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terça-feira, 5 de agosto de 2008

O PATRIARCA, Raimundo Mourão e Melo


Foto da familia Mourão

O PATRIARCA
Raimundo Mourão e Melo

O dia cinco de abril
Foi um dia abençoado,
Nascia no Piquizeiro
No seio de um clã afamado
Raimundo Mourão e Melo,
Um cidadão consagrado.

Sinônimo de competência,
Lisura, honestidade
Sempre soube honrar seu nome
Foi um homem de verdade.
Bom filho e bom marido,
Pai da melhor qualidade.

Filho de Francisca de Barros,
E de Alexandre Mourão.
Casou-se com dona Adélia,
Uma linda flor do sertão.
Prenda rara do Piauí,
Que ganhou seu coração.

Com ela teve dez filhos
Nessa feliz união.
Dois deles estão no céu,
Os outros bem criados estão,
Pois sempre seguiram a risca
Os conselhos do velho Mourão.

Aos filhos ele dizia
Com toda convicção:
A herança melhor que lhes deixo
É estudo, educação.
Pois isso ninguém lhes tira,
Dizia com toda razão.

Partiu aos noventa e dois anos,
Vendo seu sonho realizado.
Os filhos que Deus lhe deu,
Lutou e os deixou formado.
Cumpridor de sua missão
Subiu aos céus sossegado.

Político conceituado,
Apaziguador sem igual,
Adepto da diplomacia,
Líder em seu natural,
Foi ele na voz de muitos
Um cidadão especial.

A palavra patriarca,
Não é para qualquer cidadão,
Apenas para os que cumprem
Com louvor sua missão,
E dela se faz merecedor
O nosso Raimundo Mourão.

Comemoram seu centenário,
Filhos, amigos e parentes.
Mesmo com o corpo distante,
Seu espírito se faz presente
Na vida de cada um,
Que colheu suas sementes.

Eu sou Dalinha Catunda
Tenho grande satisfação
Em participar desse evento,
Dessa confraternização,
Onde em torno de seu patriarca
Reúne-se a família Mourão.

Texto de: Maria de Lourdes Aragão Catunda
(Dalinha Catunda)

9 comentários:

Izabel disse...

Dalinha, acabo de ler em seu Blog, essa homenagem ao meu inesquecível pai e agradeço a você pela consideração que tem a todos os Ipueirenses.

Tereza Mourão disse...

Belos versos Dalinha, e infelizmente não pude ir a esta festa, que pelas fotos da familia dele no orkut, foi muito boa, foi assim como um dia na roça, tinha tudo igual a quando ele era vivo. Todos os filhos com os netos e até bisnetos compareceram. Aqui aproveito e peço a Belinha ou o Everardo para deixar comentários e nos falar deste centenário e divulgar para os parentes. Abraços Teresinha Mourão

Jean Kleber Mattos disse...

São resgates como este que dignificam o blog e contribuem para a que a memória de uma comunidade não se perca. Parabéns, Dalinha.

Bérgson Frota disse...

Bela e valorosa homenagem a esta grande figura que foi o Sr. Raimundo Mourão e Melo, fiquei tocado com a forma sutil e ao mesmo tempo rica que você Dalinha soube colocar e desenvolver neste trabalho. Como disse o Sr. Jean Kléber, "são resgates como este que dignificam o blog". Mais uma vez parabéns.

Anônimo disse...

OBRIGADO, DALINHA...

VOCE ME DEIXOU MAIS UMA VEZ EMOCIONADO. VOCE DISSE TUDO, RETRATOU MEU PAI NA ÍNTEGRA.É UMA PENA NÃO CONVIDARMOS TODOS QUE GOSTARÍAMOS E QUE DEVERÍAMOS CONVIDAR, MAS NÃO TERÍAMOS LUGAR PARA TODOS, ASSIM, VOCE SE FEZ PRESENTE TANTO QUANTO OU MAIS DO QUE QUEM ESTEVE LÁ. UM DIA NA ROÇA FOI D+ TUDO QUE "TU GOSTAS" ALFININ, RAPADURA QUENTE, BEIJU, GARAPA DOIDA E CAHAÇA SÃO GONÇALO - TUDO FEITO NA HORA, "PASSADO NA CARA" DO CONVIDADO. PASSEIO DE CHARRETE E DE JUMENTO, ENFIM, TUDO DE BOM. E A LEMBRANCINHA ? UMA GARRAFA DA SÃO GONÇALO COM UMA "CUINHA" PARA
BEBÊ-LA. A SUA ESTÁ AQUI, DOS DEMAIS SÓ INDO BUSCAR LÁ NOS GROSSOS. TINHA TAMBÉM SEU RAIMUNDO MOURÃO E DONA ADÉLIA + OS 8 FILHOS - REPRESENTADOS POR CRIANÇAS DOS GROSSOS...FOI MASSA.
OBRIGADO, GRANDE DALINHA.

