quer aproveitar...
Quer ver...
Quer desfrutar...
E então...
A cama fica vazia...
E eu vou...
Vou observando...
Apreciando...
Prados e montes...
Árvores e riachos
Casas e animais...
E assim escrevendo...
Vou sentindo...
Que olhando e rabiscando...
Vou sentindo...
A grandeza do criador!...

LILI LARANJO

marilu disse...

minha querida dalinha, o que faríamos sem você?é, pois a sua voz solta pelo mundo sacode a todos,até os surdos.que beleza de mulher...isso só prova como o mundo ainda tem jeito.
abraços minha querida!!!