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domingo, 28 de junho de 2009

METAMORFOSE


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METAMORFOSE

Lagarta... Tempo de lagarta...
Se você me vir deste jeito,
Não se apiede de mim.
Isto não significa,
Exatamente meu fim.

Pode guardar consigo,
Sua inútil compaixão.
Pois sou forte,
E apenas passo
Por momentos de transição.

Logo, logo começarei,
A construir meu casulo.
Longe de nefastos olhares,
Planejarei meu futuro.

Trancada a sete chaves,
Crisálida então serei.
No invólucro construído,
Desencantos deixarei.

Purgada, purificada,
Depois da flagelação,
Feliz sairei voando,
Livre na imensidão.

Renascerei borboleta,
Após enfrentar minhas mortes.
Por isto, não seja ridículo,
Nem pense em chorar minha sorte.

Texto: Dalinha Catunda

9 comentários:

rouxinol de Bernardim disse...

Excelente divagação poética glosando um tema que diz respeito a ttodos nós, muito embora se pense o contrário. Estamos em metamorfose permanente!

Valter Montani disse...

Muito bonito Dalinha!
parabéns mais uma vez
há emoção em cada linha
em tudo o que sempre fez

Seus versos rasgam o peito
dilaceram o meu coração
carregam sempre a verdade
recheada da profunda emoção!

bjs e boa semana

bloguedomonstro disse...

Você viu?

O Silvio, meu xará,é um cara muito espirituoso!!... chamar mulheres de centopéias...!!

Forte abraço,

Monstro

bloguedomonstro disse...

... é isso!

Morremos de nossos defeitos para nascermos em nossa perfeição!
O difícil é abandonarmos o doce gosto de nossos pecadinhos preferidos!
A santidade é uma opção, não uma missão! Somos pecadores por opção, por isso o pecado assim o é!

abração!

Deusa Odoyá disse...

Olá minha nova amiga.
Vim conhecer seu cantinho, e que linda essa poesia.
Muita sensibilidade e luz.
Uma alma cheia de pureza e emoções.
Parabéns, escrevas lindas palavras.
Voltarei mais vezes.
Regina Coeli.
Uma semana de bençãos par vc.
Aguardo sua visita oa meu cantinho.

João Ananias disse...

Olá Dalinha,
Hoje em dia passamos por varias metamorfoses, os diversos momentos de alegria de tristezas às vezes nos deixa sem noção, e isso leva tempo para nos regenerarmos.
Abraços.

Maria Emília disse...

Muito curioso o seu texto e mais curioso ainda estarmos as duas sintonizadas nas borboletas.
Um beijinho,
Maria Emília

Ana Maria disse...

Como é bom vir aqui. Parabéns poetisa! Obrigada pela visita.
Beijinhos!

Tais Luso de Carvalho disse...

Quem não está em metamorfose? Mudanças, em qualquer terreno, sempre são bem-vindas.É renovação.

Beijos, amiga. E esqueci de dizer que na foto da quadrilha estás linda!

tais