EVERARDO MOURÃO

Everardo Mourão disse...

OBRIGADO, DALINHA...

VOCE ME DEIXOU MAIS UMA VEZ EMOCIONADO. VOCE DISSE TUDO, RETRATOU MEU PAI NA ÍNTEGRA.É UMA PENA NÃO CONVIDARMOS TODOS QUE GOSTARÍAMOS E QUE DEVERÍAMOS CONVIDAR, MAS NÃO TERÍAMOS LUGAR PARA TODOS, ASSIM, VOCE SE FEZ PRESENTE TANTO QUANTO OU MAIS DO QUE QUEM ESTEVE LÁ. UM DIA NA ROÇA FOI D+ TUDO QUE "TU GOSTAS" ALFININ, RAPADURA QUENTE, BEIJU, GARAPA DOIDA E CAHAÇA SÃO GONÇALO - TUDO FEITO NA HORA, "PASSADO NA CARA" DO CONVIDADO. PASSEIO DE CHARRETE E DE JUMENTO, ENFIM, TUDO DE BOM. E A LEMBRANCINHA ? UMA GARRAFA DA SÃO GONÇALO COM UMA "CUINHA" PARA
BEBÊ-LA. A SUA ESTÁ AQUI, DOS DEMAIS SÓ INDO BUSCAR LÁ NOS GROSSOS. TINHA TAMBÉM SEU RAIMUNDO MOURÃO E DONA ADÉLIA + OS 8 FILHOS - REPRESENTADOS POR CRIANÇAS DOS GROSSOS...FOI MASSA.
OBRIGADO, GRANDE DALINHA.

EVERARDO MOURÃO

Dalinha Catunda disse...

Bérgson e Jean Kleber,estes resgates, a história das pessoas que habitam ou habitaram Ipueiras, fazendo uma história que também é a nossa, me encanta imensamente.
A foto enviada por Ana Lucia e Everardo, também tem sua história. Era daquela rede, no alpendre que seu Raimundo mourão resolvia todos os seus assuntos. Ali era seu escritório.
Quero agradecer a Belinha, o material que ela me enviou dando-me a oportunidade de fazer um trabalho digno da familia Mourão. Agradecer a Terezinha do seu Tim, os comentários e a boa vontade de sempre tirar minhas dúvidas em assuntos, principalmente da familia Mourão.E agradecer as lindas palavras de Everardo casado com minha amiga Aninha, casal que tenho um carinho todo especial.Infelizmente não pude comparecer, mas fiquei satisfeita com minha participação escrita.
Meu carinho a todos

Anônimo disse...

Prêmio ao Traidor – De Espião Nazista ao Cargo Publico no Estado do Ceara:
Gerardo Melo Mourão, o espião que mandou aos submarinos nazistas as informações que possibilitaram o afundamento de 5 navios nossos, com a perda de 650 vidas brasileiras, foi condenado à morte no Rio de Janeiro, teve a pena comutada, cumpriu alguns anos de prisão e agora recebeu a gratidão da Pátria: nomeado para o posto de presidente da COAP, em For­taleza — Enquanto isto, os pracinhas rondam os institutos e as viúvas dos mortos nos afundamentos são forçadas a apelar para a caridade pública.
Por DAVID NASSER

Este texto é muito perigoso. Sabe-se que David Nasser era um patético jornalista que nunca negou manipular fatos em suas reportagens. Manchar a honra e a imagem do maior poeta do Brasil não é assim tão fácil. A vida deste homem, Mello Mourão, é um monumental exemplo de militância ideológica. Não é um jornalista meia-boca, com acusações vagas e estultas – hoje, aliás, há muito desmentidas – que encobrirá a luz que emana desse cearense. Aliás, o termo “monstro do atlântico sul”, cunhado pelo idiota autor do texto, cabe perfeitamente à dimensão colossal de Gerardo. Há de se ter cuidado com certas publicações.
Jimmy
7 de setembro de 2011 at 21:25
Responder

Caro leitor Jimmy muito obrigado por ler nosso site e mais comentar nosso texto, esse texto é de 1953, nos encontramos esse texto e achamos legal ser postado, de maneira alguma esta manchando a carreira de ninguém, se o mesmo fora bem sucedido como escritor, muito bem, isso não vem ao caso, essa é uma reportagem histórica que estava perdida no passado.
Lembrando que todos os temas ligados a Segunda Guerra Mundial é valido como história.
Também sobre o escritor dessa matéria, também desconheço sua origem, não sou da época e também não vem ao caso falar dele, o texto esta ai para que todos conheçam nossa história, seja ela manipulada, falsa ou verdadeira. Se o jornal na época editou, hoje estamos aqui trazendo de volta a noticia.

