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terça-feira, 23 de junho de 2009

QUADRILHA


Foto do acervo do blog, tirada em Ipueiras-Ceará, em um São João que fiz em meu sitio. Estou repetindo este post, pois gosto muito dele, e a minha foto foi uma brincadeira.

QUADRILHA


Maria bonita
vestida de chita
dançava São João.
Em meio a quadrilha,
seguia a trilha
do seu coração.
Coração aventureiro
gostava de Pedro,
e queria João.
João tava difícil,
não foi sacrifício
pegar noutra mão
Viva S. Pedro!
Viva S. João!
Maria era bonita!
E com laço de fita
virou perdição.
Com cabelos trançados,
e seu requebrado,
chamava atenção.
Dançando faceira
esqueceu-se de Pedro,
e também de João.
Nos braços de Antônio
perdeu-se nos sonhos,
ardeu-se em paixão.
Foi aí que Maria
perdeu sua fita
rolando no chão.
Maria aflita
sem laço de fita
engrossou a cintura
e fugiu do sertão

6 comentários:

lili laranjo disse...

DALINH


O rio é assim...
como uma cobra que se move para todos os lados...
a vida....também é assim...


A vida é muito interessabnte como o rio que corre e consegure sempre saltar os obstáculos eu sinto o mesmo .
E aqui começo a sentir a chama da Amizade .
Palavra que para mim tem a força da vida...
um beijo e...


Vou devagar...
Vou caminhando...
Com passos firmes...
E seguros...
Aguardo ...
Estar melhor...
Para poder...
Voar!...

LILI LARANJO

Ana Maria disse...

Festas juninas são animadoras. Adoro! Aqui é só festividades.
Sua foto ficou linda!
Amei a poesia!
Beijosssss

São disse...

Gostei imenso, mesmo!

Tanto do poema quanto da foto...

Beijinhos, linda!

bloguedomonstro disse...

Pois é,

em meio a tantas "quadrilhas" Senadescas cujo sentido, mais "comum" a nossos ouvidos e olhos televisivos, eis que a Dalinha revigora a quadrilha em seu melhor, mais belo e animado sentido!

Beijos gelados sabor São João e cheiro de pipoca!

Monstro

Victor Gil disse...

Oi Dalinha.
Há alguns anos atrás fiz este poema. Era Maio, altura em que as searas de trigo e centeio começam a ter espiga. Acontece sempre a uma Quinta-Feira, uns quantos dias depois da Páscoa, a que chamam Quinta-Feira da Ascenção, e se denomina Dia da Espiga. Em tempos idos os casais de namorados iam para o campo apanhar um ramo de flores campestres onde tinham de incluir sete espigas de trigo. Esse ramo era guardado durante um ano completo. Era um símbolo de amor.
Quando vi a tua foto e a tua saia rodada, lembrei-me deste poema guardado no baú das recordações. Naquela altura foi dedicado a uma amiga imaginária, mas acho que se adapta perfeitamente a ti. Mulher que nasceu entre as flores, entre os riachos, entre as plantas silvestres. Em três palavras: Uma mulher do campo.

DIA DA ESPIGA

Fui colher a minha espiga
numa seara ondeada,
lembrei-me da minha amiga
da sua azul saia rodada.

Do azul da tua saia,
do azul do teu saiote,
fui colher a flor da maia,
no bico do teu decote.

Fui colher as sete espigas
em searas de centeio,
fiz um refrão de cantigas
no decote do teu seio.

No teu decote atrevido,
nas suas riscas traçadas,
nos botões terei colhido,
as espigas mais desejadas.

Novamente sete espigas,
quero apanhar para ti,
lembrar-me destas cantigas,
das espigas que te colhi.

Lembrar-me da minha amiga,
lembrar-me da minha amante,
hei-de colher outra espiga,
na tua saia ondulante.

Um beijão com muita amizade
Victor Gil

bloguedomonstro disse...

Pois num foi, minina!?
Foi sim!
Foi o teu João, qui dizem ser santo... aquele do dia 24 do mês de junho di Nossinhô!
Foi ele, pregado feito Jesus Cristo aqui no cantinho da Dalinha, flôr cheiroosa, que incentivou o Monstro a paticipar do e-arraiá internetico!

beijin prá casar!