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terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

SECA E FALTA DE VERGONHA












SECA E FALTA DE VERGONHA
*
Estou esperando a chuva
Porém a chuva não vem
Meu açude já secou
E o meu riacho também
Sem chuva no meu sertão,
É triste a situação
Felicidade não tem.
*
A passarada sumiu
A jurema já murchou
Onde a água escorria
Hoje é só chão que rachou
Perante tanta quentura,
Acabou-se a fartura
Meu sertão esturricou.
*
E se Deus não der um jeito
Eu não sei o que será
Pois mais uma vez padece
O meu pobre Ceará
Agora só muita fé
E apelar pra São José
Que é padroeiro de lá.
*
O subsolo é bem rico
É só explorar o chão
O que falta é vergonha
Nos mandantes da nação
Estes seres abjetos
Que ignoram projetos
Para irrigar o sertão.
*
Texto e fotos de Dalinha Catunda
Fotos do meu sítio em Ipueiras - Ce

4 comentários:

Luciana Curvello disse...

Olá,
Parece ser um livro muito legal. Quero ler!
Gostei bastante da resenha.
Estou te seguindo e te convido a me fazer uma visita.
http://vergostarler.blogspot.com.br/
Bjos
Lu

Fred Monteiro da Cruz disse...

S'incomode não, Dalinha...
São José vem amuntado
no seu jumento ligeiro
ele tá bem equipado
dez bilhão de litro d'água
pra acabá c'a sua mágoa
e o sertão ficá moiado
***
é no dia dezenove,
mês que vem, pode iscrevê
vai caí um toró d'água
todo mundo vai sabê
im 19 de março
dê um nó no seu cadarço
pro sapato num perdê!
***
aprepare o seu barquinho
uma canoa cavada
no tronco daquele ipê
quando ela tivé lavrada
bote leme, remo e vela
pois vai ser mesmo cum ela
que tu escapa da enxurrada !
***
Isso tudo é brincadeira
Dalinha, poeta amiga
eu não quero uma enxurrada
mas só que a chuva consiga
deixar seu sítio florido
as vacas dando mugido
e o milharal chei'd'espiga !

José Ramón disse...

Ha sido una satisfacción pasar por su blog. Saludos desde Abstracción texto y Reflexión

João Poeta disse...

Oi, Dalinha!...
Aqui não tem disso não!
Chove até madá pará
As ruas viram córregos
Transbordando no arraiá.

As lojas já acostumadas
Com a invasão das enchentes
Deixam na espera da rede
Quarquer peixe e até serpentes.

Dos sapos, nem quero falar
Já não existem mais, por aqui
Já não vejo as mariposas
Nos postes a sobrevoar.

É o caos, a confusão
Ninguém entende mais, não
Se faz calor no inverno
Sinto frio, no verão.

Até...