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sexta-feira, 5 de setembro de 2008

OUTRA PÁTRIA


Imagem pinçada do: maresertao.blogspot.com

OUTRA PÁTRIA

Dalinha Catunda

Amar com fé e orgulho,
A terra em que nasci.
Aprendi ainda na infância,
Nos hinos e poemas que li.

Ó minha pátria sagrada,
Cadê teus encantos mil?
Poluído e acinzentado,
Hoje vejo teu céu de anil.

Teus rios, mares e florestas,
Carecem de preservação.
Na natureza não há festa
Predomina a devastação.

Se a boa terra jamais negou,
A quem trabalha seu pão.
Por que fazer do nosso pobre,
Um reles parasita da nação.

Sonegando-lhe trabalho,
E humilhando o cidadão.
Que recebe bolsas e vales
Enterrando o orgulho no chão.

Quem não vive do trabalho,
Do seu suor e da sua mão,
Não pode ter amor próprio,
Nem orgulho da sua nação.

Como imitar a grandeza,
Dessa terra em que nasci.
Se o exemplo lá de cima
Na verdade ainda não vi.

Por isso eu digo e repito,
Aos dirigentes da nação.
Primeiro dêem exemplo
Depois cobrem ao cidadão.

O que li de Bilac é passado,
Sentido não vejo agora.
Minha pátria hoje é outra.
Tenho saudades d’outrora.

6 comentários:

Kleber Catunda disse...

Dalinha, você sempre consegue externer o sentimento de uma Cidade; de um Povo; de uma Nação...
Obrigado.
Kleber Catunda.

Kleber Catunda disse...

Dalinha, você sempre consegue externar o sentimento de uma Cidade; de um Povo; de uma Nação.
Obrigado.
Kleber Catunda.

Anônimo disse...

Dalinha os resgates históricos não são feitos somente em crõnicas mas também em sóbrias e tocantes poesias. Parabéns.

Jean Kleber disse...

Dalinha, quero parabenizar pela mensagem patriótica rimada. Como cidadã brasileira você cumpre sua missão utilizando seu talento de poetisa. Parabéns!

Antunes Ferreira disse...

LISBOA * PORTUGAL
ferreihenrique@gmail.com


Boas

Olá! Passei de novo por aqui para saber de ti e das tuas coisas. Parece-me que vão óptimas. Parabéns! Já to disse, mas repito, que gosto deste blogue. Voltarei, um destes dias. Tu merece-lo; e, além disso dá-me um ganda gozo!

Continuo a esperar-te também no meu Travessa do Ferreira (www.travessadoferreira.blogspot.com). Se não, vai lá pela primeira vez. Não custa nada – nem dói… Palavra que ficarei muito contente. Avinça!.
Qjs/Abs

Leonor disse...

Dalinha

As mudanças (nossas, da natureza, políticas, afinal sempre nossas, do Homem) têm sempre reflexo, que não é o que queremos, no nosso quotidiano.

O seu poema di-lo perfeitamente, gostei

beijos