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quinta-feira, 5 de março de 2009

SAUDADES DO INTERIOR


Banco de pote que fica em minha Chácara em Ipueiras no interior do Ceará.

LEMBRANÇAS DO INTERIOR

Boina na boca do pote.
Água fresca naturalmente.
O pote por fora suado,
Matava a sede da gente.

Era água de cacimba,
Que a natureza servia.
No copo de alumínio
No interior se bebia.

No ranchinho que possuo
Lá pras bandas do sertão.
Tem lá um banco de pote
Preservando a tradição.

Texto e foto de Dalinha Catunda
Este texto foi publicado dia 21/03/09
No jornal O Povo em Fortaleza-Ceará.

4 comentários:

Cotovia disse...

...uma parte de nós é feita das nossas tradições. É sábio aquele que tem consciência disso tira proveito dessa herança.

Gosto de passar por aqui.

Jean Kleber Mattos disse...

Agua de pote e banho de tacha...inesquecível! Os versos de Dalinha me transportam a um passado delicioso! Beijo.

João Ananias disse...

Que recordações Dalinha, me fez lembrar a infancia. Em minha casa no interior também havia 2 potes sempre com água bem fresquinha para beber.
Grande abraço.

Anônimo disse...

Uma poesia emocionante. Salinha, sou tua fã. Adorei conhecê-la Np site Lima Coelho

Mariana Rodrigues