
EXCÊLENCIA
Nem todo político é safado.
Nem todo político é ladrão.
Mas se fosse outro o país,
Muitos estariam sem mão.
Se muitos aceitam insultos,
Meu amigo preste atenção.
É porque não há inocentes
Mas sugadores desta nação.
Confesso que já nem sei,
A verdadeira tradução,
Da palavra excelência,
Que escuto em televisão.
Os vejo de terno e gravata,
Falando em nome da nação.
Em pouco tempo os vejo,
Engaiolados como ladrão.
Peço encarecidamente
A quem sabe, pois não sei,
A tradução de excelência.
Tão usada em certas greis.
Não sei se sou insolente
Em minhas indagações,
Contudo seria excelente,
Se me dessem explicações.
2 comentários:
De fato Dalinha cada povo tem o governo que merece, na realidade quando vão apertar a tecla do voto já estão vendidos até a alma. Sou contra aqueles que se conformam em chamar todo político de ladrão,esquecendo de assumir sua responsabilidade na decisão do pleito. Poesia social, atual e crítica para o momento político ideal que vivemos. Parabéns.
Texto bem humorado em que pese certa acidez.Sobretudo oportuno nesta época de promessas e deglutição de sapos (rsrs).Parabéns Dalinha. Você está sempre antenada e conhece a alma das pessoas.
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