
LEI DA SOBREVIVÊNCIA
Dalinha Catunda
Brigo com meus demônios,
Rezo para os meus santos,
Aborto o que seria
O nascimento de um pranto.
A prendi a desatar,
O nó preso na garganta.
Com astúcia ou ironia,
Encaro qualquer afronta.
Calar não é consentir,
No meu modo de pensar,
É espreitar a presa com calma,
Para o bote não falhar.
Sou cobra que não ataca,
Mas aprendi a me defender.
Se não pisar no meu calo,
Não pico também você.
Oferecer a outra face?
Nem em outra encarnação!
Pago na mesma moeda,
Só aguardo a ocasião.
Imagem:arcanjo_rafael.zip.net/images/solidao.jpg
Um comentário:
Parabéns Dalinha!
Seu Blog é um sucesso.
artculturalbrasil
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