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quinta-feira, 11 de setembro de 2008

EXCELÊNCIA



EXCÊLENCIA

Nem todo político é safado.
Nem todo político é ladrão.
Mas se fosse outro o país,
Muitos estariam sem mão.

Se muitos aceitam insultos,
Meu amigo preste atenção.
É porque não há inocentes
Mas sugadores desta nação.

Confesso que já nem sei,
A verdadeira tradução,
Da palavra excelência,
Que escuto em televisão.

Os vejo de terno e gravata,
Falando em nome da nação.
Em pouco tempo os vejo,
Engaiolados como ladrão.

Peço encarecidamente
A quem sabe, pois não sei,
A tradução de excelência.
Tão usada em certas greis.

Não sei se sou insolente
Em minhas indagações,
Contudo seria excelente,
Se me dessem explicações.

2 comentários:

Bérgson Frota disse...

De fato Dalinha cada povo tem o governo que merece, na realidade quando vão apertar a tecla do voto já estão vendidos até a alma. Sou contra aqueles que se conformam em chamar todo político de ladrão,esquecendo de assumir sua responsabilidade na decisão do pleito. Poesia social, atual e crítica para o momento político ideal que vivemos. Parabéns.

Jean Kleber Mattos disse...

Texto bem humorado em que pese certa acidez.Sobretudo oportuno nesta época de promessas e deglutição de sapos (rsrs).Parabéns Dalinha. Você está sempre antenada e conhece a alma das pessoas.