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FILHA DO NORDESTE
Sou Dalinha, sou da lida.
Sou cria do meu Sertão.
Devota de São Francisco,
E de Padre Cícero Romão.
Sou rês da Macambira,
Difícil de ir ao chão.
Sou o brotar das caatingas,
Quando cai chuva no chão.
Sou cacimba de água doce,
Jorrando em pleno verão.
Sou o sol do agreste.
Sou o luar do sertão.
Minha árvore é mandacaru.
Meu peixe curimatã.
Macaxeira e tapioca,
É meu café da manhã.
Sou uma bichinha da peste,
Meu ídolo é lampião.
Sou filha das Ipueiras.
Sou de forró e baião.
Sou rapadura docinha,
Mas mole eu não sou não.
Sou abelha que faz mel.
Sem esquecer o ferrão
.
4 comentários:
Dalinha!
Que beleza esta descrição de quem é você!
"Sou filha das Ipueiras.
Sou de forró e baião.
Sou rapadura docinha,
Mas mole eu não sou não.
Sou abelha que faz mel.
Sem esquecer o ferrão."
Olha, sugiro que vc coloque no seu blog uma seção "Blogs que eu leio" para sugerir aos seus leitores o meu blog. Quero "roubar" leitores seus. Pode ser?
Parabéns pela beleza de poesia, com rima vibrante e cadente.
Faço fé, Dalinha! Bj.
Ei garota, esqueceu esta parte:
E nas lindas noites de luar
Deste sertão luminoso
Percorro veredas, oiteiros e freguesias
Sem usar transporte majestoso
Pois o meu deslocar é no cimo
Do pavão misterioso
Versinhos ruinzinhos estes, hein?
Um beijo!
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