Anônimo disse...

Foi um encontro ocasional. Jornalistas e escritores conversavam com políticos e funcionários públicos ao redor de uma mesa. Numa roda, onde estavam Frederico Chateaubriand, Antônio Castro Pinto, Breno Acioli e este vosso amigo, alguém entrou. Era um tipo melífluo, escorregadio, de óculos pesados, expressão indefinida. Estendeu a mão a Fred e a Breno Acioli também. Timidamente, le­vou-a ao terceiro — o repórter destas notas. Disse-lhe então, que podia recolhê-la. Que haveria naquela mão que impedia de ser apertada? Que teria feito aquele homem para que lhe fosse negado um simples cumprimento? Por que não apertei aquela mão?

As mãos de Gerardo Melo Mourão estão manchadas de sangue — e assim ficarão até o dia em que a terra lhe seja leve — responsável pela morte de cen­tenas de brasileiros nos afundamentos de nossos navios por submarinos alemães.

Enquanto as noivas, as mães, as filhas brasileiras rezavam, em seus lares, pela feliz viagem de seus entes queridos, as mãos tenebrosas de Gerardo Melo Mourão transmitiam para as bases de espionagem nazistas os dados certos sobre a partida dos barcos, a provável rota e outras indicações que possibilitaram a caçada mortífera em águas nacionais. Os navios eram postos a pique, facilmente, tão perfeito se mostrar Melo Mourão na sua tarefa. Rapaz inteligente pertencera às hostes integralistas, formando na cúpula e trabalhando como secre­tário particular do chefe nacional. Cada vez que um barco mercante do Brasil -j Ia para o fundo — Melo Mourão recebia o pagamento da traição. Não se pode precisar a quantia certa, mas variava, ao que parece, pela tonelagem posta a pique.

Nos dias angustiantes de Al Alamein, quando Montgomery pedia e esperava reforços decisivos para a batalha final, passou pelo Rio o Queen Mary. Melo Mourão e seus homens estiveram atentos para o aviso fatal que liquidaria o maior navio-transporte dos aliados, o mesmo que conduzia para os campos de batalha da África meia divisão completa. Realmente, o aviso foi dado, mas o Inteligence Service o interceptou e fez o navio regressar naquele mesmo dia à Guanabara, enquanto os aviões militares brasileiros afundavam um submarino alemão a poucas milhas do Pão-de-Açúcar. Documentos encontrados, posteriormente na Alemanha e depoimentos de agentes nazistas graduados, entre os quais, Nils Christiensen, re­velaram que Melo e seus parceiros haviam de fato, comunicado aos submarinos nazistas a partida do Queen Mary sem esperar que o transporte voltasse à base. Se afundado, talvez mudasse o curso da guerra.

Os nazistas, do outro lado do Atlântico, pediam vidas brasileiras, mais vidas brasileiras para castiga­rem o atrevimento do país sul-americano, da terra que eles imaginavam de macacos e de mulatos traido­res como Melo Mourão e outros. Os Embaixadores da Alemanha e da Itália naquela época haviam encon­trado um brasileiro completamente destituído de amor à sua terra e à sua gente, um sacripanta que, sem re­morso, auxiliara o inimigo nessa tarefa assassina, en­viando pelo Morse a marcha dos navios nacionais, na rotina de suas viagens pela costa do Atlântico — e indo levar à Argentina, para os agentes nazistas que esta­vam no Rio Prata — os pianos de fortificações e de ar­mamentos da costa brasileira para um possível desem­barque de tropas nazistas vindas de Dakar.

Gerardo Melo Mourão, esse homem cuja mão ne­nhum brasileiro de bem poderá apertar, é o responsável direto pelo afundamento de cinco navios, pelo menos. Os alemães lhe creditaram o sacrifício de 650 vidas brasileiras.




Fonte: O Cruzeiro / Edição de 1953